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sexta-feira, 15 de maio de 2015

PREFEITO AFASTADO

Ontem, 14 de maio, a juíza da comarca de Curionópolis, Dra. Priscila Mamede Mousinho determinou o afastamento do prefeito de Eldorado dos Carajás, Divino Alves do Campo e do seu secretário de educação Augusto Cesar, por 90 (noventa) dias. A magistrada acatou o pedido do Ministério Público do Pará que solicitou o afastamento das autoridades por improbidade administrativa.

Além do afastamento por 90 dias, a juíza  mandou bloquear todos os bens e as contas do prefeito e do secretário de educação. Determinou também a quebra do sigilo fiscal e bancário da empresa D.A Costa, suspeita de negócios suspeitos com a administração daquele município.

Esse afastamento que foi pedido pelo Ministério Público e acatado pela juíza da comarca de Curionópolis poderá trazer muita dor de cabeça ao prefeito Divino. Qual foi o seu crime? De acordo com a informação de um funcionário da prefeitura de Eldorado, o prefeito andou usando mal o recurso destinado à educação, e a julgar pelo minúsculo orçamento do município, (que não consta na página da transparência) tudo não passou de uma micharia. Seja um centavo ou um milhão, o Brasil está dando os primeiros passos rumo à intolerância no que diz respeito a corrupção.

Ministério Público tendencioso?


O que chama a atenção é o grande numero de municípios paraenses onde os gestores vem comendo o pão que o diabo amassou nas mãos dos Promotores de Justiça. Todos são municípios pobres, com orçamentos nanicos e sem destaque geopolítico. O que estaria acontecendo? Por que os municípios ricos continuam isentos dessa fiscalização apesar dos escândalos amplamente divulgados?

Enquanto isso em Parauapebas...


Ontem (14) fiz uma chamada sobre essa matéria no face sem identificar o município. Imediatamente meu telefone disparou com inúmeras chamadas e mensagens. Muitos queriam saber se era o prefeito de Parauapebas, e a maioria, na empolgação já comemorava como se tivesse ganhado a copa pelo placar de 8 x 1 sobre os alemães. Cheguei a ficar preocupado com tamanha repercussão. Percebi como o povo de Parauapebas experimenta um sentimento contraditório: por um lado, está descrente com a justiça desse Estado, e por outro lado, espera que um milagre aconteça, e torce para que a justiça abra os olhos para essa cidade e ponha um fim em tantas barbaridades.

Muita calma nessa hora! Pela minha experiência, aposto que os crimes de improbidade administrativa em Parauapebas não continuarão impunes por muito tempo. A justiça pode não acontecer na velocidade e no tempo em que desejamos, mas acontecerá. As barbaridades que são praticadas aqui em Parauapebas, os crimes cometidos, atingiram um grau tão crítico, que é improvável que continuem sendo jogados para debaixo do tapete. Por mais que o Ministério Público seja ineficiente, por mais que haja proteção política e blindagem por parte do governo estadual, por mais que as estruturas estejam corrompidas, a podridão chegou a tal ponto que, torna-se impossível esconder o seu cheiro. E agora que o nosso município foi exposto na mídia nacional, o caldo está mais perto de entornar. Para acelerar esse processo só falta o povo dar uma ajudinha. Um povo apático, que só se manifesta pelas redes sociais acaba sendo cúmplice e fortalece a corrupção e a impunidade. Então, saia desse sofá e bote a boca no mundo, solte o grito que está entalado na garganta.

A impunidade só continuará imperando aqui em Parauapebas e os políticos corruptos continuarão se dando bem na seguinte condição: se todo o sistema judiciário estiver corrompido e não sobrar sequer uma pessoa honesta. Você acha isso possível? Ainda acredito na boa fé e na boa vontade das pessoas. Apesar de parecer o contrário, o bem ainda sobressai no meio da iniquidade.

A julgar pela movimentação das peças, a julgar pelo ato de abandonar o barco feito por alguns figurões do governo Valmir, pelo nervosismo do primeiro escalão, a julgar pelas atitudes dos nossos promotores, Parauapebas poderá ser a bola da vez. Quem sabe o terremoto esteja próximo? 





2 comentários:

  1. Parauapebas é um caso à p$rte; mas um dia a gente chega lá. Paciência!

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  2. Estamos aguardando com paciência!

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