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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

OPERAÇÃO FILISTEU E A ELEIÇÃO.

26. Você sabe o que comemoramos hoje? Completamos exatamente 16 meses da Operação Filisteu. Isso mesmo! No dia 26 de maio de 2015 um grupo do GAECO  invadiu a casa do prefeito às 6 horas da manhã e deu uma geral. Fez busca e apreensão de documentos, celulares, computadores e uma tal caderneta comprometedora. Os policiais realizaram busca e apreensão também na prefeitura, em diversas secretarias, câmara e residências de alguns vereadores. Tivemos até prisões, lembram?

Dezesseis meses depois, a população pergunta pelo resultado da tal operação, já que somente os vereadores que denunciaram o prefeito e outros inconvenientes foram presos. Em outros municípios do Pará por muito menos o prefeito perdeu o mandato. Mas aqui no Pebinha, parece que a coisa é diferente. 

Esquema criminoso


O procurador Nelson Medrada que coordenou a Operação Filisteu, recentemente deu uma entrevista bombástica afirmando com todas as letras que aqui em Parauapebas funciona um esquema criminoso de desvio de recursos públicos que já ultrapassou todos os limites. Disse ainda que existe uma união entre o crime organizado, o poder econômico com o poder político. Muito grave essa afirmação. Gravíssima! Quando um procurador fala isso em público, e nada acontece, dá medo até de sair na rua ou até de pensar contrário a esse povo. A impressão que fica é a de que realmente eles estão acima da justiça. Quantos terão que ser sacrificados para tirar esse município da barbárie?

Grupo tenta a qualquer custo se manter no poder


O grupo comandado pelo prefeito Valmir Mariano, continua ignorando a lei e a justiça e parte para o vale tudo para se manter no poder. Secretarias inteiras foram entregues a vereadores que por sua vez, sucatearam para fortalecer suas candidaturas, enquanto a população fica sem os serviços essenciais. 

Darci é candidato legítimo


A mentira, a difamação, a ameaça, a intimidação tomaram conta dessa campanha. Ultimamente a moda é espalhar que o Darci não é candidato. Exatamente hoje - aniversário da Operação Filisteu - essa mentira caiu por terra. O Ministério Público Eleitoral colocou um fim na farsa e derrubou o sonho dos poderosos de vencer no tapetão. Darci é candidatíssimo e não pesa sobre ele nenhum recurso contrário ou suspeita de irregularidade. Basta consultar a página oficial do TRE. 

Exatamente hoje, por coincidência, dia 26, o Ministério Público Eleitoral jogou um balde de gelo no sonho dos que tentavam impedir a candidatura vitoriosa do Darci. Agora é a vez do povo fazer justiça com as próprias mãos - ou com os dedos. Basta usar bem a arma que é o voto para banir de vez quem faz tanto mal ao povo de Parauapebas. Não vamos continuar esperando que o GAECO venha fazer justiça. Façamos nós eleitores. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A GUERRA SUJA DO PODER E O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS VOTOS.

No dia 5 de setembro, anunciei aqui no blog um golpe eleitoral que estaria por vir. Confira aqui. Minha "bola de cristal ou meu radar político" (chamem como quiser) funcionou mais uma vez. Ontem, esse golpe se concretizou da forma mais escrachada e descarada possível. Nem tiveram o cuidado de observar a rejeição do candidato do palácio cinzento. Aí você pode questionar: "uai Luiz, quando o instituto Doxa colocava o Darci na frente valia, e agora não vale?". Não se trata de paixão política, e sim de análise política fria e pura. No texto publicado (link acima) apresento um estudo das falhas grosseiras dos institutos de pesquisa nas últimas eleições. Portanto, essa última pesquisa da Doxa é grosseira, cheia de vícios e amadora. Trata-se de um golpe desesperado, um tudo ou nada do grupo do prefeito mais rejeitado e odiado de todos os tempos. Basta sair às ruas para ver os verdadeiros resultados. O povo de Parauapebas rejeita o prefeito cujo sua maior marca foram as inúmeras prisões de secretários por formação de quadrilha, por fraudes em licitações e a quebradeira provocada no município.

Aqui, reproduzo um texto do Jorge Neri que faz uma brilhante análise do atual cenário. Vale a pena ler e reproduzir.

Pesquisa da Doxa: a encomendada “marola azul” e o medo da onda vermelha.


Multiplicar votos aos milhares, a cada dia 1%? Um milagre que parece ser exercício de estratégia de um “mago marqueteiro” que deixou de combinar esse “milagre de marketing” coma a realidade das ruas.

Tenho, nessas eleições me mantido discreto. Militante e filiado ao PT a mais de 30 anos, discordo frontalmente da decisão de meu partido no município em apoiar Valmir Mariano, e sou crítico e opositor do Governo Golpista de Temer e seu partido, o PMDB.

Mas, como cidadão da paroquia chamada Parauapebas, tive que fazer uma opção entre o risco de um governo de Darci sob um comando pmdebista , jaderista, etc.. Ou suportar por mais 4 anos a gestão desastrosa de Valmir e sua tropa.

Então, o comentário e opinião sobre a pesquisa da Doxa realizado no período de 14 a 17 de setembro, não é desprovida de opção: vou votar em Darci, e agora fazendo campanha por sua eleição frente as manobras e mentiras propagadas ao vento pela campanha de Valmir.

Uso, para fazer referência, o curto texto de Marcos Atílio, publicado no Blog Sol de Carajás, intitulado “Parauapebas: erros ou milagre?” Vamos aos fatos descritos que quero comentar :

1-      Como alguém (Valmir da Integral) com aproximadamente 38,8% de rejeição, a pouco menos de um mês, pode chegar 30 dias após, a um crescimento de 100% e bater na casa de 34,6% ?

2-      Que o seu Governo (de Valmir da Integral), é reprovado por perto de 35% do eleitorado, ainda de acordo com a pesquisa Doxa.

Em política não existe milagres. Acredito na possibilidade de Moises ter aberto o mar Vermelho para os hebreus fugirem do faraó. No cego que Jesus fez enxergar. Na água que o mesmo transformou em vinho. Em Lazaro que ressuscitou dos mortos. Na multiplicação dos pães.... Tudo obra divina. Acredito.

Multiplicar votos aos milhares, a cada dia 1%? Um milagre que parece ser exercício de estratégia de um “mago marqueteiro” que deixou de combinar esse “milagre de marketing” coma a realidade das ruas.

Então, de onde vieram os “milhares de votos” da onda azul propagada pela campanha do PSD e seus aliados? Vieram do universo de quase  40% de eleitores que simplesmente rejeitam o candidato a Moises da marola azul?

Viriam eles dos 34,6% de literalmente reprovam o Governo Azul?

A fora o exército de “formiguinhas azuis” cada vez mais volumoso num “mar de desempregados”, por onda passa a onda azul? Basta sentir que a brisa que passa na cidade não movimenta nem marola. Incapaz de provocar “onda”. Claro o uso da máquina, sempre possível em qualquer governo, pode movimentar folhas ao vento. Nem onda, nem Tsunami.

Tudo resolvido? Não. Disputar o rumo dos ventos com a poderosa máquina azul, é nada fácil. O que vemos nas ruas da cidade e na zona rural é um levante lento e gradual de uma onda vermelha, frente a ameaça de mais quatro anos de gestão marcada por operações policiais, prisões de secretários, denúncias de corrupção, caos na gestão serviços públicos, empobrecimento da renda média dos munícipes, crise generalizada na economia que atinge fundamentalmente os pobres sob forma de desemprego em massas.

O comando de Darci não tem como coordenar a campanha nos territórios, mas pode estimular um levante espontâneo nos bairros. Darci pode não ser o “Moises do Mar Vermelho”, mas pode, é o único que pode chamar os vitimados pela gestão Valmir, para um grande levante eleitoral. Basta convocar. A onda vermelha vai emergir e não deixará pedras sobre pedras do castelo de mentiras e manipulações da Valmir e sua turma.

JORGE NERI.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O CANDIDATO DA INCLUSÃO - EDIVALDO LIMA 65.100

Sou Edivaldo Ribeiro de Lima, tenho 36 anos, nasci no estado do Maranhão, moro em Parauapebas desde 1985. Aos 12 anos de idade comecei perder a visão devido à catarata e glaucoma. Minha família muito simples, não tinha os recursos necessários para fazer um tratamento de qualidade fora do estado, e por falta de tratamento certo na hora certa, aos 20 anos fiquei completamente cego. Perdi a visão, porém, não perdi a coragem, força de vontade e a fé em Deus. Aprendi a enxergar com o coração e com a alma.

Em meio às mazelas e as dificuldades, o preconceito e a discriminação são os que mais doem! A falta dos serviços públicos vem em segundo lugar. 

Sou de luta! Continuo na luta! Jamais irei desistir. No percurso dessas lutas conclui o ensino médio; estou concluindo serviço social; passei no concurso público do município em 2015; sou funcionário público, atualmente estou na Secretária de Assistência Social- SEMAS. Atuei também há 7 anos na Unidade de Atendimento ao Deficiente Visual Jonas Pereira de Melo, como revisor de texto Braile. Com o apoio de alguns professores criamos a Associação dos Deficientes Visuais de Parauapebas (ADVP). Temos participado de competições no Futebol de cinco, Golbool e judô. As pessoas com deficiência visual têm representado o município, o estado e o país em várias modalidades. Temos participado das Conferências a nível Municipal, Estadual e Federal, com propostas na área da saúde, educação, moradia, saneamento básico, emprego, qualificação para a pessoa com deficiência, para que ela possa ter autonomia, emprego e sua própria renda.

Em busca de melhores condições de vida para nós, juntei-me aos outros que também lutam por garantia de direitos como, APAE, SORRI, NAPP, juntos criamos o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Parauapebas - CMDPDP, através da Lei nº4. 486 de 21 de março de 2012, do qual sou presidente, também conseguimos assento no Conselho Estadual pelos Direitos da Pessoa com Deficiência - CEDPD-PA, podendo assim discutir e propor junto com os outros municípios as políticas públicas para as pessoas com deficiência a nível Municipal, Estadual e Federal. Trabalhamos também na criação da Lei de passe livre.

Conseguimos também através do CMDPDP, junto com a APAE, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente de Parauapebas - COMDCAP, Conselho Municipal de Saúde de Parauapebas a criação do Centro Municipal de Reabilitação Infantil em 2016.

Entendo que estou preparado para ocupar uma vaga na Câmara Municipal. Nosso objetivo como candidato, além de cumprir o papel que cabe ao vereador de acordo com a legislação, é desenvolver projetos que beneficiem as pessoas com deficiência, as pessoas idosas e os jovens. Mas em especial atuar na execução de politicas públicas para esse seguimento, mostrar para sociedade nossa capacidade e despertar nas pessoas com deficiência seu potencial. Que elas possam ser vistas, respeitadas, valorizadas como um cidadão de direito.

Todas as minhas conquistas posso agradecer principalmente a minha família, em especial minha mãe, que nunca desistiu de apoiar e acreditar que eu iria conseguir vencer a cada dia os obstáculos da vida. No momento estou com o coração partido, por ela ter falecido há um mês, vitima de câncer no fígado. Ao mesmo tempo sua partida me fortaleceu para continuar na luta. 

Como vereador quero exercer minha função com dedicação, pois sinto na pele a consequência do descaso em relação aos nossos direitos.

“O verdadeiro cego é aquele que não quer enxergar”. O meu nº 65.100, para quem acredita na mudança e no inicio de um grande trabalho de inclusão social.

Parauapebas um novo olhar!!

A MORTE DE DOMINGO MONTAGNER - “CRISE DE PARALISIA TRAUMÁTICA”

Por Jordan Campos - Terapeuta Clínico

Uma visão psicológica sobre o que realmente aconteceu com o Domingos Montagner --- Muita gente veio me perguntar sobre o que eu achei da entrevista da Camila Pitanga no fantástico, relatando como se deu a tragédia com o ator. Pediram-me uma opinião psicológica do fato e de seu relato. Todos claro, com a grande angústia ou curiosidade de tentar entender o que aconteceu. Então vamos lá, que o que vou explicar pode ajudar muita gente:

Na análise corporal e verbal da Camila podemos entender que todo o discurso dela é íntegro, cinestésico e não aconteceu em nenhum momento nenhum detalhe que sugerisse dúvida no seu relato. Foram muitas piadas de mau gosto disparadas contra a atriz, e muitos queriam assistir para encontrar algo que sugestionasse uma conspiração para fofocar – este o grande mal moderno, mas falaremos disso em outro texto.

Uma coisa no entanto ficou bem clara. O ator Domingos Montagner passou por uma crise de PARALISIA TRAUMÁTICA devido a um choque emocional. Vou explicar: Quando estamos frente a um conflito o nosso cérebro dá apenas duas opções ativas – ou você enfrenta ou foge do perigo. E para isto libera uma grande carga de adrenalina que migra dos intestinos e cabeça para os membros. A intenção é dar força e circulação aumentada para braços e pernas na escolha de enfrentar ou fugir. No caso do Domingos, enfrentar e fugir estavam convergidos na mesma opção. Enfrentar a correnteza e o redemoinho da região, e fugir deles dependiam da carga de adrenalina para fazer braços e pernas baterem, e eram ali, a mesma coisa. Porém, no relato da Camila, ela deixou claro que ele não conseguiu fazer nenhuma das duas coisas. Um redemoinho não impede de mexer os braços ou dar um grito, por exemplo. Ela ainda gesticula na entrevista, com os braços simulando um nado, como se em seus profundos pavores ela não tenha entendido por que ele não reagiu desta forma.

Existe o que chamamos de afogamento passivo que é quando a vítima parece se deixar levar em silêncio pelo afogamento, e sempre isso vai ser motivado pela paralisia traumática. Pois existem os afogamentos eufóricos, onde a pessoa se bate toda e reage, e que nem sempre acaba bem. Eu fui vítima de afogamento. Estava num mar agitado e entrei no que chamam de "barravento" onde você não consegue se locomover. Fiquei preso alí e lutei muito nadando e mergulhando sem sucesso. Até que comecei a boiar quando senti cãibras. Tive a sorte de ter sido salvo por dois salva-vidas em tempo. Então sempre que a resposta a um afogamento for passiva é paralisia traumática.

O que parece claro é que o ator foi vitimado pela crise de paralisia em conjunto com a força do redemoinho que aconteceu nas águas e provavelmente segurou sua pernas. Quando enfrentamos ou fugimos, nosso cérebro mantém as funções racionais e inteligentes ativas, para que possamos com estratégia sair do problema. Quando, no entanto acontece a paralisia (o que costumamos chamar nos animais de fingir de morto), a função racional do cérebro praticamente é desligada. O cérebro acredita que poupar energia física e mental (já que não se sabe o que fazer) é o melhor plano. Você já deve ter assistido a alguns vídeos de caçadas, onde o Leão avança sobre a zebra e ela cai sem ao menos levar uma mordida. Aquilo é paralisia traumática. O sistema nervoso da zebra faz as contas rápido e vê que se correr o leão pega, e se enfrentar vai morrer. Então paralisa as forças para poupar energia no intuito de dar um bote e conseguir fugir. O que muitas vezes dá certo. No caso do Domingos, o sistema dele, por alguma causa que falaremos a seguir, travou – e ele ficou em função racional baixa e sem condições de usar a carga de adrenalina. Como se fosse uma criança indefesa. Isso até a Camila gritar socorro, que foi quando ele afundou pela primeira vez. O grito da Camila, sem querer, acionou uma outra função que é a da desistência pelo pavor. Ele então, que já estava na paralisia, ao escutar o grito (segundo este raciocínio biológico-comportamental) diminui mais ainda o tônus muscular (fica com as pernas bambas) e afundou. Era uma esperança até de ele “acordar” da paralisia e reagir com o grito. Mas as condições físicas e naturais do rio já deviam estar insuportáveis e ele se foi, de forma terrível.

Isso acontece todos os dias com muitas pessoas, mas não sabemos. Seja nas águas, nas estradas, em acidentes domésticos, brigas, assaltos. Muitas pessoas morrem diariamente por paralisia traumática. A Camila coitada, só teve o recurso de enfrentar. E fez isso até o fim - ela tentou chegar até ele por duas vezes. Tentou encorajá-lo. Tentou chamar alguém com seu grito.

Entender por que o Domingos paralisou não vai nos levar a uma viagem segura. Pode até ser por um conflito de infância com água, ou até algo que aconteceu dentro da barriga da mãe dele, quando ele era um feto que nadava nas águas e tinha um cordão umbilical preso ao pescoço, por exemplo. Muitas possibilidades. E a notícia ruim é que não podemos evitar a paralisia traumática, porque o comando para ela surgir está cravado em nosso inconsciente, que com a ajuda de nosso cérebro faz as contas do momento. Podemos nos achar os mais fortes e preparados e sermos traídos pela paralisia em momentos graves.

Toda a tragédia pública nos oferece a reflexão e tomadas de novas normas e entendimentos para tentarmos evitar futuras. Meu objetivo como terapeuta é contribuir para um entendimento lógico dentro das nossas limitadas possibilidades de compreensão do todo que nos cerca, sem me ousar a ter certezas absolutas em nada. Luz para a família do Domingos e para a Camila Pitanga.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

ESCRITOR LANÇA LIVRO EM PARAUAPEBAS

O escritor Paulo Poeta lança seu terceiro livro de poesia "Saudade Imposta". O evento acontecerá nesse domingo, 17 de setembro na Pizzaria 2000, às 20:30hs.

Reserve um espaço na sua agenda e leve sua família para prestigiar esse evento literário.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A VELHA RAPOSA E AS GALINHAS AMESTRADAS

Tenho acompanhado atentamente os programas eleitorais, principalmente com interesse jornalístico. Além de boas risadas, o sentimento que tem prevalecido é o asco, a ânsia de vômito. Assistir "petistas" pedindo votos para Valmir, no início, parece cômico, mas depois vem a indignação, o nojo, uma forte repugnância. É uma coisa medonha que não existe palavras para explicar. Essa realidade significa a degeneração e a perversão da política. Como se não bastasse algumas figuras nacionais ligadas ao PT que se envolveram em lambanças e cachorradas que envergonharam os verdadeiros petistas, alguns aqui em Parauapebas acharam pouco, e resolveram chafurdar geral.

Zumbis em ação


Ver "petistas" (ressalto as aspas) pedindo voto para Valmir é uma coisa tão improvável que nem os mais desavisados e desinteressados pela política deixam passar em branco. É uma coisa esdrúxula, uma quimera, que nem eles conseguem esconder. Preste bem atenção nos olhos dos candidatos "petistas" quando aparecem na televisão: eles aparecem com a cara constrangida, vozes autômatas como robôs ou zumbis, semblante desfigurados, olhos vazios e sem expressão. Dá pena ver essa imagem decadente.

"Petistas" que antes rosnavam como pitbull's contra o prefeito Valmir proferindo os mais abjetos e pejorativos adjetivos (que nem dá para publicar aqui), agora cacarejam como galinhas adestradas e hipnotizadas pela velha raposa. Submetem a esse jogo medonho apenas por vingança ao líder Darci por ter se esquivado de um golpe de extorsão e pela promessa de umas migalhas atiradas da mesa do grande banquete das raposas.

Candidatos petistas perdem votos


Como acontece na natureza, na política também, as galinhas serão engordadas e amaciadas pela raposa e serão o próximo prato desse banquete sangrento. Lideranças importantes que apoiavam os candidatos petistas já perceberam o golpe e caíram fora. Na Palmares por exemplo, os eleitores já saíram em debandada da base de um certo candidato que vai apenas servir de cavalo do cão para ajudar eleger outros corruptos mais graúdos.


domingo, 11 de setembro de 2016

UMA ESTRELA A MAIS

Hoje, 11 de setembro, a tarde ficou sombria. Uma nuvem negra cobriu o céu como se fosse chover, mas a temperatura dizia que os sinais não eram de chuva. Enfim, chegou a notícia que nos deixou perplexos e sem chão: ela morreu, partiu, descansou, viajou para outra dimensão.

Josely Campos, mãe, esposa, servidora pública municipal, mas, acima de tudo, amiga leal. Pessoa de sorriso fácil, humor farto e entusiasta pela vida. Viveu intensamente cada centímetro de sua vida e espalhou alegria e ternura entre os seus. Artista que transformava tudo em arte, e fazia com prazer, colocando sua própria alma em cada peça. Assim era a Josy artesã, que com seu hobby fazia o tempo passar com mais leveza e enfeitava o ambiente com criatividade e alegria.

Seus amigos, seus colegas de trabalho, seus familiares sabem que perderam uma companheira, uma amiga fiel, mas ganharam uma estrela no céu. A Josely foi uma guerreira nessa vida. Enfrentou um câncer com dignidade e coragem e, por várias vezes escreveu textos em sua rede social que aliviava e acalmava os amigos. Era ela que precisava ser acalentada, mas invertia os papéis e transmitia esperança e fé. 

Tive a honra de tê-la como colaboradora enquanto fui gestor da SEMAD. Atualmente, a Josy era uma leitora assídua e incentivadora desse blog. Não poderia deixar de homenageá-la nesse momento de dor. Fica aqui minhas condolências aos familiares, especialmente ao seu esposo Lauro André. Que Deus vos conforte e mantenha-os firmes e confiantes. Só o tempo será capaz de apagar essa dor, e o que restará será as boas lembranças e o seu sorriso. 

Descanse em paz guerreira!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

PRESENÇA DO GAECO EM PARAUAPEBAS MAIS UMA VEZ DEIXA VEREADORES EM PÂNICO.

Hoje, pela enésima vez o GAECO (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) amanheceu em Parauapebas fazendo um arrastão. Dessa vez, o alvo principal foi o "Pântano Azul" (Câmara dos vereadores). Segundo o Ministério Público, ainda predomina ali um esquema criminoso de desvio de recursos públicos através de licitações fraudulentas. 

Circulou nas redes sociais que o Ivonaldo Brás - presidente da Câmara - e o ex-vereador Zacarias haviam sido presos, e isso foi motivo de muita comemoração entre os populares. Depois descobriu-se que tudo não passou de engano. Dessa vez, o GAECO pegou apenas os empresários envolvidos no esquema fraudulento.

Brás afastado do mandato de vereador


Um documento do Ministério Público pedindo o imediato afastamento do vereador Brás do cargo de presidente e de vereador viralizou nas redes sociais. Isso fez muitos acreditarem que enfim, havia acontecido um pouco de justiça, já que não conseguem pegar o chefão maior.

Realmente, o MP pediu o afastamento do Brás, mas ele foi salvo pela caneta do dr. Líbio Moura, para decepção da população. Até agora ninguém entende o porque da decisão do magistrado, uma vez que o pedido foi muito bem fundamentado. Tive acesso ao documento, e realmente não vi elementos para o indeferimento. O MP afirma que o vereador Brás tem o poder de interferir na investigação, destruindo com facilidade provas. Ressalta também que o vereador participa de organização criminosa, justificando assim o seu afastamento. Na verdade, o velho esquema mantido na Câmara que levou a prisão e perda de mandato de vereadores, continua, só que mais forte e organizado. Parece que a turma confia plenamente na impunidade e samba na cara da justiça.

Brincadeira de criança


Pelo rigor já demonstrado pelo dr. Líbio, suponho que ele indeferiu o pedido do MP para amenizar a injustiça desproporcional que seria o afastamento do Brás. Afinal, um dos promotores da ação falou que o que acontece na Câmara é brincadeira de criança diante do que acontece na gestão do Valmir Mariano, que ele chama de criminosa. Como o afastamento e a prisão do prefeito Valmir é de responsabilidade do Tribunal de Justiça em Belém (desembargadores) e nada foi feito, apesar das robustas provas, talvez o Líbio tenha achado desproporcional que apenas um peixe menor pague pelos crimes. Mas isso são só suposições.

Vereadores em pânico


Com a notícia da ação do GAECO e do possível afastamento do Brás, muitos vereadores fizeram uma corrente de oração para livramento do vereador e candidato a reeleição Ivonaldo Brás. Um vereador comentou que se o "Braizinho" cair, ele não seria capaz de segurar as pontas como o Josineto segurou, e acabaria derrubando noventa por cento da Câmara. Salve-se quem puder.

Até o final dessa tarde, o procurador Nelson Medrado que veio de Belém especialmente para comandar essa operação, deverá dar entrevista e apresentar um balanço das prisões.

GAECO NA CIDADE. DE NOVO?

Bastou dar uma chuva para os ventos e as águas que limparam um pouco da sujeira trazer de volta pela "enésima" vez o GAECO à Parauapebas. E dessa vez, parece que a bronca é com o "gigante" presidente da Câmara.  

Informações chegam dando conta que o Brás teria sido afastado da presidência e do cargo de vereador.  Vamos aguardar confirmação para deixar nosso leitor bem informado. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

7 DE SETEMBRO: INDEPENDÊNCIA OU MORTE!


Geralmente a História do Brasil que aprendemos nos livros didáticos é cheia de fantasias, com príncipes encantados, carruagens, belos cavalos e heróis. Se estudarmos um pouco mais a fundo veremos que a realidade era bem diferente. A História da Independência do Brasil é uma que está carregada de fantasia e mito.

A História mostra o Grito de Independência do Brasil como um momento apoteótico onde D. Pedro em trajes de gala, montado em seu cavalo ergueu sua espada e declarou a independência. Um historiador anônimo conta que quando D. Pedro I recebeu a carta com o ultimato da Coroa Portuguesa estava comendo uma feijoada na casa de uma de suas amantes em Santos. Sua montaria era uma mula - único animal capaz de resistir as íngremes ladeiras de Santos. Também não estava em trajes de gala. Vestia calças folgadas de montaria e camisa de algodão apropriada para o calor da época. Ficou muito perturbado com o conteúdo da carta e apressou a viagem com sua comitiva. No meio do caminho foi acometido por uma terrível dor de barriga e parou as margens do Rio Ipiranga para se aliviar. Quando terminou gritou para a intendência: papel! Os soldados nervosos reviraram a carroça de suprimentos e não encontraram o papel para D. Pedro se limpar. D. Pedro muito nervoso, após pedir por três vezes, se levantou com as calças entre as pernas, retirou sua espada da bainha, ergueu e gritou: "essa intendência é de morte!" Os soldados entenderam outra coisa e gritaram: "Independência! Independência!" Quando D. Pedro percebeu o engano já era tarde demais. Os soldados já estavam lhe abraçando e parabenizando pelo feito. 

Na verdade a Independência do Brasil começou a ser construída muito antes de 7 de setembro de 1822. Podemos afirmar que se iniciou graças a Napoleão Bonaparte quando ameaçou invadir Portugal. D. João VI se acovardou e preferiu fugir para uma colônia distante do que enfrentar a esquadra napoleônica. Para essa fuga, teve que contar com o apoio e a proteção dos ingleses, e para isso fez um pacto onde o principal ponto seria a abertura dos portos brasileiros as nações amigas da Inglaterra.

Em março de 1808 a Família Real aportou de mala e cuia no Rio de Janeiro inaugurando assim uma nova era para o Brasil. De uma simples colônia sem importância que até então servia apenas para enviar degredados (bandidos perigosos que eram punidos com a pena do degredo e eram enviado para os confins do mundo) e de onde a Coroa Portuguesa extraia matéria-prima, passou a categoria de Reino Unido de Portugal.

Com a chegada da Família Real vieram também toda a infra estrutura que a nobreza iria precisar: bibliotecas, obra de artes, artistas famosos, instrumentos, ferramentas, além de muito dinheiro foram trazidos para atender as necessidades da corte. Muitos moradores foram obrigados a abandonar suas casas para servir de moradias para os funcionários da corte, o que causou muita insatisfação na época. O curioso é que alguns gostavam e até ofereciam suas residências na esperança de receber algum mimo da nobreza.

Do ponto de vista econômico, essa medida pode ser vista como um primeiro “grito de independência”, onde a colônia brasileira não mais estaria atrelada ao monopólio comercial imposto pelo antigo pacto colonial. Com tal medida, os grandes produtores agrícolas e comerciantes nacionais puderam avolumar os seus negócios e viver um tempo de prosperidade material nunca antes experimentado em toda história colonial. A liberdade já era sentida no bolso de nossas elites.

Em 1821 D. João VI é obrigado a retornar a Portugal e deixa seu filho D.Pedro I para assumir seu trono. Com o acirramento da crise econômica cresce no Brasil o sentimento de independência. As elites pressionam D. Pedro para que se livrasse dos abusos e exploração da Coroa Portuguesa. Sem saída, D. Pedro se vê obrigado a atender algumas reivindicações do movimento de independência.

Insatisfeito com as decisões do filho aqui no Brasil, D. João ordena que D. Pedro se submeta a uma série de sanções e retorne imediatamente para Portugal deixando o Brasil sob o comando de uma junta administrativa formada pelas cortes. D. Pedro ficou envaidecido com um abaixo assinado recebido onde a elite política pediu para que ele ficasse. Em 9 de janeiro de 1822 ele anunciou sua permanência no Brasil ficando conhecido esse dia como o dia do FICO. 

Consta que D. Pedro estaria viajando pela região litorânea de Santos quando recebeu uma carta de Portugal com um ultimato. Ou acataria as ordens do Rei ou o Brasil seria invadido pelas tropas portuguesas. Num gesto de rebeldia contra sua própria família D. Pedro ergueu sua espada às margens do Rio Ipiranga e bradou o Grito de Independência. "Ou Independência ou Morte!" Isso ocorreu no dia 7 de setembro de 1822. Esse foi um ato isolado e que o povo só ficou sabendo muito tempo depois.

O fato é que até hoje estamos lutando de alguma forma pela nossa independência. No seu ponto de vista o Brasil é independente?

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

VEM AÍ UM NOVO GOLPE ELEITORAL

Caro cidadão de Parauapebas, fiquem atentos aos fatos e acontecimentos nesse período eleitoral. Hoje, (5) um assessor do gabinete do prefeito Valmir que pediu para não ser identificado me falou que nessa semana ou no início da próxima, sairá uma pesquisa eleitoral de um instituto com um resultado surpreendente. Essa pesquisa, segundo o informante, foi paga a preço de ouro pelo stafe da campanha do Valmir e tem como objetivo confundir o eleitor, colocando-o o velho prefeito em vantagem sobre os demais candidatos.

Qual seria o golpe?


Como o tal instituto já realizou algumas pesquisas em Parauapebas, e todas aparecem um candidato em grande vantagem, numa próxima pesquisa com o resultado adulterado, ficaria a sensação que houve uma virada. Isso criaria na cabeça do eleitor desavisado uma falsa impressão de que os dados são reais.

Em vários municípios do Brasil, em eleições para prefeito, governador e até presidente esse golpe já foi aplicado. É um truque antigo mais que ainda causa um efeito devastador. Um instituto faz uma pesquisa, utiliza os métodos aceitos pela justiça, registra no Tribunal Eleitoral para se tornar legal e divulga com os dados adulterados às custas de muita grana. O candidato adversário que se sentir prejudicado vai contestar os dados na justiça e como os tribunais não têm equipes especializadas e nem tempo para conferir pesquisa, fica por isso mesmo. Esse golpe pode influenciar os eleitores indecisos que querem votar em quem estiver na frente - o chamado voto útil.

O próprio IBOPE já usou esse artifício em vários municípios e capitais, e quando não conseguiu reverter os resultados a seu favor, às vésperas das eleições, teve que divulgar pesquisa real para não se desmoralizar. Basta pesquisar e você encontrará resultados de pesquisas que foram desmentidas escandalosamente nas urnas. Confira aqui nesse link algumas falhas que o IBOPE cometeu na última eleição. E o IBOPE é o maior instituto de pesquisa do Brasil. Errou por incompetência? É claro que não. Errou por conveniência, para ganhar mais dinheiro ou para tentar interferir no resultado a pedido de algum grupo econômico. Infelizmente, a justiça eleitoral ainda não tem recursos para coibir esse tipo de abuso do poder econômico.

Prefeito em queda


Basta andar pela cidade de Parauapebas, basta ver o tom apelativo dos discursos da turma que apoia a reeleição e do próprio candidato Valmir para ver que ele está em queda franca. Sua rejeição é a maior de toda a história e os sucessivos escândalos e prisões no seu governo, credenciou-o para ficar somente um mandato (e mesmo assim porque foi protegido pela galera de cima). Portanto, qualquer pesquisa que indicar qualquer crescimento do candidato Valmir, será um indício de fraude que pode ter custado uma fortuna.

Portanto, é melhor ficarmos com os olhos bem abertos. Já que a justiça não está dando conta de livrar a cidade da corrupção, façamos nós a limpeza. Procure um eleitor indeciso e esclareça-o.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

ELEIÇÃO 2016 - PROFESSOR ZÉ ALVES 18.222

Nessa série, apresentaremos todos os candidatos que tiverem interesse em utilizar esse espaço, independente de partido ou preferência. Basta o interessado enviar por email texto com até duas laudas para o email luizvieira2006@yahoo.com.br. Esse blog está disponível a todos.

Professor Zé Alves Número 18.222



Slogan: “Sustentabilidade e Compromisso Social.”

Trajetória


Sou o professor José Alves de Lima, popular Zé Alves. Nasci no interior do Ceará, sou filho de agricultor e moro em Parauapebas desde 1992. Graduado em Geografia, sou professor das redes municipal e estadual de ensino, tendo colaborado para a formação de mais de 10 mil alunos em quase duas décadas de magistério.

Casado com a professora Delma Alves e pai de Danilo e Laura, eu escolhi Parauapebas para formar minha família, por acreditar nesta terra como um lugar de prosperidade. Estou filiado ao partido Rede Sustentabilidade e me sinto apto e pronto para contribuir na construção de uma Parauapebas mais justa e de oportunidade, seja na cidade e no campo. Sou candidato a vereador pela coligação “Parauapebas da Oportunidade”, que tem como candidato a prefeito Darci Lermen e vice Sérgio Balduíno. 

Conto com você para que, juntos, possamos implementar políticas eficientes de desenvolvimento sustentável em nosso município.

Vamos nessa!

Contribuição social


· Iniciei minha trajetória em Parauapebas, em 1992, como vigilante de escola.

· Fui eleito o conselheiro tutelar mais votado do município, em duas ocasiões: 1997 e 2000.

· Presidi o Conselho Tutelar, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Parauapebas (COMDCAP), o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR) e o Fórum de Secretários de Agricultura do Sul e Sudeste do Pará.

· Ocupei o cargo de secretário municipal de Agricultura entre 2006 e 2008.

· Tornei-me o 5º vereador mais votado de Parauapebas, com mandato entre 2008 e 2012, e fui presidente da Câmara Municipal em 2012.

· Sou professor concursado das redes municipal e estadual e contribuí com a formação de mais de 10 mil alunos.

Atuação no legislativo


Por duas vezes, fui candidato a vereador em Parauapebas. Da primeira vez, tornei-me o 5º candidato mais votado, com a adesão nas urnas de 2.446 pessoas em 2008, tendo sido eleito.

No ano de 2012, conquistei 1.356 votos e fui o 14º candidato mais votado daquele pleito, posicionando-me como suplente. 

Desta vez, quero retornar à Câmara Municipal, com a sua ajuda, para que juntos possamos propor alternativas que viabilizem o desenvolvimento econômico e social de nosso município, ofertando oportunidades e qualidade de vida a todos os cidadãos.

Compromisso


Por uma Parauapebas sustentável e de oportunidade, que seja capaz de criar condições de estudo, emprego e renda para os jovens e de sobrevivência para as próximas gerações, coloco meu nome à disposição para lutar na Câmara para que o orçamento público esteja a serviço de investimentos que garantam o desenvolvimento do município em favor da melhoria da qualidade de vida e da dignidade de todos, em serviços sociais básicos como educação, saúde, agricultura e habitação.

Apresento a você minhas propostas nas seguintes áreas:

Educação


· Lutar pela garantia de acesso e permanência de todo cidadão a uma educação pública e inclusiva, de qualidade, na cidade, no campo e em comunidades indígenas. 

· Propor parceria com instituições de ensino superior para que Parauapebas se torne um polo universitário.

· Buscar fortalecer e atrair cursos técnico-profissionalizantes para nossos jovens.

· Defender a oferta de cursos de pós-graduação aos professores por meio de convênios com Universidades Públicas.

Gestão e legislação


· Priorizar o orçamento municipal às secretarias que realizem atividades fins.

· Aprimorar as leis municipais, de forma que atendam a todos de maneira democrática, plural e respeitando a Constituição.

· Fortalecer e apoiar os Conselhos Municipais e fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos nas mais diferentes áreas.

· Acompanhar os serviços públicos, de modo a atender adequadamente a população.

Desenvolvimento social e sustentável


· Propor assistência técnica para desenvolvimento da agricultura.

· Fortalecer o crédito alternativo como instrumento de geração de emprego e renda, na cidade e no campo.

· Legislar em favor de uma política de saúde que descentralize o atendimento e fortaleça o Programa Saúde da Família.

· Apoiar a iniciativa de projetos para melhorar a segurança e enfrentar a criminalidade, combatendo as drogas e todo tipo de violência e exploração contra crianças e adolescentes.

· Sugerir ao Executivo a implantação de projetos de desenvolvimento econômico e sustentável que atendam aos anseios de Parauapebas para além da mineração e que representem os interesses dos municípios.

· Defender, ainda, projetos que representem o interesse do nosso município e de nossa população.



Vote 18.222 – Rede Sustentabilidade

A PIOR CÂMARA DE TODOS OS TEMPOS!

Você já conheceu uma legislatura pior do que essa atual? Provavelmente não. Para não generalizar, excluo uns dois vereadores que tentaram fazer um trabalho sério. Os demais esculhambaram  e chafurdaram geral, transformando o Poder Legislativo de Parauapebas em uma péssima referência e um exemplo do que não deve ser o parlamento.

O prefeito Valmir disse em alto e bom tom na entrevista no Programa do Bacana que os vereadores da oposição queriam era ficar ricos da noite para o dia. E não é que ele estava certo?! Bastou o velho alcaide abrir o saco milagroso que os meninos ficaram sorrindo a toa. Antes esculachavam com o velho e chamavam-no de corrupto e incompetente. Agora, beijam-lhe os pés e afirmam que se trata do melhor prefeito do mundo. Em compensação, vereadores que estavam quebrados e sendo ameaçados por agiotas, de repente compraram fazendas de ex-vereador. Quem disse que milagre não existe.

Vereadores reeleitos


Muita gente fala que os atuais vereadores não se elegem mais nem para síndicos. Infelizmente eu tenho que contestar. Vários vereadores acumularam fortuna as custas do sucateamento de secretarias e vão usar essa grana para comprar a reeleição. Eles se aproveitarão da fragilidade do eleitor que vende o voto em troca de R$100,00 e promessa de emprego no futuro, e aproveitarão também da fragilidade da justiça eleitoral que não dará conta de fiscalizar com rigor para praticar todo tipo de crime eleitoral.

Nesse cenário, 6 ou 7 vereadores se reelegerão às custas de muita grana e muito abuso nas barbas da justiça, e darão continuidade ao circo dos horrores. Portanto, não se engane cidadão. Infelizmente, a falta de consciência política e a falta de cidadania prevalecerão no legislativo nessa eleição, a não ser que consigamos reverter essa tragédia.

Para contribuir um pouco com o voto cidadão, apresentarei aqui no blog alguns candidatos que eu julgo que estão aptos para fazer um mandato diferente e dar um pouco de credibilidade e qualidade ao cambaleante legislativo. Fiquem atentos e a vontade para fazer sua escolha.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

PREFEITO DE PARAUAPEBAS - VALMIR MARIANO - DÁ CALOTE NA UNIVERSIDADE E CURSOS SUPERIORES SÃO AMEAÇADOS.

A notícia é preocupante e pega a comunidade acadêmica de surpresa. Todo o investimento em educação superior feito em Parauapebas corre o risco de escorrer pelo ralo devido a falta de compromisso do governo Valmir Mariano. Parauapebas, que com muita carência começou a ofertar alguns cursos superiores à sua juventude, agora amarga uma crise sem precedentes na sua história. 

O curso de Engenharia Mecânica que funcionava graças a um convênio entre a UFPA e a prefeitura, já parou suas atividades por falta de pagamento da prefeitura. Já o curso de Direito está ameaçado pelo mesmo motivo. Há oito meses que o prefeito Valmir Mariano não repassava a verba devida e depois de uma reunião entre os coordenadores e o gabinete do prefeito, tudo o conseguiram foi a quitação de duas parcelas das oito devidas. O governo alega não ter dinheiro para cumprir os compromissos. 

Essa notícia era para ser guardada a sete chaves, pois o governo teme que a população saiba que está falido e não está conseguindo honrar os compromissos mais básicos. Realmente isso é muito preocupante e pode ter sérios agravantes para toda a comunidade.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

VALMIR AGONIZA - CANDIDATO A REELEIÇÃO, PREFEITO VALMIR BATE RÉCORD EM REJEIÇÃO

Candidato a reeleição, o prefeito Valmir Mariano caminha para conseguir um feito inédito na política de Parauapebas: não conseguir um segundo mandato. Também pudera! Seu governo foi marcado por seguidos escândalos de corrupção, violência, fraudes, batidas policiais, prisões de secretários e vereadores aliados, calotes, sem contar com as várias operações da Polícia Federal e pelo GAECO. Tudo isso e outras lambanças marcaram a gestão Valmir e deixou cravada na memória do povo um modelo pernicioso e grave de gestão que deve ser esquecida e enterrada.

Quebradeira


A gestão do Valmir conseguiu literalmente quebrar a cidade mais rica do Brasil. Já vivemos outras crises nacionais muito mais graves do que a atual, e Parauapebas sempre atravessava de pé. Dessa vez, a coisa ficou feia. A paisagem que mais vemos na cidade são casas com placas de VENDE-SE ou ALUGA-SE. O comércio amarga seu pior momento na história e a quebradeira é geral. Valmir priorizou a concentração de poder e encaminhou a economia do município para grandes empresas de fora que ganharam licitações escandalosamente fraudulentas e sugaram nosso dinheiro. Um exemplo é a empresa SUCESSO que ganhou uma licitação para duplicar um pequeno trecho na PA a preço que daria para construir todo o asfalto de Parauapebas a Canaã dos Carajás. E o pior: a obra está abandonada.

Dinheiro para comprar lideranças


Em uma entrevista que deu no programa do Bacana, Valmir disse em tom irônico que o que os vereadores da oposição queriam era ficar ricos da noite para o dia. O prefeito que passou dois anos e meio deixando os vereadores à míngua e brigando por cargos e poder, resolveu ouvir os conselhos do seu núcleo político e abrir o saco para a Câmara. Misteriosamente, vereadores que chamavam-o de corrupto e incapaz, que denunciaram o velho prefeito até na Polícia Federal, num toque de mágica deixaram "cair as escamas dos olhos", "fumaram o cachimbo da paz" e passaram a apoiar com unhas e dentes o prefeito combalido. Mágica? Conversão? Mistério!!!

Outra estratégia do velho alcaide foi entregar secretarias de porteira fechada aos vereadores chorões que, por sua vez colocaram secretários laranjas sem nenhuma experiência e vocação para administrar sequer um boteco. Assim, pastas importantes foram entregues a maridos, filhos, concubinas, sobrinhos, amigos de bar, coleguinhas do futebol ou da igreja, etc. O resultado foi um desastre nos serviços públicos e a população deixada irresponsavelmente no abandono.

Valmir aparece em terceiro lugar e parte para o desespero


Com um alarmante índice de rejeição, o prefeito Valmir já aparece nas pesquisas em terceiro lugar, mesmo usando acintosamente e sem medo a máquina pública. O clima de desespero já domina o Palácio Cinzento criando um perigoso clima de hostilidade e ataques violentos aos adversários. O gabinete e a ASCOM já acirram a campanha nas redes sociais usando perfis falsos conhecidos como FAKES para espalhar falsos boatos e difamar pessoas e candidatos adversários. A ordem é partir para o tudo ou nada e usar todo o poder econômico para assediar candidatos a vereadores de partidos adversários. Confesso que acho essa turma bastante corajosa, pois diante do rigor da legislação eleitoral, eles agem como se não temessem nada e como se aqui em Parauapebas não houvesse justiça.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A MINHA VEREADORA

Ao aproximar dos 50 anos de idade, priorizo a amizade acima das questões políticas.


Havia prometido que não trataria desse assunto aqui, mas muitos amigos e conhecidos tem me cobrado insistentemente sobre a "minha vereadora". E eu sempre respondo: não há e nunca houve "minha vereadora". É público e notório que na eleição de 2012 apoiei e fui decisivo na eleição da vereadora Eliene Soares. Estivemos durante um ano e meio no direcionamento desse mandato, mas, infelizmente tive que encerrar meu compromisso. Enquanto estive à frente nutri o sonho de demonstrar na prática como se faz um verdadeiro mandato, como se deve ser na prática o papel de um vereador. 

Depois de muitas tentativas, alguns acertos e muitos erros, decidi que seria melhor me afastar. E fiz sem fazer alarde, de forma discreta como deve ser. Na verdade, nem cheguei a me despedir da equipe. O que aconteceu? Diria que foi desencanto. Não encontrei o ambiente propício e ideal para desenvolver meu projeto de legislativo como acredito e como prometi aos eleitores que confiaram em mim. Ao aproximar dos 50 anos de idade, priorizo a amizade acima das questões políticas. E assim, me afastei do mandato da vereadora Eliene Soares discretamente e sem traumas, fazendo prevalecer a amizade e o respeito.

Mas na política é assim. As vezes acertamos e as vezes erramos. Dessa vez errei no meu julgamento, nas minhas expectativas. Mas isso não me dá o direito de me desencantar com a política. Com certeza, cometerei outros erros e outros acertos. O importante é continuar lutando em busca do ideal de político que represente o perfil do que entendo ser o verdadeiro representante do povo. Busco um vereador ou vereadora comprometido(a) verdadeiramente com as causas sociais, que não se venda e não se corrompa pelas armadilhas do poder, que seja verdadeiro diante de todas as circunstâncias, que seja original quando diz sim e quando diz não. Busco um vereador ou vereadora que seja propositivo(a), que entenda o conjunto do seu papel de legislador, que saiba ouvir o povo e que fale menos, que se dispa das vaidades pessoais e persiga o crescimento coletivo.

E é nessa busca que nesse ano vou acompanhar de perto não um candidato, mas alguns candidatos. Como professor, blogueiro, escritor e militante político com experiência de quase 30 anos de Parauapebas sinto-me na obrigação de dialogar com as pessoas que confiam e acreditam em mim, na busca de bons representantes para o nosso poder legislativo. Aos que seguirão sem o meu apoio desejo sorte e que encontrem esse ideal. Independente do que penso ou acredito, a vida segue.

Assim será. O espaço está aberto para o debate e o diálogo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

CONHEÇA OS PRINCIPAIS TIPOS DE CANDIDATOS QUE VOCÊ ENCONTRARÁ EM PARAUAPEBAS

  •    Candidato xarope – é o tipo insuportável, grudento e que o eleitor quer distância. Ele aborda o eleitor na rua, no trabalho ou em casa e vai logo pedindo voto. Geralmente fala bem de si próprio e mal de todo mundo. Tenta usar alguma frase de efeito e geralmente é evasivo – daquele que não tem conteúdo. Sai pegando na mão de todo mundo de forma artificial e aleatória. Outro dia cruzei com um numa palestra e sem ao menos me conhecer e sem ser apresentado me cumprimentou e disse uma frase de musica de fank. E logo em seguida pediu meu voto. E o pior: ficou segurando em minha mão até que eu puxasse.
  •   Candidato papagaio – fala, fala, fala, geralmente repetindo o que ouve sem nenhuma noção do que está falando. É um tipo artificial que não inspira credibilidade em ninguém. Um verdadeiro falastrão, pois não tem conteúdo e não sabe o que fala. Esse tipo de candidato acha que político tem que falar muito, e aí dispara a falar abobrinha
  •      Candidato raivoso - esse tipo é o mais evitado pelo eleitor. Pensa que é o dono da razão e sai brigando com todo mundo que pensa diferente dele. Se preocupa em falar mal de todo mundo que acaba esquecendo de falar de suas próprias qualidades. Anda sempre com fisionomia fechada e contrariado. Sorrir? O que é isso?
  •         Candidato palhaço – é o tipo que aposta na esculhambação da política. Deu certo para Tiririca que se elegeu com palhaçada e tenta imitá-lo. Cria slogan depreciativos e acha que todo eleitor é palhaço.
  •       Candidato cara-de-pau – é o mais comum de todos. Promete, promete e promete. Diz que vai construir escolas, hospitais, arrumar emprego para todo mundo da família e até pontes onde não tem rio. Não sabe sequer o papel do vereador e aposta na ignorância do eleitor.
  •         Candidato indeciso – é o tipo Maria vai com as outras. Ele está filiado em um partido, está numa coligação, mas não defende nenhuma bandeira. Diz que está pedindo voto só para ele e não é capaz de defender sua coligação. Esse tipo não inspira confiança em ninguém.
  •        Candidato mercadoria – esse é mais do que confuso e segue ao sabor do vento. Não é capaz de manter fidelidade com ninguém e, muito menos com o partido ou coligação que lhe deu legenda. Sua campanha não se vincula a campanha de nenhum prefeito e apoia quem estiver na frente das pesquisas ou quem lhe oferecer mais. Pode-se chamar esse tipo de candidato-prostituto.  Não inspira confiança no eleitor, pois quem não tem fidelidade com seu grupo, não terá com o município, caso seja eleito.
  •    Candidato coitadinho – a cara dele já representa a derrota. Vive sempre reclamando de tudo e de todos e se coloca sempre como vítima. Parece que o mundo inteiro anda conspirando contra ele. Se alguma coisa não deu certo num comício ou numa reunião, vai logo falando que foi boicotado, que é perseguido. Sente-se o centro do universo.
  •        Candidato cidadão – eis aí um tipo raro nos dias de hoje. É uma pessoa equilibrada, bem preparada, humilde e, acima de tudo, tem visão de águia na política. Sabe enxergar as dificuldades e os potenciais de cada um e busca sempre as decisões que interferem no coletivo. Conhece bem o papel do legislativo, do executivo e do judiciário e usa esse conhecimento para montar sua plataforma política. Esse tipo de candidato dispensa apresentação. Geralmente tem várias pessoas que falam bem dele, de tal forma que o eleitor tem curiosidade para conhecê-lo. E o mais importante: sabe que jamais conseguiria se eleger sozinho, por isso dá a maior força para os demais candidatos da coligação.

Se você conhecer outro tipo de candidato, mande pra nós que publicaremos aqui.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O NASCIMENTO DO ESCRITOR

15 de agosto de 2015, sábado com uma lua crescente quase cheia. O avião da Gol toca o solo do aeroporto de Guarulhos depois das 21 horas. Desembarco ansioso e dirijo-me para as esteiras de restituição de bagagens. Parece que quando você está com pressa sua bagagem sempre é a última, só para contrariar. Fico ali parado impaciente vendo a esteira girar enquanto os passageiros com cara de tédio e sono vão retirando suas malas e esvaziando o salão. Enfim, lá vem a minha, quase solitária deslizando devagar. Aquilo demorou uma eternidade. Retiro-a e saio apressado procurando uma loja onde pudesse comprar um cadeado. Esse é um detalhe que deveria ter lembrado em casa, pois esse esquecimento me custou $40 por um cadeadozinho vagabundo. Parece que nos aeroportos todos perdem a vergonha e viram assaltantes.

Mas por que eu precisava tanto de um cadeado a ponto de me submeter a exploração de loja de aeroporto? É que eu resolvi me hospedar num albergue, e foi a primeira vez que o fiz no Brasil. Minha primeira experiência com esse tipo de hospedagem foi em 2013 na Espanha quando fiz o Caminho de Santiago. Achei fantástico dividir o quarto com estranhos e conviver coletivamente. Decidi então que ficaria num albergue. Não por falta de dinheiro, mas queria ter essa experiência no Brasil num momento importante de minha vida. "Tenho que começar com boas energias", pensei. "Vá que eu fique famoso e terei como contar que minha vida de escritor começou num albergue". Infelizmente, quando reservei o albergue no site, havia uma recomendação de manter malas sempre trancadas com cadeado. Lamentei por isso, pois na Espanha ninguém toca em seus objetos nos albergues dos peregrinos. Mas enfim, cada um com sua realidade.

Saí para tomar um taxi. Fiquei quase meia hora esperando numa fila, até que finalmente chegou minha vez. Ao entrar no veículo, eis uma boa surpresa: o motorista era uma mulher. Considerei aquilo um bom sinal. "Boa noite senhor. Para onde vamos?" - perguntou sorridente. Passei o endereço do albergue que trazia salvo no smartphone e ela digitou no GPS do seu celular e saiu devagar do aeroporto congestionado. "É a primeira vez que ando de taxi com uma motorista aqui em São Paulo. Pelo jeito não há muitas mulheres nessa profissão por aqui né?" - observei tentando puxar conversa. "É verdade. Aqui em Guarulhos só vi mais uma mulher", - respondeu com voz amistosa. "A senhora já sofreu algum preconceito?" - pergunto. "E como! Hoje mesmo um senhor me parou e quando viu que era uma mulher, dispensou. Disse que pegaria o próximo" - respondeu com um sorriso. Na conversa descobri que a taxista era uma baiana como eu, e que veio para São Paulo há pouco mais de um mês fugindo do desemprego e do fim de um casamento complicado. Estava na praça havia somente um mês e sonhava  ter seu próprio taxi. Para isso trabalhava das 5 da manhã até meia noite. Eu seria seu último passageiro da noite. "Que baiana arretada", - pensei. Confesso com certa vergonha que senti um pouco de medo quando ela me falou que não conhecia São Paulo e estava na profissão somente há um mês, mas logo relaxei pela forma cuidadosa e paciente como dirigia.

"O senhor veio de tão longe!" - admirou quando falei que estava chegando do Pará. "Veio a negócio? Trabalha com que?" Essa pergunta surgiu como música para meus ouvidos. Até aqui sempre respondia: "sou professor". Dessa vez, estufei o peito todo orgulhoso e respondi: "sou escritor. Vim para o lançamento nacional do meu livro". "Que legal! Parabéns! Vou querer um exemplar autografado" - falou com verdade no tom de voz. "SOU ESCRITOR". Aquela frase ficou reverberando em minha memória com toda imponência. "SOU ESCRITOR". Senti-me importante verdadeiramente.

Enfim, chego ao meu albergue quase meia noite. O lugar era bem agradável e descolado. Os quartos ficavam no andar de cima e as escadas de madeira envernizada trazia em seus degraus poesia da Cora Coralina. "Mais um bom sinal" - pensei. No meu quarto haviam três beliches e só uma estava ocupada por uma moça loira com fones de ouvido nas orelhas e ar de turista. O hospitaleiro me indicou o banheiro no final do corredor e disse que se eu quisesse comer algo, a cozinha estaria disponível com um cardápio do dia - comida árabe. Tomei banho rápido para experimentar a tal comida. Quando retornei ao quarto já haviam mais dois homens. Vesti uma bermuda e uma camiseta e desci para o restaurante que ficava na parte da frente do albergue com uma pequena área com jardim que dava para a rua. Escolhi uma mesa no canto do lado externo e pedi ao garçom que me sugerisse o cardápio, pois não conhecia nada de comida árabe além de quibes. Enquanto esperava, tomei duas cervejas e fiquei pensando no dia seguinte. O local era bem agradável com decoração estilo anos 80. Em cada mesinha continha um pequeno abajur com uma vela acesa, deixando uma sensação de harmonia. Seria meu grande dia, minha estréia. Enfim, comi algo que não me lembro o nome, mas estava gostoso. Parecia um carpaccio bem apimentado e com bastante ervas. Pedi mais uma cerveja para aproveitar o friozinho que fazia. O garçom me recomendou que eu passasse para a área interna do restaurante, pois naquele horário não era seguro ficar ali. Obedeci de pronto.

Já passava de 1 hora da madrugada quando me recolhi. Escolhi a parte de baixo do beliche e fiquei um tempão sem pegar no sono. Já era 16 de agosto e daqui a pouco iria na editora conhecer minha obra. Tudo o que eu tinha visto foi o rascunho da capa que a secretária me alertou que a original ficaria muito mais bonita. Estava me sentindo como um pai de primeira viagem na antessala da maternidade. Pensei que não conseguiria dormir naquela noite. Mas dormi, não sei como.

Sete horas e eu já estava de pé na sala onde era servido o café da manhã. Café com leite, pão de queijo, bolo de fubá, bananas, mamão e suco de laranja. Um verdadeiro banquete para os padrões de um albergue. As 8 em ponto, tomei um taxi em direção a editora. "Olá, gostaria de falar com a Cristiane Rezende", - falei nervoso com a recepcionista. "Olá. Tudo bem? O senhor é?" - perguntou sorridente a moça com cara de secretária. "Sou o Luiz Vieira e vim ver o meu livro". "Ah, pois não senhor Luiz. Sente-se que já vou chamá-la". Estiquei o olho e vi um exemplar do meu livro sobre uma mesa. Quase que invadi o espaço dividido por uma escrivaninha e avancei sobre o livro, mas me contive. De repente surge uma moça aparentando ter uns 35 anos. Usava um terno azul  e se dirigiu a mim estendendo a mão com simpatia. "Oi, é o senhor Luiz Vieira?" "Sim, muito prazer", falei retribuindo o aperto de mão. "Nos falamos tanto por telefone e por email que parece que já lhe conheço", - observou a Cristiane. Felizmente ela percebeu meu estado de ansiedade e foi direto ao ponto. "Preparado para ver seu livro senhor Luiz Vieira?" - perguntou sorridente enquanto se dirigia à mesa do canto onde estava um exemplar. "Sim, por favor", - respondi.

Segurei pela primeira vez o exemplar do livro O escorpião e a borboleta, minha primeira obra. Senti toda a magia daquele momento. Era como se eu tivesse segurando meu primeiro filho. Fiz um esforço para não demonstrar que estava com as mão trêmulas, mas acho que foi em vão. A Cristiane percebendo meu estado de emoção adivinhou meu pensamento e disse: "vamos tirar uma foto? Esse momento tem que ficar registrado". "Sim, por favor", - falei entregando meu celular. 

A noite seria o grande momento de gala. Por ocasião do aniversário de 35 anos da editora Scortecci, eu, juntamente com outros escritores participaríamos da festa de lançamento com toda pompa e circunstância. Agora era só preparar para aproveitar a festa e imaginar uma enorme fila de autógrafos e os flashes nervosos dos fotógrafos. Tudo imaginação. Quem sabe no meu segundo livro?!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

ACIP DIVULGA NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DE JOÃO BATISTA

A Associação Comercial Industrial e Serviços de Parauapebas-ACIP, manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do Sr. João Batista Ribeiro. Expressamos aos familiares e amigos nossos votos de pesar.   

 O Sr. João foi Presidente da ACIP, no período de  1994 a 1995, quando dedicou-se a luta pela defesa dos direitos e interesses da classe empresarial de nosso município.

FILIADOS DO PT EM PARAUAPEBAS DIVULGAM NOTA DE REPÚDIO CONTRA A ALIANÇA COM VALMIR E DECLARAM APOIO A DARCI LERMEN

A foto mais bizarra do século
Ninguém, nem nos piores pesadelos imaginaria uma aliança entre PT, Valmir do PSD e o PSDB. Uma coisa bizarra, desforme, infame, deturpada, mas é real. Depois que o Darci se desfiliou do PT, a direção ficou desnorteada por perder o que acreditava ser sua "galinha dos ovos de ouro". A situação se agravou quando várias lideranças acompanharam o líder, deixando um vazio qualitativo no partido. 

O vazio e o ostracismo político passou a reinar dentro do PT, proporcionando um ambiente ideal para os aproveitadores agirem para tentar levar alguma vantagem. Operado pelo ex-petista e atual chefe de gabinete do Valmir - Wanterlor Bandeira - que mantém dois vereadores como fantoches (Euzébio e Miquinha), o plano foi executado da forma mais vil possível. Assim nasceu a improvável aliança que mais parece um monstro de sete cabeças e chifres no lugar dos olhos.

A aliança PT X PSD X PSDB pegou tão mal que causou repulsa por ambos os lados. A base do prefeito Valmir que via os petistas como bichos papões que comiam criancinhas ficaram desnorteados sem entender a lógica. Muitos comentam abertamente que a aliança foi a pá de cal que faltava na combalida candidatura do Valmir. Houve até quem falasse que foi uma estratégia do Darci para piorar ainda mais a vida do seu adversário. Já os petistas receberam a aliança como um golpe de uma parte da direção que atualmente domina o diretório. O sonho de lançar candidatura própria foi sepultada em troca de algumas moedas e muitas promessas. 

Sem engolir a manobra escusa, vários petistas tomaram a iniciativa de fazer um manifesto de repúdio e declararam apoio aberto a candidatura do ex-prefeito Darci Lermen. Várias lideranças assinaram o manifesto, entre elas, Raimundo Neto, Jorge Neri, Sebastião Vieira, Delma Silva, Luiz Vieira, Antonio Rodrigues, Francisco Serrano, Eronilda Coelho, Suely Guilherme, entre outros.

Leia o manifesto na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO E DECLARAÇÃO DE APOIO



Nós, filiados ao PT – Partido dos Trabalhadores - vimos em público repudiar veementemente a manobra que a direção do partido em Parauapebas fez para colocar o PT numa aliança espúria, imoral e decadente com o atual prefeito Valmir Mariano (PSD). Historicamente, sempre combatemos a corrupção em todos os níveis, assim, essa aliança é um contrassenso de tudo o que pregamos e defendemos. Não podemos aceitar, pois isso significa assumirmos que agora estamos do lado da corrupção, da forma mais vil e baixa de fazer política, da prática servil de aliar a quem der mais.

Sempre denunciamos que o prefeito Valmir representa tudo o que há de mais atrasado na política de Parauapebas: a corrupção, a mentira, o nepotismo escancarado, a perseguição desenfreada, a violência e, acima de tudo a incapacidade de governar. Os desvios de recursos públicos, as constantes visitas da Polícia Federal e do GAECO, o abandono aos projetos sociais criados pelo governo petista Darci José Lermen, o abandono da cidade em geral e, principalmente do povo mais carente, são a identidade do governo Valmir que sempre denunciamos. E agora vamos nos aliar a esse projeto sujo de poder? Isso seria negar a nossa história, seria jogá-la no lixo. A aliança com o prefeito Valmir Mariano representa a indignidade, a política mercadológica, a prática espúria e servil.

Repudiamos e não aceitamos essa aliança. Seguiremos de pé nessa trincheira ajudando a resgatar o Partido dos Trabalhadores e reconduzi-lo ao seu rumo que é ao lado do povo que luta, ao lado das entidades classistas e dos interesses sociais mais nobres.

Declaramos apoio a Darci Lermen para prefeito

Para combater esse projeto pernicioso de poder, nós filiados e militantes do PT declaramos apoio ao candidato Darci José Lermen. A partir de agora, nos colocamos a disposição para construirmos juntos esse projeto de trazer Parauapebas de volta ao desenvolvimento e a construção de políticas públicas para o nosso município.