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quinta-feira, 28 de abril de 2016

BIBLIOTECA MUNICIPAL SUCATEADA

A herança maldita


Toda cidade que se preza, mantém uma biblioteca municipal como o seu maior motivo de orgulho. Uma biblioteca é a alma cultural de um povo. Deve ser local agradável e acolhedor, além de manter atividades constantes para incentivar a participação da população e instigar o hábito da leitura.

Aqui em Parauapebas, a biblioteca municipal professor Hernandes Guimarães Teixeira era motivo de orgulho para a população até meados de 2014. Situada na rua D, na quadra da escola Chico Mendes, era local de encontro de estudantes, pesquisadores, professores e demais populares que procuravam o espaço para leitura, pesquisa e até para assistirem vídeos. Um acervo rico e atualizado era mantido e o espaço era disputado e constantemente fervilhava de estudantes.

O prefeito Valmir Mariano, que, ao que tudo indica, não é muito chegado a lugar onde existe povo, tratou de destruir o espaço. Primeiro, não investiu nem um centavo na atualização do acervo, deixando obsoleto e ultrapassado; depois, mandou pintar a fachada do prédio, apagando propositalmente o nome do patrono Hernandes G. Teixeira, além de mandar dar fim na placa histórica com os nomes das autoridades que criaram a biblioteca e a data de sua inauguração.

O prefeito não satisfeito, resolveu tirar toda a equipe de profissionais bibliotecários experientes que trabalhavam lá. Demitiu quem era contratado e transferiu os concursados para outros setores. A biblioteca que era de responsabilidade da secretaria de educação, foi entregue a SECULT (Secretaria de Cultura) e uma equipe reduzida e inexperiente foi escalada para cuidar do nosso patrimônio literário.

Hoje, o espaço parece um mausoléu. O forte odor de morfo prevalece no ambiente sombrio e sujo e nas prateleiras, apenas um amontoado de livros velhos e abandonados. Com a situação de abandono, os frequentadores se afastaram e o local está largado a própria sorte. Até o lindo jardim na frente do prédio que era um cartão postal da cidade, virou um matagal onde as icsórias teimam em dar flores, num símbolo de resistência.

O mês de abril que é dedicado ao livro passou em branco sem que nenhum evento fosse organizado pelos dirigentes da biblioteca. Lamentável! Esse é o maior exemplo de descaso e desrespeito de um gestor que despreza a cultura e a educação.

Convido a comunidade a fazer uma campanha de resgate da nossa biblioteca. Não podemos assistir impávidos a destruição desse espaço tão importante para o nosso povo. Você estudante, professor, intelectual, artista, militante de movimentos culturais, pais, leitores em geral, vamos nos unir nessa corrente e salvar nossa biblioteca. 

Essa é apenas uma das herança que o prefeito Valmir está preparando para deixar para o próximo prefeito. Continuaremos mostrando aqui outros órgãos que foram destruídos por essa gestão com o apoio e a conivência dos vereadores.

4 comentários:

  1. Verdade, um patrimônio, largado a própria sorte. Existe um geração de cidadãos de Parauapebas como eu que cresceram na biblioteca municipal em meio a tantos livros e hoje presenciam um situação triste como essa, lamentável.

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  2. E qual é mesmo a cultura do atual secretário - comandante em chefe da biblioteca?

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  3. É uma crítica procedente!
    Parauapebas merece uma biblioteca; também, não essa escondida e pouco visitada, mas uma biblioteca que seja referência desta Região!
    Atenção Prefeito Velhote, o blogueiro tem razão!
    Mande a SECULT criar vergonha e estruturar uma biblioteca digna, o povo merece! Valmir reeleito!

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  4. Coitado do trabalhadores da biblioteca. São jogado na própria sorte... esse desgoverno não dar apoio a educação.

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