Pesquisar este blog
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
COMO SE ELEGER PREFEITO E SE PERPETUAR NO PODER - PARTE III
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
COMO SE ELEGER PREFEITO E SE PERPETUAR NO PODER - PARTE II
Afaste-se do povo
terça-feira, 20 de fevereiro de 2024
LÍDER OU GESTOR - EIS A QUESTÃO!
By Luiz Vieira
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
COMO SE ELEGER PREFEITO E SE PERPETUAR NO PODER - MANUAL MAQUIAVÉLICO DO PODER
O sonho de 10 entre 10 políticos é se eleger a um cargo executivo e se perpetuar no poder. Em cargos legislativos como vereador, deputado e senador, isso é possível. Já no executivo (prefeito, governador ou presidente), só pode se reeleger uma vez. Daí, o ex tem que esperar quatro anos para tentar novamente uma nova eleição para o mesmo cargo.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024
HELDER BARBALHO E OS CATITUS
"Catitu fora da manada é comida de onça"
No dia 5 de fevereiro do corrente, o governador do Pará, Helder Barbalho veio mais uma vez a Parauapebas. Entre outras atividades, entregou para a comunidade a Escola Estadual de Ensino Médio Eduardo Angelim que passou por uma reforma geral.
Dessa vez, o que roubou a cena não foi as rodadas do governador no carimbó. Durante o seu discurso, ele deu um puxão de orelhas nos pretensos candidatos a prefeito de sua base em Parauapebas. Porém, o puxão de orelhas (ou foi uma CR?) mais veemente, foi para o prefeito de Parauapebas Darci José Lermen.
O governador usou um animal bem presente na Amazônia para exemplificar o que estaria acontecendo no cenário político de Parauapebas. Disse textualmente: "catitu fora da manada é comida de onça". Aqui, Helder se dirige diretamente ao prefeito que, na visão do governador não teve a competência de unir sua base. Mas, essa crítica foi também diretamente para os pretensos candidatos Kenyston Braga, Rafael Ribeiro, Bráz e Branco da White, que lançaram suas pré-candidaturas e partiram para uma disputa radical e, usando a estratégia do "fogo amigo", causaram sérios danos na própria base do governo. Temos como exemplo os vídeos vazados do deputado Braz numa situação particular comprometedora. Esse, foi um exemplo do tal "fogo amigo", pois comenta-se nos bastidores do poder que os mesmos saíram da própria base do governo e tinham a clara intenção de expurgar o candidato com mais chance de representar o governo numa disputa pela prefeitura.
Na continuidade do seu discurso, o governador Helder Barbalho, mais uma vez olhando para o prefeito Darci disse: "Eu fico com quem faz. porque lamentavelmente tá na moda, alguns políticos que só ficam em rede social falando bobagem e não dizem o que fazem, não dizem o que realizam. Exercem cargo, mas não tem um prego numa barra de sabão pra mostrar. Portanto, eu acho que a população está cansada de conversa fiada e quer governante que entregue. Governante que sabe o que diz, que sabe fazer e não só papo furado e conversa fiada. Muito menos governante que ao invés de trabalhar fica só em rede social. Quer ficaer em rede social, vira blogueiro, vai ser digital influencer..."
Esse desabafo em público do Helder para Darci demonstra bem o clima de insatisfação do governador com os rumos da política em Parauapebas. Tive informação de que em conversa com um correligionário de Parauapebas, Helder teria dito que achava o cúmulo do absurdo o Darci ter ido participar da Farofa Gkay e ficar fazendo propaganda de botox enquanto o município vive sua maior crise.
Como um político experimentado, Helder sabe do prejuízo que será perder um município importante como Parauapebas para a oposição ao seu governo. Por isso, até entendo o seu rompante e o ato radical de lavar roupa suja em público. Mas acho que o governador exagerou. Esse puxão de orelha tinha que ser em particular, a quatro paredes de forma individual. Publicamente Helder deveria demonstrar que sua base estaria unida e forte para o que der e vier.
Ao usar a alegoria do catitu, o governador também deixa uma metáfora no ar. Sabemos que o catitu é uma espécie de porco que é visto como praga. Por onde passa a manada, deixa um rastro de destruição e grande prejuízo.
Outra observação. Talvez o governador não conheça a capacidade de articulação do prefeito Darci que tem se tornado a cada mandato, um verdadeiro Mandrake. De onde menos se espera, eis que ele tira uma carta matadora da manga. Então, com certeza, o que o Helder nem desconfia é que essa crise é estruturada, é pensada, é planejada e tem método. Enfim, está tudo sob controle.
Aposto que esse último parágrafo te deixou com uma pulga atrás da orelha não foi? Calma! Se eu tiver de bom humor depois da ressaca de carnaval eu te explico.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
O PERFIL DO NOVO GESTOR/LÍDER
By Luiz Vieira
Em qualquer área, em qualquer empresa ou instituição, o ambiente acaba refletindo as características do gestor/líder. Através do seu ambiente de trabalho, uma pessoa com o olhar mais atento, perceberá que ali tem um profissional proativo ou relapso, organizado ou desleixado, equilibrado ou conturbado. E, geralmente, o ambiente de trabalho reflete a sua vida normal no dia-a-dia e vice-versa.
terça-feira, 30 de janeiro de 2024
QUANDO A ESCOLA SE TORNA A NOSSA CARA
Luiz Vieira
terça-feira, 19 de dezembro de 2023
O CRIME INVISÍVEL
Muita gente tem comentado sobre os esquemas de corrupção que supostamente acontecem na administração pública de Parauapebas. Bastou o GAECO fazer uma visitinha de cortesia nas casas de alguns agentes públicos para esse debate pegar fogo nas redes sociais.
Porém, há um fator que ultrapassa todas as formas de corrupção que passa desapercebido pela grande maioria do público. Principalmente porque a grande maioria acredita que corrupção é exclusividade dos políticos. Mas o buraco é mais em baixo.
Quero, antes de qualquer coisa deixar registrado o meu apreço pela imprensa de Parauapebas. Tenho orgulho de ter feito muitas amizades nesse setor, principalmente no rádio e na Tv. Mas, como em todos os setores, temos as maçãs podres e, essas, infelizmente, acabam contaminando quase todo mundo.
Setores da imprensa - principalmente sites de notícias e até perfis de Instagram - recebem uma verdadeira fortuna da prefeitura de forma "legal" (com nota fiscal) e de forma ilegal (caixa 2). E recebem para divulgar os trabalhos da prefeitura? Não. De vez em quando até publicam alguma notinha, um edital, mas o produto mais caro é o silêncio. Ou seja: muitas secretarias pagam para que esses sites ou páginas de redes sociais não falem mal, não divulguem os escândalos e falcatruas que rolam. Pura chantagem do mais baixo nível que embrulha o estômago até de avestruz.
O perfil do Instagram conhecido como Picunhão publicou a foto da nota fiscal de recebimento de uma mensalidade no valor de 51.900,00 pago pela SEMED a um site local. O leitor desavisado pode pensar: "Que absurdo! As crianças sem transporte, sem merenda escolar e a SEMED pagando 50 mil por mês pra um site fazer propaganda! Mas posso te garantir que esse valor é apenas uma pechincha. Isso é apenas a ponta de um barbante que está emaranhado sobre uma montanha de novelos e faz parte de uma rede de corrupção intrincada que tem toda a chance de ficar impune por nunca ser descoberto.
E como eu sei disso? Já estive lá como agente público e já recebi muitas propostas indecentes e tentativas de extorsão e chantagem. Nunca denunciei simplesmente porque eu teria que ter uma prova cabal e, para obter essa prova, teria que ceder a uma dessas chantagens e produzir algum registro. Não tive estômago para isso. Tenho orgulho de dizer que nunca cedi a nenhuma e escorracei os chantagistas e picaretas, ou, simplesmente ignorei os recados. Mas, até hoje pago um alto preço por isso. Que preço? Explico: se um vereador pega indevidamente o carro oficial da câmara e sair pra tomar cachaça, ficar tri-bêbado, atropelar e matar um jovem trabalhador, essa banda da imprensa não dará nenhuma repercussão. No máximo fará uma notinha sem importância. Já eu, ao contrário, se tomar um copo de cerveja e der o azar de cair na blitz da lei seca, podem ter a certeza de que sofrerei um implacável linchamento moral.
Arrisco a dizer que, essa forma de corrupção praticada por alguns órgãos de imprensa é a mais danosa. Pode até não ser a que mais causa prejuízo ao erário pelo valor praticado. Mas, no fim, representa muito, pois alimenta uma rede que vira uma bola de neve. Se setores da imprensa se cala, deixa de informar com imparcialidade, esconde os "podres" de agentes públicos por dinheiro, está contribuindo diretamente com todo o esquema de corrupção existente no município. E, se essa turma acredita em castigo divino, já deve estar desconfiada que virarão churrasquinho do "chifrudo", pois, provavelmente, por aqui ficarão impunes a não ser que se metam com o Jogo do Tigre.
quarta-feira, 29 de novembro de 2023
GAECO NA SEMED - LEAL INOCENTE
Ontem, 28 de novembro, as redes sociais de Parauapebas ficaram em polvorosa com a notícia de que o GAECO (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) fez uma visita surpresa na casa do secretário de educação, Sr. José Leal Nunes e também na SEMED. Segundo um amigo que já passou por isso, essa é uma situação humilhante que ele não deseja nem para o seu pior inimigo. Eu também não desejo para ninguém, muito menos para o Leal. Muito pelo contrário. Quero me solidarizar com o ele pelo ocorrido e reafirmo minha tese de que ele é inocente. “Como assim Luiz Vieira? Tu só pode estar de sacanagem!”
Não estou e
explico mais uma vez.
Em primeiro lugar, o
Leal tem responsabilidade pelo que acontece na SEMED pelo simples fato de ser o
gestor legalmente nomeado. Porém, como já falei antes, há um esquema de
centralização de poder na área financeira da prefeitura que o secretário vira
um mero expectador no que diz respeito a gestão financeira. E isso é uma bomba
que, mais cedo ou mais tarde vai explodir. Apesar do secretário ser “obrigado”
a assinar tudo, não é ele quem define as regras do jogo. Eu mesmo quando estive
lá, botei o pé na parede, briguei com o diabo, fiz um escarcéu e, mesmo assim,
alguma coisa conseguiu escapar. Imagine o Leal que é totalmente submisso e não
tem condições de brigar com ninguém!
Por esses dois motivos
eu afirmo que estão procurando no lugar errado e, talvez não encontre nada além
de papéis não comprometedores. O buraco é mais em cima. Quem quiser encontrar o
esquema, tem que utilizar o serviço de inteligência do Estado ou até mesmo se
infiltrar no meio.
Posso até estar sendo
ingênuo, mas acredito na inocência do Leal. E torço para que ele acorde e não
fique pagando o pato sozinho.
domingo, 5 de novembro de 2023
A EDUCAÇÃO DE PARAUAPEBAS ESTÁ FALIDA E A CULPA NÃO É DO LEAL
![]() |
| Foto da rede social |
Porém, nessa sexta-feira, meu WhatsApp mais uma vez foi bombardeado com prints e links de um texto publicado na coluna do Blog de Zé Dudu sobre a possível exoneração do secretário de educação José Leal Nunes. Não sei o porquê as pessoas acham que me importo com esse tema. Ou será que importo?
Tento não me importar, mas o "trem" está no sangue. Lá vem aquele diabinho disfarçado de libélula, pousa em meu ombro esquerdo e sopra em meu ouvido: "Vá lá Luiz Vieira. Dê sua opinião. Não vai falar nada?" Geralmente, dou um peteleco no tal diabinho/libélula e mando-o pra puta-que-pariu. Não tenho nada que opinar, principalmente porque já estive nessa pasta por 1 ano e 10 meses e não consegui romper com o sistema viciado e enraizado que perpetua ali. E olha que briguei!
Então, caro leitor, o título não é uma mera ironia - recurso que vez por outra usava aqui. - Mas, trata-se de uma defesa honesta do atual secretário de educação José Leal Nunes. Dito isso, vamos às *detrudições. (*Desculpe por usar uma palavra que não existe no dicionário oficial, mas existe no "linguajá" baiano de seu Terêncio, meu saudoso pai).
Primeiro, não acredito que Darci exonere o Leal, pois o prefeito evita a qualquer custo bater de frente com a vereadora Eliene Soares (MDB) - dona da educação em Parauapebas. Caso aconteça um milagre e ele exonere o Leal, apenas trocará 6 por meia dúzia, pois nomeará uma secretária novamente indicada pela vereadora e que seja tão obediente quanto o Leal. E nesse caso, quando digo obediente, é para não usar o termo "fidelidade canina ou fantoche". Afinal, sou um professor e não posso ficar usando essas palavras feias.
Essa troca, se houver, será apenas uma cortina de fumaça para encobrir as críticas da sociedade sobre os escândalos que a pasta atravessa. Assim ele fez na saúde e deu certo. Pelo menos, desviou o foco e o prefeito conseguiu respirar um pouco. Mas é aquele tipo de mudança que tem como objetivo deixar tudo como está.
É fato que a falta de gestão na SEMED (secretaria Municipal de Educação) colocou o governo em situação vexaminosa. Diariamente vemos nas redes sociais reclamações como falta de transporte escolar, falta de merenda, escolas sem aulas, falta de professores, calote nos fornecedores e prestadores de serviço, etc. E todos perguntam: onde está indo parar o dinheiro? Para uma secretaria que tem um orçamento de mais de meio bilhão de reais, que é maior do que o orçamento de 80% das prefeituras do Brasil, fica meio duvidoso falar que existe crise.
Mas acredite. A crise existe e você leitor, não sabe da missa um terço. O buraco é bem mais embaixo, e a má notícia é que essa crise não vai passar nos próximos anos. Infelizmente, o futuro de nossas crianças está comprometido nos próximos cinco anos ou mais. Pessimismo? Quem dera!
Agora, sejamos justos. Jogar a culpa em cima do pobre Leal, é injusto. Chego a dizer que é até uma desonestidade intelectual. No máximo, podemos até falar que ele teve muita coragem de continuar com uma fidelidade canina a vereadora Eliene Soares. Mas nem desse detalhe eu o culpo por conhecer a ingenuidade e o caráter simplório dele. Ele apenas faz o que lhe mandam e se contenta em aparecer na foto, nem que seja num cantinho discreto.
O professor Leal tem muitas qualidades e habilidades, mas nem de longe tem a habilidade mínima para um gestor. Isso já foi comprovado quando ele foi diretor na Escola Estadual Carlos Henrique (que quase fechou) e do antigo Colégio Fênix/COOPED que veio a falência na sua gestão. Isso não é uma crítica, pois ninguém é obrigado a ser bom em tudo. Eu, por exemplo, tenho muitas habilidades, mas me bote para fazer uma "Equação diofantina x³ + y³ + z³ = K", que vou me comportar como um jumento lesado.
O secretário não pode ser culpado por uma crise que ele não criou. A estrutura montada para gerenciar os recursos de todas as secretarias é "viciada". E diga-se de passagem: é uma estrutura muito profissional e competente. O secretário vira um mero "assinador" de papel e por isso, é quem pode ir para a cadeia ou ter seus bens bloqueados sem nem sequer saber o que está se passando.
Então, se o Darci quiser realmente transformar a educação de Parauapebas, não será com a troca do secretário. Teria que ter a coragem de romper com um sistema desastroso e maléfico que ele mesmo criou na prefeitura de Parauapebas. Teria que ter sangue nos olhos para chegar para a vereadora e dizer: acabou madame! Agora a receita da educação não servirá mais para motivações espúrias nem para promoção pessoal. Chega de vereador sendo dono de secretaria! Chega de botar gente que só tem competência para carregar a bolsinha da madame para cuidar de coisa séria! Agora, todo o dinheiro será administrado para transformar Parauapebas numa referência nacional de educação.
Esse seria o primeiro passo para a transformação. Eu diria até a redenção, a volta do antigo líder político que o Darci já foi um dia. O segundo passo seria criar a comissão de licitação e setor de compras dentro da SEMED. É inadmissível que uma secretaria do porte da SEMED que, por lei administra recurso do seu orçamento, ficar a mercê de uma CPL centralizada que mal dá conta de realizar os processos das secretarias que não são gestoras de fundos. Aí sim. Com uma comissão de licitação própria, com uma comissão de controle dentro da estrutura da SEMED, com a independência técnica e política necessária, o secretário poderia ser responsabilizado pelas falhas da sua gestão.
O Darci terá capacidade de dar essa reviravolta e afastar os vampiros da prefeitura? Dificilmente. Um velho sábio filósofo já dizia: "depois que você abre as portas da sua casa para um vampiro e oferece seu sangue em troca de poder e glória, só sai desse pacto morto".
Veremos.
terça-feira, 27 de junho de 2023
IDEOLOGIA PRA QUÊ?
Outro dia, a caminho da academia, ouvia o programa matinal sertanejo de uma rádio local. O locutor, com voz alterada, anunciava o preço da arroba do boi gordo na região. Fiquei analisando sua indignação, sua revolta pelo fato de o preço do boi estar caindo. E ele, alterado, fazia comentários completamente desproporcionais, colocando a culpa no governo, nos eleitores do candidato tal.
Sua indignação era real, mas não
era legítima. Na minha mania de ficar analisando as pessoas pela sua fala (geralmente
as pessoas falam o que pensam, o que acreditam, mesmo quando contam piadas), vi
que se tratava de um exemplo genuíno de uma vítima da ideologia dominante.
O dito locutor da rádio é
claramente um pobre. Digo pobre de dinheiro, mas pela sua vivência e
experiência (ou falta dela), se tornou pobre também de cultura e de espírito. O
normal seria ele ficar feliz com a queda do preço da arroba do boi gordo, pois
isso representa queda no preço da carne no açougue e, consequentemente, ele que
ganha uma “miséria” como trabalhador assalariado, poderá comprar mais carne e
melhorar sua alimentação. Seria até legítimo para um grande criador de boi,
para um latifundiário sem visão de macro economia ter essa preocupação. Mas
para um cidadão que não tem sequer uma cabeça de galinha, isso soa estranho e
vai na contramão da lógica.
O locutor citado era apenas uma vítima da
falta de conhecimento. Vítima da ideologia que emprenhou sua mente desde a
infância com ideias paralelas a realidade, se tornou um alienado. E a ideologia dominante tem exatamente
esse papel: fazer você comprar e assumir as ideias que favorecem a quem tem o
poder econômico e, às vezes, o poder político. Isso leva o locutor a pensar
como rico e não se reconhecer como um trabalhador assalariado. A ideologia
dominante faz com que o pobre lute contra sua própria classe, contra seus
próprios interesses. É isso que garante que o pobre seja a favor da reforma
trabalhista que lhe tire direitos; isso garante que o pobre legitime a
precarização do trabalho e acredite que é um empreendedor por ter uma moto e
passar o dia entregando marmita sem nenhuma garantia de direito; alienado, sem quaisquer perspectivas, acredita ser quem não é, e vira um objeto útil a causa dos exploradores, dos milionários e joga sempre contra a sua classe. São seres úteis a manutenção do sistema que perpetua a miséria, a desigualdade e favorece a uma pequena elite.
sexta-feira, 12 de maio de 2023
PARAUAPEBAS, 35 ANOS - AQUI NÃO TEM PROBLEMA. TEM REALIZAÇÃO E GESTÃO MODELO
Uma cidade que se distancia do Brasil pelo elevado índice de desenvolvimento.Um presente - Sonhar não custa nada e nem paga imposto
Aviso importante: Se não ler até o final, não vai compreender
Todo esse clima de festa organizada pela prefeitura com muito bom gosto, inteligência e dedicação, demonstra o espírito e a realidade que o município se encontra no presente momento. Antes, vou tentar descrever como foi a festa e, depois explico porque as comemorações fazem jus ao espírito de desenvolvimento do jovem município.
Já no dia 01 de maio o prefeito fez a abertura da programação com uma grande festa dedicada aos trabalhadores denominada AÇÃO CIDADANIA PARA TODOS. Entre as várias ações desse dia, tivemos 08 estandes de atendimento distribuídas nos bairros da periferia (se é que podemos chamar algum bairro aqui de periferia pois todos se parecem com o centro). Em cada estande desse, a prefeitura ofereceu atendimento com o projeto Cidadão do Futuro que envolveu desde serviço médico e odontológico especializado, emissão de documentos, minicursos de formação, palestras com destacados profissionais, workshop sobre a Importância de Preservar o Meio Ambiente, entre outros temas. Além disso, tivemos rua de lazer com play ground e diversas atividades para toda a família se divertir.
Na terça-feira, 02 de maio, além de continuar a AÇÃO CIDADANIA que ainda está sento realizada até a presente data, a prefeitura inaugurou 03 grandes escolas de Ensino Fundamental e 02 escolas de Educação Infantil. A noite foi marcada com um grande show para a comunidade cristã que de forma civilizada reuniu católicos e evangélicos numa noite de muita alegria, respeito e tolerância religiosa.
Mas como não teria sentido fazer festa sem realização para a cidade, o período da tarde foi dedicado a inauguração de 02 postos de saúde que vão melhorar ainda mais a vida da população.
Para não me alongar muito e não tomar o precioso tempo do leitor, vou pular os demais dias, mas deixo registrado que em todos os dias até o dia 10 de maio, houve inaugurações de importante obras como parques públicos com arrojado projeto paisagístico, trechos de asfalto em todas as áreas da zona rural, cobertura de redes de esgoto em alguns pontos que ainda não recebiam esse serviço e, para coroar, a população foi surpreendida com um desconto de 70% nas contas de água e IPTU.
Nos dias 09 e 10 ainda foi mais especial. Dia 09 a cidade parou para ver o show do maior ícone da cultura pop brasileira vindo direto de Salvador-BA. Pela fama e pela representatividade do artista, $400 mil foi uma bagatela. E no dia 10 de maio, em plena quarta feira, a cidade acordou às 6 horas em ponto com uma alvorada composta por bandas e artistas de vários segmentos distribuídos em 15 bairros da cidade. E claro, a partir das 9 horas da manhã, o Parque de Exposição já estava totalmente lotado pela população que foi prestigiar o maior churrasco do mundo. E o melhor: a prefeitura não gastou nem um centavo para esse churrasco. Tudo foi feito graças a bondade dos fazendeiros que doaram os bois, dos funcionários da prefeitura que fizeram os preparativos necessários e do CTG do Rio Grande do Sul que veio especialmente para servir ao povo de Parauapebas. Só enfatizando que o churrasco gaúcho foi uma grande sacada do prefeito, pois essa tradição representa muito bem o nosso povo do Pará que já incorporou a cultura gaúcha como sua.
E as inaugurações não pararam. Tem agenda até o final do mês com obras em todos os bairros e zona rural.
Essa festa representa bem o estado de espírito em que vive a população. Com apenas 35 anos de emancipação, a jovem cidade com uma das maiores renda per capita do Brasil, graças a riqueza do seu subsolo, se destoa do resto do país e causa inveja a todos. Fruto de uma gestão austera e comprometida com o desenvolvimento do seu povo, a cidade vive em plena lua de mel entre governo e população.
Enquanto a maioria das cidades Brasil afora padecem de problemas como falta de escolas, de habitação, saneamento, segurança, violência e outras mazelas, Parauapebas segue avançando com uma rapidez incrível. A fórmula que compreende grande orçamento e gestão austera proporcionou ao povo desse rincão um verdadeiro oásis no meio de um deserto. Nenhuma cidade do Brasil se compara com a nossa. Nossos serviços públicos e a qualidade de vida do povo só se compara com as melhores cidades europeias como Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia), Zurique (Suíça) e Braga (Portugal).
Problemas com saúde, segurança, saneamento, educação? O que é isso? Basta perguntar para qualquer cidadão daqui, que ele não vai se lembrar da última vez que teve problema nessas áreas.
Muitos perguntam qual é a mágica para o município alcançar esse patamar em tão pouco tempo: "aqui não tem mágica. Fazemos um feijão com arroz bem feito. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa", responde o prefeito demonstrando humildade e sensatez.
Na verdade, a gestão foi organizada para que a engrenagem da máquina pública funcione bem e esteja sempre azeitada. O prefeito acabou com a ingerência política em todas as secretarias. Agora não tem mais essa de vereador ser dono de secretaria e usar a seu bel prazer. Cada secretaria é administrada por um técnico de notável saber e competência na áreas e todos passaram por um intensivo treinamento de Gestão de Alta Performance. E o prefeito acabou de vez o apadrinhamento político na contratação de servidores. Realizou concurso público em todas as áreas e o que temos hoje são funcionários de carreira sem nenhuma pressão política ou apadrinhamento.
E como ficou a relação da câmara com o prefeito após essas mudanças radicais? No começo foi difícil, mas logo começaram a aparecer os resultados, de modo que nenhum vereador tem coragem de fazer oposição ao prefeito.
E assim segue a vida na melhor cidade do mundo para trabalhar, viver e ser feliz. Problemas? Todos temos de alguma forma, mas aqui tudo se resolve com transparência, boa fé e honestidade.
Se você leu até aqui e não surtou com tanto devaneio e fantasia, parabéns! Sua saúde mental está em dia. Entendeu direitinho o subtítulo desse texto.
Mas isso pode vir a ser nossa realidade. Por que não? Afinal, como dizem e repetem os coaxes, "BASTA ACREDITAR". Mas como não estou na fase de acreditar em papo furado de coache, digo: BASTA QUERER, PLANEJAR E PARTIR PARA A AÇÃO. Fácil não é, mas não é impossível.
segunda-feira, 1 de maio de 2023
O QUE APRENDI SOBRE DIREITO DO TRABALHO
Nesse primeiro de maio, dia do trabalhador, ofereço a você um belíssimo texto que vai ampliar ainda mais a sua visão sobre a relação do trabalho com o Estado e a sociedade.
Boa leitura e boa reflexão!
Ruth Manus*
Nesses vários anos estudando Direito do Trabalho quase todo santo dia- na graduação, na iniciação científica, no TCC, em uma pós graduação no Brasil, em duas pós na Europa, no mestrado e agora no doutorado- eu aprendi bastante coisa.
Aprendi que o Direito do Trabalho é um dos grandes pilares de um Estado Democrático de Direito. Aprendi que sem Direito do Trabalho é praticamente impossível que haja a chamada "dignidade da pessoa humana".
Aprendi que o verdadeiro Direito do Trabalho não serve só aos trabalhadores, nem é prejudicial às empresas. O Direito do Trabalho existe para tentar equilibrar uma relação que é desequilibrada por natureza. Onde não há igualdade natural, é preciso que haja igualdade jurídica.
Aprendi que as empresas não são inimigas da sociedade. E que, sobretudo as pequenas e microempresas, são as primeiras a sofrer num cenário de crise. E que os empresários lutam muito para tentar manter as coisas de pé. E que nunca é fácil. Aprendi a não confundir os pequenos empresários com as grandes corporações que detêm uma parcela gigantesca do poder econômico de um país.
Aprendi que o Direito do Trabalho carrega uma cruz pesada, cheia de estigmas, como se a sua existência fosse um favor ao invés de ser um direito social. Aprendi que, apesar do Direito do Trabalho não ser de direita nem de esquerda, ele acaba distorcido e ameaçado a cada vez que cai nas mãos de quem esteja serviço de grandes e específicos interesses.
Aprendi que o Direito do Trabalho sempre é o primeiro a ser fuzilado. A matéria prima está cara? Vamos reduzir os salários. A tributação é absurda? Vamos renegociar as condições dos trabalhadores. O Estado é corrupto, há milhares de desvios? Vamos fazer uma reforma trabalhista.
Aprendi que a legislação envelhece e que é preciso atualizá-la. E que atualizar a lei é exatamente o oposto de desregulamentar. Que quando um parlamentar diz que está modernizando a lei e, para tanto precisa subtrair dezenas de direitos, isso só pode fruto de ignorância ou de má-fé.
Aprendi que em Estados sérios não se tenta resolver crise econômica com reforma trabalhista. Que uma coisa não se confunde com a outra. Que afirmar que uma reforma trabalhista é a salvação de um país em crise é como dizer que é possível curar um câncer tratando uma tendinite. Aprendi que a promiscuidade que existe na relação entre o Estado e as grandes empresas, sobretudo multinacionais, é uma ameaça muito maior à sociedade do que uma legislação antiquada. E aprendi que as decisões acerca da lei são tomadas exatamente por quem não depende delas.
* RUTH MANUS é advogada e professora de direito do Trabalho e de Direito Internacional. Escritora e colunista com crônicas publicadas nos jornais O Estadão, O Estado de S. Paulo, Correio da Bahia e Observador, de Lisboa.
quinta-feira, 13 de abril de 2023
MINHA ESCOLA FOI ATACADA. E AGORA?
Diante do caos, nossas autoridades, de forma apressada, adotaram medidas que nada contribuirão para evitar novos ataques e proteger nossas crianças e professores. O governador do Pará Helder Barbalho anunciou que colocará policiais nas escolas. A prefeita de Canaã dos Carajás anunciou que além de policiais, colocará concertina (aquelas bolas de arames cortantes que se usa em presídios) nos muros das escolas e detector de metais nas entradas.
Os pais de alunos, por sua vez, exigem medidas drásticas como segurança armada, detector de metais e, pasmem, até professores armados e crianças trancadas nas salas de aula.
O que as autoridades esqueceram foi o detalhe mais importante: consultar os educadores. Sim, os esquecidos professores. Um conselho de especialistas em educação seria capaz de analisar o cenário, estudar as medidas que fracassaram ou deram certo em outros países e, ai sim, apresentariam um conjunto de propostas concretas e consistentes capazes de frear essa estupidez.
Mas para entender o que está acontecendo, é necessário que continue lendo o texto com muita atenção e analise os dados com frieza.
Mas, afinal, o que está acontecendo com o Brasil?
Em 07 de abril de 2011, (há exatamente 12 anos) no bairro do Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, um ex-aluno de 23 anos invadiu a escola municipal Tasso da Silveira, armado com 2 revólveres, atirou e matou 12 alunos (sendo 10 meninas), feriu 13, e em seguida se matou. Na época, o caso foi tratado pela imprensa como de fato era na ocasião: algo fora do comum no Brasil.
"De acordo com mapeamento da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sobre casos de ataques em escolas por alunos ou ex-alunos, o primeiro episódio foi registrado em 2002. À época, um adolescente de 17 anos disparou contra duas colegas dentro da sala de aula de uma escola particular de Salvador. O levantamento da Unicamp deixa de fora episódios de violência não planejados, que podem ocorrer, por exemplo, em decorrência de uma briga". (agênciabrasil.ebc.com.br).
Foram listados 22 ocorrências desde 2002. Ao todo, 30 pessoas morreram, sendo 23 estudantes, 05 professores e 02 funcionários das escolas.
Do total de casos, 13 (mais da metade) estão concentrados apenas nos últimos dois anos - 2022 e 2023. Isso demonstra claramente que as ações estão ligadas ao crescente discurso de ódio e ao incentivo para que a população se arme. E você cidadão, sem saber, pode ter contribuído com isso.
Para justificar a minha tese, cito o exemplo dos Estados Unidos. Lá existe o maior numero de ataque em escolas do mundo, e, não por coincidência, é onde existe o maior numero de cidadãos armados e a cultura armamentista é dominante. Quando o ex-presidente Barack Obama tentou restringir o acesso a armas pelos civis, encontrou uma forte barreira no Congresso que, por sua vez, tem o maior numero de congressistas com campanhas financiadas pelos fabricantes de armas. Entendeu a lógica?
Qual seria a solução para evitar mais ataques
...O que não devemos fazer
- Colocar policiais, guarda municipal ou seguranças armados nas escolas - Além de não resolver o problema ainda pode criar outros. Se fosse assim, nos Estados Unidos não teria mais ataques nas escolas. Lá, uma "agência de pesquisa governamental analisou dezenas de revisão de pesquisas publicadas entre 2000 e 2020 sobre o policiamento escolar e concluiu que a presença de policiais não aumentou a segurança nas escolas e não preveniu ataques violentos". (Fonte: G1 Educação). E ainda teríamos mais um agravante no Brasil: o numero deficitário de policiais no Pará e no Brasil, iria deixar outras áreas descobertas, facilitando o ataque de marginais em outros pontos da comunidade.
- Colocar detectores de metais nas portas das escolas - Você já viu como é num aeroporto? Quando o detector de metais apita é um inferno. Revista, abre bolsa, passa novamente... No aeroporto ok, pois além do numero menor do que numa escola, eles possuem toda uma infraestrutura para isso. Agora visualiza na porta da escola! Menino abrindo a mochila, derramando tudo na calçada para encontrar a tesoura, mãe nervosa e com pressa para deixar o filho e voltar para o trabalho, rua interditada pelo numero de alunos aguardando a revista... Ou seja, uma escola pequena iria gastar em média 2 horas para a entrada dos alunos. Agora imagine uma escola pública com mil alunos por turno?













