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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A CARA DA CORRUPÇÃO NO BRASIL

Em curso, o efeito dominó – de baixo para cima.
 
Temer, Serra e Padilha estão nas mãos de Janot.

Enquanto isso, o pulha Eduardo Cunha continua livre e confiante nos membros do executivo, do legislativo e do judiciário que ele mantém no bolso. A sessão que julgará sua cassação foi adiada para setembro. Os congressistas temem que se ele for cassado antes da Dilma poderá dar informações bombásticas. Se o Cunha fosse do PT já estaria cassado e preso há muito tempo.


Depois da explosiva delação de Marcelo Odebrecht, o procurador-geral da República não terá como não denunciar dois dos principais ministros de Michel Temer, José Serra (caixa dois de R$ 23 milhões mais contas no exterior) e Eliseu Padilha (R$ 4 milhões em dinheiro vivo), bem como o próprio interino, que pediu dinheiro à empreiteira em pleno Palácio do Jaburu; se "pau que bate em Chico também bate em Francisco", como disse Janot ao tomar posse na PGR, o governo Temer chegou ao fim; a questão é saber se a queda ocorrerá antes ou depois do impeachment.


247 – "Pau que bate em Chico também bate em Francisco". Essa foi a frase mais marcante de Rodrigo Janot, ao tomar posse na procuradoria-geral da República.
Portanto, se Janot for mesmo fiel às suas próprias palavras, em breve ele denunciará dois dos principais ministros de Michel Temer – o chanceler José Serra e o chefe da Casa Civil Eliseu Padilha – bem como o próprio interino.
O motivo: todos foram abatidos pela explosiva delação de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da maior empreiteira do País.

Sobre Serra, Marcelo disse que doou R$ 23 milhões à sua contabilidade clandestina, inclusive realizando depósitos no exterior. O empreiteiro também prometeu entregar provas de corrupção no Rodoanel, citando os operadores de Serra.

Em relação a Padilha, Marcelo disse ter lhe dado R$ 4 milhões em dinheiro vivo, após um encontro no Palácio do Jaburu em que o próprio Temer pediu ajuda à empreiteira – o que resultou num caixa dois, em dinheiro vivo, de R$ 10 milhões.
Se Janot denunciou o ex-presidente Lula apenas porque o ex-senador Delcídio Amaral o acusou de lhe pedir para calar Nestor Cerveró, o que fará com Serra, Padilha e Temer?

E se a denúncia contra Lula foi aceita pelo Judiciário, será difícil imaginar que o Supremo Tribunal Federal fechará os olhos para um caixa dois de R$ 33 milhões – R$ 23 milhões de Serra e R$ 10 milhões do PMDB.

Portanto, o governo Temer chegou ao fim. A única dúvida é saber se a queda ocorrerá antes ou depois da votação definitiva do impeachment no Senado.
 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

SESSÃO DE 09 DE AGOSTO - CLIMA DE FESTA E VELÓRIO!

Antes de tudo, esclareço que abri uma exceção hoje para escrever essa pauta pela importância do momento histórico. Mas, como já falei antes, não vou ficar escrevendo sobre os vereadores por achar um tema baixo astral. Prefiro escrever contos eróticos.


A volta gloriosa do guerreiro.
Na sessão dessa terça (9), na Câmara dos vereadores de Parauapebas reinava um clima contraditório: por um lado, um grupo de vereadores pareciam estar num velório, enquanto outros estampavam um sorrisão de amplo contentamento. No auditório reinava o clima absoluto de festa. Mas por que esse clima contraditório? 

No dia 8 os vereadores afastados foram ouvidos em audiência pelo juiz dr. Líbio Moura e, três foram reintegrados aos seus cargos depois de onze meses. O juiz resolveu tornar célere o processo e ordenou que os três retornassem aos cargos imediatamente. Assim, os suplentes que perderam os cargos (Joelma Leite, Lidemir e "Zaca-rias") nem tiveram tempo para despedidas. Mal deu tempo para esvaziar os gabinetes, e tiveram que sair de forma vexaminosa e constrangedora. A ex-vereadora Joelma Leite desavisada, chegou a comparecer à câmara preparada e paramentada para a sessão. Quando deu de cara com o vereador Arenes, caiu na real e voltou. 

Durante a sessão era perceptível o clima de decepção entre os vereadores governistas que perderam de uma só tacada três defensores agressivos do velho falido prefeito. Foi como um soco no estômago e pelas caras estava doendo muito. Já os vereadores da oposição sorriam de orelha a orelha por ganharem três aliados. Até o Devanir que era da base do governo voltou prometendo vingança por ter sido covardemente abandonado pelos seus aliados "mui amigos". Na galeria, que ultimamente andava vazia e enfadonha, dessa vez foi completamente ocupada por populares que foram comemorar mais a saída dos suplentes do que a volta dos vereadores. A maior alegria notada foi com a saída do "Zara-rias" que, segundo falavam, agora era "Zaca-chora".

Vereador Arenes foi o mais aplaudido e festejado


Arenes que foi preso por posse ilegal de armas (por isso ficou conhecido como Senhor das Armas), saiu da prisão e assumiu o mandato. Depois, foi afastado inexplicavelmente. Ele deu a volta por cima e fez um discurso que demonstrou que é um homem com verdadeiro espírito público. Não ficou se lamentando, não usou a tribuna para falar o nome de Deus em vão e com muita coragem fez uma autocrítica e ressaltou o seu papel de oposição. Foi o mais aplaudido e comemorado. Quando disse a frase: "hoje a caneta está com o Valmir, mas amanhã não estará", foi interrompido pela platéia que gritava "Darci, Darci, Darci..."

Oposição traída por Euzébio e Miquinha


Na sessão do dia 2 de agosto o vereador Massud apresentou um requerimento solicitando documentos de contratos suspeitos com as empresas GEOTOP e Sucesso. Os governistas em absoluta maioria votaram contra, exceto os vereadores Miquinha e Euzébio que por um milagre votaram a favor. Isso deve ter custado aos dois um puxão de orelhas dado pelo Wanterlor (que comanda e manipula os dois). Pois bem, na sessão de ontem o Massud reapresentou os requerimentos com a certeza de que dessa vez passaria com o reforço dos três que voltaram. Acontece que na hora da votação, o Wanterlor retirou seus pupilos Euzébio e Miquinha do plenário e não deu outra: os requerimentos foram reprovados de novo. Depois da votação, os dois voltaram com cara de quem peidou na missa. Vergonha!

O retorno da Irmã Luzinete


Outra que voltou com a corda toda foi a vereadora Irmã Luzinete (para desespero do Brás). Luzinete chegou chegando e vai deixar a câmara mais animada com seu jeito irreverente. Logo de cara botou todo mundo para ficar de pé e cantou um hino evangélico na tribuna. Peço licença para uma observação bem pessoal: 

Eu não fiquei de pé e nem aprovei, não por ser contra as coisas que falam de Deus, muito pelo contrário. Poucos sabem, mas segundo a nossa Constituição, vivemos num Estado laico com separação entre Estado e Igreja, ou seja, não devemos misturar política com religião. Falar o nome de Deus num ambiente daquele, chega a ser uma heresia, um atentado à religião. Acho legal quando inicia o discurso agradecendo a Deus. Mais do que isso, é usar o nome de Deus em vão, é tentar misturar política com religião e o resultado disso é sempre negativo. Se eu fosse assessor da Luzinete, recomendaria que convidasse os seus amigos para um culto em louvor e agradecimento a Deus, mas jamais faria isso naquela casa. 

A Luzinete optou por um discurso conciliador e chamou a todos de "meu amigo". No discurso se dirigiu ao blogger Luiz Vieira e esclareceu que não havia feito delação premiada como citado no blog. Deixo aqui registrado: a vereadora Luzinete garante que não fez delação premiada para a alegria de muitos vereadores que já estavam fazendo jejum e oração. 

Vereador Bruno


Com a volta da Irmã Luzinete, o vereador Bruno perdeu seu lugar na mesa diretora e voltou para o "baixo clero". Em sua face estava estampada o clima de velório que tomou conta dos seus pares. Há muito tempo, desde que virou  líder do governo Valmir, o Bruno perdeu o brilho nos olhos e a empolgação no tom de voz. Ontem, essa característica estava mais acentuada, tanto que nem conseguiu discursar. Iniciou sua fala sob vaias e não chegou a usar nem quatro minutos dos dez a que tinha direito. Honestamente lamento por essa infeliz decisão do vereador Bruno, pois tinha uma brilhante e promissora carreira política que enterrou quando resolveu  jogar fora seu ideal para se juntar ao poder corrompido. Se haverá tempo de voltar atrás, só o tempo dirá, mas acho que esse é um caminho sem volta.

Miquinha está confuso


Já nas explicações finais o vereador Miquinha nsaiu com essa pérola para disfarçar a vergonhosa aliança do PT com o PSDB e PSD do Valmir: "não fizemos aliança com o PSDB, e sim com pessoas". Ora vereador, assim você quer achar que todos são idiotas. Essa besteira chega a ser uma ofensa a nossa inteligência. Afinal um partido não é feito de pessoas?

O vereador Miquinha anda numa saia justa, pois percebeu tardiamente que entrou numa cilada que custará sua reeleição. Sua base política, principalmente os eleitores das Palmares repudiaram e rejeitaram essa aliança. Para tentar salvar os seus votos da Palmares, ele anda falando que não apoia o Valmir e solta uma pérola dessa. Por outro lado, o seu tutor Wanterlor Bandeira e o velho prefeito marcam pesado para que ele assuma a aliança e o apoio a reeleição do Valmir. É meu caro ex-aliado, como dizia a vovó: "ajoelhou tem que rezar", "comeu a carne tem que roer o osso".

SESSÃO DE 09 DE AGOSTO - CLIMA DE FESTA E VELÓRIO!

Antes de tudo, esclareço que abri uma exceção hoje para escrever essa pauta pela importância do momento histórico. Mas, como já falei antes, não vou ficar escrevendo sobre os vereadores por achar um tema baixo astral. Prefiro escrever contos eróticos.


A volta gloriosa do guerreiro.
Na sessão dessa terça (9), na Câmara dos vereadores de Parauapebas reinava um clima contraditório: por um lado, um grupo de vereadores pareciam estar num velório, enquanto outros estampavam um sorrisão de amplo contentamento. No auditório reinava o clima absoluto de festa. Mas por que esse clima contraditório? 

No dia 8 os vereadores afastados foram ouvidos em audiência pelo juiz dr. Líbio Moura e, três foram reintegrados aos seus cargos depois de onze meses. O juiz resolveu tornar célere o processo e ordenou que os três retornassem aos cargos imediatamente. Assim, os suplentes que perderam os cargos (Joelma Leite, Lidemir e "Zaca-rias") nem tiveram tempo para despedidas. Mal deu tempo para esvaziar os gabinetes, e tiveram que sair de forma vexaminosa e constrangedora. A ex-vereadora Joelma Leite desavisada, chegou a comparecer à câmara preparada e paramentada para a sessão. Quando deu de cara com o vereador Arenes, caiu na real e voltou. 

Durante a sessão era perceptível o clima de decepção entre os vereadores governistas que perderam de uma só tacada três defensores agressivos do velho falido prefeito. Foi como um soco no estômago e pelas caras estava doendo muito. Já os vereadores da oposição sorriam de orelha a orelha por ganharem três aliados. Até o Devanir que era da base do governo voltou prometendo vingança por ter sido covardemente abandonado pelos seus aliados "mui amigos". Na galeria, que ultimamente andava vazia e enfadonha, dessa vez foi completamente ocupada por populares que foram comemorar mais a saída dos suplentes do que a volta dos vereadores. A maior alegria notada foi com a saída do "Zara-rias" que, segundo falavam, agora era "Zaca-chora".

Vereador Arenes foi o mais aplaudido e festejado


Arenes que foi preso por posse ilegal de armas (por isso ficou conhecido como Senhor das Armas), saiu da prisão e assumiu o mandato. Depois, foi afastado inexplicavelmente. Ele deu a volta por cima e fez um discurso que demonstrou que é um homem com verdadeiro espírito público. Não ficou se lamentando, não usou a tribuna para falar o nome de Deus em vão e com muita coragem fez uma autocrítica e ressaltou o seu papel de oposição. Foi o mais aplaudido e comemorado. Quando disse a frase: "hoje a caneta está com o Valmir, mas amanhã não estará", foi interrompido pela platéia que gritava "Darci, Darci, Darci..."

Oposição traída por Euzébio e Miquinha


Na sessão do dia 2 de agosto o vereador Massud apresentou um requerimento solicitando documentos de contratos suspeitos com as empresas GEOTOP e Sucesso. Os governistas em absoluta maioria votaram contra, exceto os vereadores Miquinha e Euzébio que por um milagre votaram a favor. Isso deve ter custado aos dois um puxão de orelhas dado pelo Wanterlor (que comanda e manipula os dois). Pois bem, na sessão de ontem o Massud reapresentou os requerimentos com a certeza de que dessa vez passaria com o reforço dos três que voltaram. Acontece que na hora da votação, o Wanterlor retirou seus pupilos Euzébio e Miquinha do plenário e não deu outra: os requerimentos foram reprovados de novo. Depois da votação, os dois voltaram com cara de quem peidou na missa. Vergonha!

O retorno da Irmã Luzinete


Outra que voltou com a corda toda foi a vereadora Irmã Luzinete (para desespero do Brás). Luzinete chegou chegando e vai deixar a câmara mais animada com seu jeito irreverente. Logo de cara botou todo mundo para ficar de pé e cantou um hino evangélico na tribuna. Peço licença para uma observação bem pessoal: 

Eu não fiquei de pé e nem aprovei, não por ser contra as coisas que falam de Deus, muito pelo contrário. Poucos sabem, mas segundo a nossa Constituição, vivemos num Estado laico com separação entre Estado e Igreja, ou seja, não devemos misturar política com religião. Falar o nome de Deus num ambiente daquele, chega a ser uma heresia, um atentado à religião. Acho legal quando inicia o discurso agradecendo a Deus. Mais do que isso, é usar o nome de Deus em vão, é tentar misturar política com religião e o resultado disso é sempre negativo. Se eu fosse assessor da Luzinete, recomendaria que convidasse os seus amigos para um culto em louvor e agradecimento a Deus, mas jamais faria isso naquela casa. 

A Luzinete optou por um discurso conciliador e chamou a todos de "meu amigo". No discurso se dirigiu ao blogger Luiz Vieira e esclareceu que não havia feito delação premiada como citado no blog. Deixo aqui registrado: a vereadora Luzinete garante que não fez delação premiada para a alegria de muitos vereadores que já estavam fazendo jejum e oração. 

Vereador Bruno


Com a volta da Irmã Luzinete, o vereador Bruno perdeu seu lugar na mesa diretora e voltou para o "baixo clero". Em sua face estava estampada o clima de velório que tomou conta dos seus pares. Há muito tempo, desde que virou  líder do governo Valmir, o Bruno perdeu o brilho nos olhos e a empolgação no tom de voz. Ontem, essa característica estava mais acentuada, tanto que nem conseguiu discursar. Iniciou sua fala sob vaias e não chegou a usar nem quatro minutos dos dez a que tinha direito. Honestamente lamento por essa infeliz decisão do vereador Bruno, pois tinha uma brilhante e promissora carreira política que enterrou quando resolveu  jogar fora seu ideal para se juntar ao poder corrompido. Se haverá tempo de voltar atrás, só o tempo dirá, mas acho que esse é um caminho sem volta.

Miquinha está confuso


Já nas explicações finais o vereador Miquinha nsaiu com essa pérola para disfarçar a vergonhosa aliança do PT com o PSDB e PSD do Valmir: "não fizemos aliança com o PSDB, e sim com pessoas". Ora vereador, assim você quer achar que todos são idiotas. Essa besteira chega a ser uma ofensa a nossa inteligência. Afinal um partido não é feito de pessoas?

O vereador Miquinha anda numa saia justa, pois percebeu tardiamente que entrou numa cilada que custará sua reeleição. Sua base política, principalmente os eleitores das Palmares repudiaram e rejeitaram essa aliança. Para tentar salvar os seus votos da Palmares, ele anda falando que não apoia o Valmir e solta uma pérola dessa. Por outro lado, o seu tutor Wanterlor Bandeira e o velho prefeito marcam pesado para que ele assuma a aliança e o apoio a reeleição do Valmir. É meu caro ex-aliado, como dizia a vovó: "ajoelhou tem que rezar", "comeu a carne tem que roer o osso".

terça-feira, 9 de agosto de 2016

OPERAÇÃO FILISTEU - REVIRAVOLTA NA CÂMARA

Ontem (8) Parauapebas parou durante a audiência dos vereadores afastados no Fórum. Começou discreto, pois pouca gente sabia. Os que sabiam pensavam que era proibido o acesso ao público. Talvez a direção do Fórum quisesse poupar os vereadores do constrangimento ou quiseram evitar tumulto, pois manteve a porta da frente do salão de audiência trancada. O acesso só se deu pela parte interna do Fórum. Ah, se o povo soubesse! O Fórum ficaria lotado e as ruas laterais teriam que ser interditadas. Mas aconteceu tudo de forma tranquila e discreta, exceto nas redes sociais onde houve até bolsa de aposta.

Depois de quase 14 horas de audiência sai o resultado por volta das 2 horas da madrugada. O resultado foi o seguinte: os vereadores Zé Arenes (PT), Devanir Martins (SD) e Irmã Luzinete (PV) saem do processo e retornam ao cargo de vereador. Com essa decisão, novamente a Câmara passará por uma reviravolta e complica ainda mais a base do prefeito Valmir Mariano.

Quem dá tchau?


Na sessão de hoje, um oficial de justiça deverá comunicar ao presidente da Câmara a decisão do juiz Líbio Moura e os suplentes desocuparão seus gabinetes para dar lugar aos verdadeiros donos das cadeiras. Será um "tchau queridas" com direito a torcida organizada, pois os suplentes tiveram a capacidade de desagradar mais do que os titulares.

Em plena campanha eleitoral, desocupam as cadeiras os suplentes Zacarias Assunção (PSDB), Joelma Leite (PSD) e Lidemir Alves (PR). Lembrando que todos são candidatos da base governista e, fora dos cargos a reeleição ficará mais difícil.

Dr. Líbio cumpriu seu papel


Apesar do sentimento negativo que é expressado nas redes sociais, o juiz Líbio Moura conseguiu fazer bem o seu papel e deu um choque político no poder de Parauapebas, coisa que era impensável há um ano atrás. O povo esperava uma decisão no estilo "os vingadores". Pelas manifestações nas redes sociais, esperavam que todos os vereadores saíssem do fórum algemados. Calma! As coisas não são bem assim. Só o fato de alguns terem sido presos e agora passarem um dia todo sentados diante do juiz, já é um grande avanço no nosso falido sistema. A verdadeira justiça deveria ser feita pelos eleitores nas urnas, coisa que a maioria vem abrindo mão por uns trocados ou por promessas vãs. 

Os demais vereadores e outros envolvidos no processo da "Operação Filisteu" continuam respondendo processo e poderão ser levados a julgamento em breve.

Enquanto o Líbio está promovendo a justiça aqui em Parauapebas, lá no Tribunal em Belém, parece que os desembargadores botaram uma pata de elefante no processo que investiga o prefeito Valmir Mariano. Não adiantou nem o procurador Nelson Medrado espernear. Trancou o processo (que envolveria também o governador Jatene) e não se fala mais nisso. Nesse caso, tudo indica que a justiça será feita pelo povo no próximo 02 de outubro.

Outros vereadores poderão ser presos


Com os depoimentos colhidos ontem na audiência, ficou no ar uma forte expectativa que o Ministério Público peça a prisão de pelo menos dois vereadores. Vamos observar os movimentos e aguardar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

OPERAÇÃO FILISTEU - DELAÇÃO PREMIADA E PÂNICO NO LEGISLATIVO

Hoje (8) será um dia importante para o Poder Legislativo de Parauapebas. Daqui a pouco acontecerá no Fórum a audiência decisiva e o dr. Líbio Moura poderá decidir sobre a vida política dos vereadores afastados. A expectativa é de que pelo menos José Arenes (PT) retorne ao cargo, uma vez que a única acusação conhecida contra ele foi a posse ilegal de armas.

Esperança e medo


Enquanto os vereadores afastados nutrem esperança com a decisão do juiz, os atuais vereadores amanheceram em pânico. Os novatos estão com medo de perder o mandato no caso de algum afastado voltar. Os vereadores antigos estão em pânico por causa de uma tal delação premiada.

É que correu um boato de que a ex-vereadora Irmã Luzinete passou o domingo fazendo delação premiada e não deixou pedra sobre pedra. Comenta-se que ela abriu o coração e numa espécie de alívio de consciência, entregou tudo, tudo, deixando muita gente em polvorosa. Dizem que sua delação foi nitroglicerina pura e compromete TODOS os vereadores. Até agora, não se sabe se procede, mas vamos aguardar pra ver. 

Estamos atentos a audiência que acontecerá logo mais as 8 horas. Informaremos aqui o resultado. Aguardem! Muitas emoções estão previstas nessa semana que inicia quente, com ares de tempestade.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

MOMENTOS FINAIS - O DOCE VENENO DA ARANHA

(Parte Final)


A rotina na casa de Paulo seguiu com a mesma melancolia de sempre. A Tereza cada vez mais distante e mal humorada. O Paulo retribuindo ao seu desprezo, ficava cada vez mais distante e calado. Já não questionava nada, não reclamava de nada e tentava dar um ar de normalidade a vida. Só que agora, não parava de pensar em Martinha. Já fazia um tempão que ela não dava o ar da graça e parece que se desentendeu com Tereza. Antes, as duas se encontravam com frequência, falavam ao telefone o tempo todo, trocavam mensagens. Agora, Paulo percebia que algo tinha acontecido entre as duas. Numa tarde chegou a comentar com Tereza sobre o sumiço da amiga e ela respondeu de forma lacônica: “deve estar trabalhando muito”.

Era uma noite de quarta feira. Paulo ficou até mais tarde no seu escritório e nem percebeu que lá fora um aguaceiro desabava do céu. Olhou o relógio e percebeu que já ia dar 21 horas. Decidiu ir para casa, e quando saiu é que percebeu que chovia muito e as ruas estavam completamente alagadas. Despediu-se do porteiro do prédio e correu para seu veículo e nem ouviu quando o porteiro gritou: “cuidado seu Paulo, deu no rádio que tem muitas ruas alagadas”.

Ao tentar cruzar a avenida perimetral, notou que a água estava chegando ao capô do seu corsa. “Maldição, por que ainda não troquei esse carro baixo?” – lamentou ao ouvir o barulho de motor engasgado. Acelerou com força, mas não obteve resultado. De repente a água já estava entrando no veículo e percebeu que estava sendo levado pela enxurrada. Teve que abandonar o veículo no meio do temporal. Todo encharcado ficou na calçada observando a água levando o pequeno corsa como se fosse um barquinho que descia ao som dos gritos histéricos da multidão de desocupados que ficava nos beirais só para assistir aquele espetáculo. “Esse aí já era”, “dançou”, “virou lata-velha”. Paulo assistia aquele espetáculo dantesco estrelado pela natureza, impávido e com a calma de um monge. “Há de passar um conhecido para me dar uma carona”, - pensou confiante.

De repente, eis que surge um jeep branco e o motorista com ousadia, acelera na correnteza e o ronco do motor compete com os gritos dos desocupados. “Mais um para o Xico lata-velha”, “não vai conseguir”, “se ferrou”. Ali todos torciam a favor da catástrofe e jogavam toda a revolta por não conseguir ter um automóvel, nas costas dos motoristas desavisados. Paulo observava o jeep enfrentando a correnteza com destreza e perícia e silenciosamente vibrava com o sucesso do motorista: “isso, vai, vai, mais um pouco, yes...” O veículo tracionado venceu a correnteza que se formou na avenida, para a decepção dos expectadores. Estaciona próximo a calçada, toca a buzina duas vezes e o vidro do lado do motorista abaixa um pouco. Alguém no volante faz sinal para o Paulo se aproximar. “Não! Não acredito no que vejo. Hoje os anjos estão conspirando a meu favor”. 

No interior do jeep estava Martinha. Paulo deu um salto, enfrentou a torrente e alcançou o veículo. Estava todo molhado e hesitou um pouco antes de entrar. “Entre logo, senão eu desço e vou tomar banho de chuva com você” – gritou Martinha com um sorrisão generoso. Paulo entrou levando parte da água para o interior do veículo. 

- Hoje é meu dia de sorte. Perdi meu carro nessa correnteza, estou até a alma encharcado, mas só esse sorriso já valeu a pena, - falou Paulo enquanto se inclinava e dava um beijo na face de Martinha. Ela acelerou com força e saiu do meio daquela muvuca. 

- Então senhor super-homem, além da criptonita, chuva também tira seus superpoderes? – brincou Martinha bem humorada. 

- Não! Só mulheres excessivamente bonitas tem esse dom de me deixar vulnerável – respondeu Paulo enxugando o rosto com lenços de papel que Martinha lhe oferecera. 

- Que coincidência boa te encontrar aqui logo no meio desse temporal. Estava morrendo de saudade mas não me atrevi a ligar – disse Martinha jogando o cabelo cacheado para o lado. 

- Pois é. Você sumiu. O que houve? Brigou com a Tereza? – Indagou Paulo.

- Ah, deixa pra lá. Me diga onde quer ir que hoje serei sua motorista.

- Sério? Então me leve pra onde você quiser. – Arriscou Paulo com segundas intenções.

Martinha acelerou bruscamente seu jeep e virou à esquerda. Paulo percebeu que estava indo em direção a casa dela, mas não falou nada. Apenas se deixou levar. 

- Pronto, você falou que eu podia te levar para onde eu quisesse. Hoje estou precisando de companhia para um vinho e quebrar a solidão. Seja bem vindo a minha humilde residência – falou Martinha enquanto aguardava o portão elétrico que se abria lentamente.

Martinha mandou o Paulo tomar um banho e ofereceu-lhe uma camiseta sua. Quando ele saiu do banheiro, ficou parado e extasiado olhando aquela cena. Martinha estava derramando uma garrafa de vinho dentro de um decanter. Fazia bem devagar como se fosse um ritual sagrado. Sobre a mesa já haviam duas taças e uma travessa de frios com os queijos de sua preferência, além de outras guloseimas caprichosamente dispostos numa bandeja de vidro.

- Estou no paraíso? – indagou. 

- Muito cuidado super-homem. Você pode estar caindo na teia da aranha – brincou Martinha enquanto lhe entregava as taças vazias e apontava o decanter com o vinho em descanso.

Paulo abasteceu as duas taças e fez um brinde: 

- A nós! Que as coincidências da vida nos leve ao paraíso e que tenhamos sabedoria para decifrar os sinais da natureza.

-Hum! Gostei do meu filósofo – respondeu Martinha enquanto bebia devagar o vinho tinto como se fosse o néctar dos deuses.

Paulo ficou ali parado observando os seus lábios em contato com a taça de cristal solvendo o seu conteúdo de forma sensual. Nunca vira nada igual. A luz amarelada que crepitava da vela no centro da mesa emoldurava seu rosto, formando um quadro de beleza jamais pintado por nenhum artista. Como se estivesse em transe, não disse uma palavra. Num gesto de atrevimento que jamais imaginaria ter coragem, agarrou Martinha pela cintura e beijou-a ardentemente. Foi um beijo longo, quente, apaixonado e cheio de desejo. Martinha se entregava àquele momento como se já houvesse intimidade entre os dois. Um pequeno intervalo, olhos nos olhos como se não acreditassem no que acontecia. “Me belisca” – balbuciou Martinha. E voltaram a se beijar.

Paulo puxou Martinha contra o seu corpo com força selvagem e esmagou os seus lábios vermelhos como se estivesse sugando o néctar de uma doce fruta. Ela se contorcia de prazer e deixava escapulir leves gemidos como uma loba que se entrega após lutar contra uma armadilha. A pele branca do seu rosto estava cor de sangue, tamanha era a excitação, o que deixava Paulo ainda mais louco. Ele levanta-a com facilidade apesar de ser um pouco mais baixo que ela e coloca-a sobre a mesa. Arranca sua blusa de forma brusca, e como ela não estava usando sutiã, seus peitos saltam em sua cara como uma miragem impossível. “Como são lindos!” – exclama Paulo enquanto explora toda a região com sensualidade e atrevimento. Agora os gemidos são mais fortes e compete com o barulho da chuva que desaba lá fora. 

Martinha já está completamente nua. Se levanta da mesa, e com violência arranca a roupa de Paulo, deixando-o completamente nu. Comprime seu corpo branco contra o corpo moreno dele e vai beijando-o de cima para baixo até ficar de joelhos à sua frente. Seu cheiro lhe atrai ainda mais e os gemidos vão ficando incontroláveis. Ela agora implora desesperadamente: “quero você agora!”. 

A situação está completamente fora de controle. Os dois se entregam num frenético ritual de amor como ambos jamais haviam experimentado e assim ficam durante horas consumindo um ao outro como se não houvesse amanhã. 

- Meu Deus, como é que eu pude levar tanto tempo para descobrir como isso é bom! – exclamou Martinha enquanto se jogava junto com Paulo entre as almofadas do tapete da sala.

 E assim, ao final, completamente extasiados e esgotados, os dois ficaram agarrados até acalmar a respiração ofegante. "Você é uma mulher incrível" – sussurrou Paulo.

O relógio marcava 3 horas da madrugada. Paulo tinha que se apressar. Queria chamar um taxi, mas Martinha insistiu para deixá-lo em casa. 

- Imagine se eu vou deixar meu super-homem sair de taxi uma hora dessa! Tem certeza que não pode dormir aqui? 

- Absoluta! Sou um homem casado e fiel, lembra? – respondeu Paulo dando-lhe um beijo e arrastando-a para a garagem enquanto ajeitava os cabelos desgrenhados.

Paulo chegou em casa e entrou silenciosamente. Chegar tarde já não era mais problema nos últimos tempos. Entrou no quarto sem fazer barulho e no escuro encontrou a porta do banheiro onde se recompôs e se preparou para dormir. Por uma fresta de luz viu Tereza dormindo tranquilamente vestida com sua camisola amarela. Ficou por um instante olhando-a e pensou: “como é linda a minha Tereza!”.

FIM

PT E VALMIR: A ALIANÇA DO MAL

Nessa quinta-feira (4) a direção do Partido dos Trabalhadores de Parauapebas criou coragem e assumiu (a revelia dos filiados) aquilo que relutava em assumir publicamente: a aliança formal com o prefeito Valmir da Integral. Como dois amantes que mantém um perigoso e impensado caso extraconjugal, e de repente, já não tem como esconder. Tiveram que assumir diante de toda a sociedade a promíscua relação.

Essa aliança não foi surpresa. Eu mesmo já vinha anunciando isso há tempos nesse blog. O surpreendente foi a coragem, a falta de pudor de assumir isso publicamente, pois o combinado era para essa aliança ficar nos bastidores, por debaixo do pano. Mas o desespero foi tão grande diante do cenário político que resolveram assumir publicamente essa relação esquisita e nefasta.

Na verdade, essa aliança entre PT e Valmir já existia desde o início do mandato. Posso afirmar (como já demonstrei aqui) que os dois vereadores petistas foram os grandes responsáveis pelo desastre administrativo que Parauapebas vive. Nas diversas vezes que o Valmir correu o risco de ser cassado na Câmara, foi salvo pelos votos de Euzébio e Miquinha, que também impediram a instalação de CPI contra o prefeito. Portanto, a bancada petista é cúmplice da corrupção, e agora estão abraçados ao velho chefe.

Tiro no pé


Essa aliança foi um duplo tiro no pé para os dois lados. Por um lado o Valmir não confia no PT e já demonstrou isso por várias vezes. Um exemplo disso aconteceu em julho de 2014 quando negociou a SEMAS com um membro da bancada petista, e depois falou que só queria provar que todos são vendidos e gananciosos. Por outro lado, a direção petista fechou acordo com Valmir mas não tem o que entregar, pois os militantes e filiados rejeitam e repudiam essa aliança com veemência.

Portanto, essa aliança não acrescenta em nada para Valmir. Muito pelo contrário, agregará mais ainda rejeição a sua campanha. Para o PT de Parauapebas, significa a antecipação do seu epitáfio: “aqui jaz um partido que morreu abraçado com seu inimigo”.

Se o PT sobreviverá a esse golpe, só o tempo dirá. Mesmo com toda essa crise, ainda mantém uma militância fiel e aguerrida que não se dobra facilmente.

Marcelo Catalão foi o maior prejudicado


Os dirigentes petistas vinham flertando com Marcelo Catalão (DEM) e chegou até ser anunciado essa aliança. Catalão contava como certo esse apoio que seria uma forma de vingança contra Darci Lermen e já havia sido negociado.

Parece que o Valmir ofereceu mais e Catalão ficou a ver navios. Coisas da política.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS - O DOCE VENENO DA ARANHA (PARTE II)

Ontem resolvi me aventurar nesse estilo literário para quebrar um pouco o clima pesado da política, e fiquei surpreso com a repercussão. O blog bateu record de acesso, e percebo com felicidade que nem tudo na vida é política. Para quem não leu a primeira parte desse conto, clique aqui antes de continuar. Mas lembre-se: se você tem menos de 18 anos ou tem algum problema cardiológico, pare por aqui.

(Parte II)


...Numa noite de quinta-feira Tereza foi ao shopping e esqueceu o celular em casa. Paulo não resistiu e deu uma conferida. Não achou nada demais. Notara nos últimos dias que Tereza sempre apagava as mensagens. “Ela é muito esperta e não seria tão estúpida assim”. Enquanto lia na cama, escutou o aparelho vibrar. Viu uma mensagem no whatsapp de uma amiga conhecida e ficou intrigado com o seu teor. “Oi gata, estou morrendo de saudade. Não consigo parar de pensar em você. Te amo e te desejo ardentemente”

“Não é possível! A Martinha? Mas ela é nossa amiga e vive em nossa casa. Será?” – Pensou Paulo intrigado. Chegou a pensar que seria um homem e que a Tereza poderia estar usando o subterfúgio de colocar o nome da Martinha na agenda. Conferiu o numero do telefone e realmente batia com o numero da Martinha. “Puta que pariu. Estou perdendo minha mulher para outra mulher”. Paulo ficou angustiado com essa descoberta. Não sabia o que era pior: ser traído por um homem ou por uma mulher.

Martinha era uma dentista que frequentava a casa de Paulo há uns três anos. Era amiga intima e confidente de Tereza e mantinha uma relação reservada com Paulo a quem achava demasiadamente sério. Em alguns momentos, Paulo até desconfiou que a Martinha nutria um desejo por ele, pois sempre o olhava de forma estranha. Alta, cerca de 1,75, corpo esculpido, vaidosa a ponto de evitar o sol para manter sua pele branquinha. Era um branco diferente, não daquelas branquelas sem graça, mas tinha um brilho como se tivesse sempre bronzeada e não perdesse o tom. Uma coisa meio difícil de explicar. E para completar o conjunto da obra, ainda mantinha uma linda cabeleira de cor castanha, quase loiro e cacheados. Dizia que seus cabelos jamais veriam uma chapinha. E como se não bastasse era inteligente e descolada. Gostava de falar de política sem ser radical. Era amante de artes e história e conhecia música clássica como ninguém. Ah, já ia me esquecendo: ela também mandava bem no violão e no saxofone. Tudo isso fazia de Martinha uma mulher cobiçada e desejada por onze entre cada dez homens. E ela continuava solteira aos 32 anos. Falava sempre que ainda não havia achado sua cara-metade e não estava com pressa.

Paulo ficou digerindo aquela situação. Não estava preparado para essa nova realidade e sentia-se como se tivesse levado um soco no estômago. Já fazia um tempão que não bebia nada alcoólico, pois estava tentando parar como uma forma de reconquistar o amor de Tereza. Esse era um raro motivo dos seus desentendimentos desde a época da faculdade quando “metia o pé na jaca”. Resolveu beber algo para aliviar a pressão. Foi até o armário da cozinha e achou uma garrafa de whisky pela metade. Começou a tomar sem gelo como costumava fazer e tentou organizar os pensamentos. Agora a Martinha dominava suas lembranças. Lembrou do dia em que a vira completamente nua no banheiro de sua casa. Eles saíram de uma festa de formatura de madrugada e Tereza a convidou para dormir em sua casa para não ter que leva-la no outro lado da cidade. Enquanto Tereza tomava banho, Paulo foi ao banheiro do térreo da casa e ao abrir a porta, lá estava Martinha do jeito que viera ao mundo. “Perdão, não sabia que estava aí”, - falou Paulo encabulado. “Ah, eu é quem peço desculpas por não ter trancado a porta”, - respondeu Martinha despreocupada. Agora ele não conseguia parar de pensar nela enquanto esvaziava a garrafa de Whisky.

Paulo saiu dos seus devaneios com o barulho do carro de Tereza entrando na garagem. Se recompôs, não podia dar bandeira. Por enquanto ia fingir que de nada sabia até saber como lidar com essa realidade. Tereza entrou, recriminou o marido por estar bebendo e subiu para o quarto. 

Numa noite de sexta-feira, Martinha apareceu na casa de Paulo. Havia combinado com Tereza de saírem juntas para “botar o papo em dia”. Paulo atendeu a porta e recebeu-a com um afetuoso abraço e comentou: “nossa, como você está linda!”. “O quê? Não acredito. Estou ouvindo um elogio do super-homem do coração gelado?” – respondeu Martinha encabulada. “Pois é. Você conseguiu até derreter o gelo. Se eu não fosse casado e fiel, te pegaria de jeito. Sente, a Tereza ainda está no banho”, - falou Paulo num tom galanteador. Martinha estava vestida com um vestido preto com um decote meio atrevido, com uma parte do busto tão transparente que quase dava para ver seus peitos. Ela percebeu que Paulo estava olhando e num instinto automático cruzou os braços encabulada. Ficaram ali conversando um tempão até que Tereza descesse do quarto. 

- Posso saber o que você tanto conversa com meu marido sua perua? – falou Tereza enquanto dava dois beijinhos em Martinha.

 - Estávamos aqui preparando a revolução comunista, brincou Martinha. 

- Vamos ao restaurante Dom Marine comer algo, não quer vir conosco? – perguntou Tereza de bom humor. 

- Acho que não. Iria atrapalhar o papo das cinderelas – respondeu Paulo. 

- Ah, vamos vai! Não vai atrapalhar nada, e você sempre é uma boa companhia – implorou Martinha puxando Paulo pelo braço. 

- Tá bom. Vamos nessa!”

Saíram os três no carro de Martinha para o restaurante. Paulo se animou e pediu uma garrafa de vinho. Como Tereza não bebia, a Martinha o acompanhou. A conversa rolou solta e animada. Num determinado momento, Paulo se levantou para ir ao banheiro e na volta ficou de longe por um instante observando como as duas conversavam. Havia cumplicidade e um brilho no olhar peculiar aos amantes. Notou que as duas entrelaçavam as mãos sobre a mesa enquanto suas pernas se tocavam sob a toalha. Aproximou e disse:

- Vocês estão parecendo um casal apaixonado. Admiro sinceramente essa amizade. Dá para notar que há amor. 

- Ham! Como assim? Acho que você bebeu demais – balbuciou Tereza encabulada.

 - Tá com ciúme seu bobo? – brincou Martinha com uma piscadela.

 - Eu, ciúmes? Se eu tiver que perder minha mulher, que seja para outra mulher linda – respondeu Paulo encorajado pelo efeito etílico. 

- Vamos mudar o rumo dessa prosa sem graça – recriminou Tereza. 

- Desencana amiga. Cadê seu senso de humor? Paulo, Paulo, sempre colocando a gente pra cima. Obrigada pelo elogio! – respondeu Martinha com um iluminado sorriso.

A conversa ficou mais animada. Martinha pediu uma segunda garrafa de vinho sob os protestos de Tereza. Enfim, aquela noite foi especial para os dois que passaram a trocar olhares lascivos. Enquanto Tereza foi ao banheiro, a Martinha disparou: 

- O que você faria se descobrisse que sua mulher estava tendo um caso com outra? 

- Se a outra fosse você eu me faria de recheio de sanduíche e curtiria a beça – respondeu Paulo com os olhos fixos nos olhos dela que brilhavam como dois faróis. Ela levou a taça de vinho à boca e esvaziou num só gole. “Que loucura!” – balbuciou com a voz embargada enquanto acariciava as mãos de Paulo. O clima foi interrompido por Tereza que se aproximou visivelmente de mau humor e ordenou: 

- Vamos pedir a conta. Por hoje já deu.

No caminho de volta pra casa, Tereza dirigiu, pois os dois tinham tomado bastante vinho. Todo o percurso foi feito sob um silêncio sepulcral. Chegando em casa, Paulo subiu para o quarto e as duas ficaram na sala conversando por cerca de uma hora. “Queria ser uma mosquinha para escutar o que essas duas conversam. Aposto que estão fazendo uma DR” – pensou Paulo. Nessa noite Paulo dormiu tranquilamente embalado pelo deus Baco e pelas lembranças da sua nova musa. Quando acordou no dia seguinte viu uma mensagem no seu celular: “obrigada pelo vinho e pela companhia. Pensei muito em você e estou confusa”.

Paulo leu e releu a mensagem por várias vezes. O que estaria acontecendo? Estava tudo muito confuso. Viu que Tereza já havia se levantado e saído de casa. Tomou um banho e enquanto estava em baixo do chuveiro tentava organizar seus pensamentos. Não parava de pensar em Martinha. Saiu do banheiro e olhou mais uma vez a mensagem no celular. Resolveu responder: “foi uma noite fantástica. O vinho, a conversa, seus olhos, sua boca... estava tudo perfeito! Também estou confuso, mas feliz”. Como resposta, Paulo recebeu a gravura de um cachorrinho segurando um coração palpitante e um monte de desenho de beijos. Sentiu seu coração pulsar forte dentro do peito e lembrou de sua adolescência. Há muito não tinha aquela sensação.

... (Continua amanhã, 6).

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O DOCE VENENO DA ARANHA

Leitura proibida para menores de 18 anos. Caso você se encaixe nessa faixa etária, não leia esse texto. Caso tenha problemas cardíacos, também não é recomendável a leitura. Grato!

Para quebrar um pouco esse clima sisudo que a nossa política nos impõe, ofereço aos meus leitores esse conto que destoa completamente da linha editorial desse blog. Essa é uma história de ficção e qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência.


By Luiz Vieira


Já eram 22h. Paulo estava deitado em sua cama com a Tv ligada, mas nem prestava atenção na programação. Ouvia o barulho da água caindo do chuveiro e sentia o cheiro gostoso do ambiente. Com os sentidos aguçados imaginava o sabonete deslizando devagar sobre as curvas do corpo de Tereza e chegou a sentir um arrepio. De repente, o barulho de água encerra. Contou cinco minutos e imaginou-a no ritual de passar creme no corpo. Um perfume gostoso e suave invadia todo o quarto deixando Paulo com a imaginação mais aguçada.

De repente, Paulo escuta o barulho da maçaneta. A porta do banheiro se abre e ele fica extasiado com o que vê. Já tinha visto aquela imagem tantas vezes, mas é como se fosse a primeira vez. Eis que surge Tereza completamente nua exibindo um corpo escultural e cheiroso. Seus seios firmes e volumosos pareciam apontar para o teto. Suas coxas torneadas eram uma combinação perfeita com uma bunda firme e arredondada que era um convite permanente para ser admirada. Como era bela Tereza!

Paulo estava tão extasiado com aquela visão que nem conseguiu responder a pergunta jocosa de Tereza: “O que foi, nunca viu uma mulher gostosa não?” Tereza se aproxima devagar com seu corpo molhado e lambuzado de creme e se joga sobre Paulo. Seus negros cabelos compridos molhados deslizando sobre seu corpo são como um bálsamo erótico. Maliciosamente ela vai deslizando seu corpo sobre o dele enquanto beija-o devagar. Paulo já não aguenta de tanto desejo e agarra sua linda Tereza. Os movimentos vão acelerando e os beijos lentos vão sendo substituídos por lambidas e mordidas. Num movimento brusco, Tereza arranca a cueca de Paulo e atira para longe. Ele agarra-a pelos cabelos e puxa com força de encontro ao seu corpo. Agora são apenas um, num movimento frenético cheio de volúpias, gemidos e palavrões. 

De repente, Paulo é arrancado do transe erótico com o brusco barulho da porta do banheiro se abrindo. Abre os olhos e vê Tereza saindo do banho coberta com um roupão de banho e uma toalha enrolada na cabeça. Mesmo assim ainda era bela e cheirosa. Sente saudade do que agora era só pensamento, só devaneios. Já faziam uns dois anos que Tereza não era mais a mesma loba faminta que sempre fora na cama. Enquanto Paulo pensa nos bons tempos, observa o ritual de sua esposa que se prepara para dormir. Tereza caminha até o armário e pega o secador de cabelos. Fica na frente do espelho secando-os por uns dez minutos. Depois volta ao banheiro e fica escovando os fios devagar. Retorna ao quarto e vai para o guarda roupas. Sem deixar seu corpo a mostra como se quisesse esconder algo, veste uma calcinha grande cor bege que mais parece a calçola da vovó. “Que saudade daquela micro calcinha preta transparente com rendas”, - pensava Paulo. Em seguida veste uma camisola amarela que mais parece uma capa protetora de castidade. “Que horror!”. Em seguida, Tereza pega um livro, coloca seus óculos e fica na poltrona lendo por horas, talvez esperando o Paulo dormir para não ter nenhuma chance de ter que transar naquela noite. Paulo fecha os olhos e simula um leve ronco. Tereza apaga as luzes e se deita no lado extremo da cama virada de costas.

Com insônia, Paulo pensava nos tropeços do seu casamento nos últimos anos. Já estava casado há 20 anos com Tereza e sentia-se angustiado com os rumos que sua vida estava tomando. Seu casamento parecia o casamento ideal visto de fora e aparentavam sempre ser um casal feliz e bem sucedido. Mas a realidade era bem diferente.

Juntos, já haviam enfrentado muitas dificuldades e venceram todas. Construíram uma família sólida e tinham tudo para seguir em frente colhendo os frutos que haviam plantado. Tinham três filhos perfeitos e inteligentes, sempre viajavam de férias para os lugares mais inusitados no Brasil e no exterior, a empresa familiar estava em plena ascensão, e, assim aparentemente tudo ia as mil maravilhas. Exceto por um pequeno detalhe: Paulo se sentia cada vez mais solitário dentro de sua própria casa e percebia claramente que Tereza estava mudando. Nos últimos anos sua relação estava morna e esfriava cada vez mais. Tereza parecia cada vez mais irritada e angustiada. Os momentos de mau humor deixaram de ser coisa do período da TPM e passaram a dominar sua personalidade. Ela sempre reclamava de tudo e nada do que Paulo fizesse parecia ter importância ou agradava a ela. 

Tereza cultivava uma beleza natural aos 43 anos de idade. Seu corpo esbelto e sempre bem cuidado continuava atraindo a atenção de Paulo e era motivo de elogio constante. “Como é que alguém consegue ter um corpo desse depois de 3 filhos?” – indagava uma amiga. Era realmente um fenômeno da natureza, pois Tereza não era dada a excesso de vaidade, não era frequentadora de salões de beleza, tampouco frequentava academias. Mas toda essa beleza era ofuscada com aquele ar de tristeza e o mau humor constante. 

Paulo tentava desesperadamente descobrir o motivo dessa mudança de comportamento de Tereza. Já havia desistido de perguntar, pois sempre que fazia ela respondia de forma hostil. “Amor, o que está acontecendo com você? Fiz algo errado?” “Nada. Isso é coisa de sua cabeça. Estou bem”, - respondia de cara amarrada. “Alguma coisa errada com você?” “Não! Por que?” “Você está com uma cara estranha!”. “Essa é a única cara que tenho”, - respondia virando as costas e encerrando o diálogo.

Quando Paulo tentava uma conversa mais profunda ela dizia: “Já vem você de novo com essa “DR!”. E assim, Paulo decidiu não falar mais sobre o seu relacionamento. Optou por investigar silenciosamente. Será que Tereza estava tendo um caso? Será que não o amava mais? Passou a considerar todas as possibilidades. 

Paulo pensou em várias alternativas. Pensou em se separar, mas desistiu. Amava muito a Tereza e não se imaginava vivendo sem sua família. Pensou em arrumar uma amante para compensar a falta de atenção em casa, mas também desistiu. Em tempos atrás, essa possibilidade até que seria viável, mas no momento, Paulo estava com o juízo no lugar e jamais conseguiria levar esse plano adiante. A única alternativa no momento era se manter afastado de Tereza. Passou a retribuir sua falta de afeto e seu distanciamento. Mas estava sendo uma barra difícil de suportar. Sentia-se cada vez mais isolado, desestimulado e solitário. Sua casa passou a ser um lugar enfadonho, triste e insuportável, de maneira que ele passou a frequentar mais as casas dos amigos, os bares, a viajar mais, e até a ficar circulando pela cidade por horas antes de voltar pra casa. 

Em casa Tereza mantinha a rotina. Continuava sendo uma mulher cuidadosa, uma supermãe, muito organizada e não descuidava da atenção com o marido. Nisso, Paulo não tinha do que reclamar, pois até sua comida preferida ela preparava. Mas isso não bastava. Queria algo mais. Queria uma mulher que lhe desejasse ardentemente como outrora; queria uma mulher apaixonada, voraz e que lhe comesse com os olhos. Queria amor com volúpia, com desejo, com paixão. Definitivamente, não queria mais aquele sexo mecânico e frio com Tereza. Era realmente broxante.

... (Continua amanhã, 4).

O JOGO SUJO E O DESESPERO DO PODER - ELEIÇÕES 2016

Começou a eleição mais suja da história de Parauapebas


Na próxima sexta-feira (5) os principais partidos farão suas convenções para definir oficialmente os candidatos a prefeito e vereadores de Parauapebas. O calendário eleitoral ainda nem começou e já virou caso de polícia. Na sexta-feira (29/07) a Polícia Civil numa ação conjunta com o Ministério Público e o Cartório Eleitoral realizaram uma operação que culminou com a apreensão de grande quantidade de material difamatório contra os candidatos Darci (PMDB) e Catalão (DEM) na Artes Gráfica, de propriedade de Welbert de Aguiar, que fica no Bairro da Paz. Também foram apreendidos três computadores e o proprietário da gráfica juntamente com funcionários foram conduzidos à delegacia para prestarem depoimentos.

Já na terça-feira (2), dois comitês do PSD (partido do prefeito Valmir Mariano) sofreram intervenção policial onde oito computadores foram apreendidos, além de anotações de fakes criados para denegrirem principalmente a imagem do candidato Darci José Lermen.

Infelizmente, essas eleições já viraram caso de polícia mesmo antes de começar e esses fatos indicam que teremos aqui um pleito eleitoral muito perigoso que poderá fugir do controle das autoridades.

O vale-tudo


Um grupo de fakes que, segundo um informante foi criado sob orientação de um membro do primeiro escalão da prefeitura já está atuando agressivamente nas redes sociais espalhando mentiras, ameaças, intimidações e difamações ao candidato Darci Lermen que aparece na dianteira das pesquisas. "A ordem é apelar de todas as formas e atingir também pessoas próximas ao candidato. Até mesmo a vida pessoal, a honra, a família é para ser detonada", delata um colaborador que é servidor público.

Uma foto que circulou nas redes sociais e que já está sendo investigada, demonstra o nível dos que patrocinam esse tipo de política suja e desesperada. A tal foto mostrava a imagem do Darci associada a uma frase desafiando Deus. A ética, o respeito, a dignidade e, principalmente o temor a Deus ficam no lixo. Aqui, o que vale é tentar a qualquer custo atingir o adversário. Um dos candidatos está tão desesperado com a possibilidade cada vez mais crescente de perder a eleição, que está transformando essa eleição num jogo sujo e perigoso. Pela índole já comprovada desse grupo, é bom que o juiz eleitoral convoque a Força Nacional imediatamente, senão, teremos sangue derramado. Eles já deram uma mostra do que são capazes.

Darci repudia ataque de Fake

Na sua página do Facebook, o candidato Darci Lermen divulga texto com repúdio a essa prática criminosa. Leia na íntegra:


"Repudio com veemência a falsa frase vinculada a minha imagem hoje, na qual não possui qualquer fundamento. Esclareço que todas as plenárias realizadas na comunidades são gravadas e arquivadas para nossa segurança em caso de distorções como estas. Ademais, a capacidade, o respeito, seriedade e minha fé, são reconhecidas por todas as religiões.
Os 10 Mandamentos jamais podem ser mudados. E eu como homem temente a Deus, tenho consciência disso e procuro cumpri-los. Mas, apesar disso, hoje senti na pele o quanto violar um deles causa dor, indignação as pessoas, gera exatamente o que Deus mais condena: a divisão, a contenda, o jogo baixo de quem não sabe lidar com o bem. Fui injustamente acusado de desafiar Deus. Colocaram uma fotografia com uma frase que eu jamais diria. Quem me conhece sabe disso. Quem tentou me atingir, demonstrou não ter por Deus e por sua palavra, a Biblia, nenhum respeito ou obediência. Afinal, o Nono Mandamento fala para não dizer falso testemunho contra o próximo. Portanto, isso deixa claro o desespero de quem não sabe usar a verdade como arma. Em toda a minha trajetória, pessoas de diferentes religiões me acompanham, numa demonstração do respeito que tenho a fé de cada um.
Estou tomando as providências jurídicas cabíveis, mas a maior justiça vem de Deus!"








terça-feira, 2 de agosto de 2016

POLÍTICA SUJA

Amanhã, farei uma breve e picante análise sobre o pleito eleitoral de 2016. Vale a pena conferir. E por falar em picante, me atreverei a publicar aqui um conto erótico proibido para menores de 18 anos.

Aguardem! Você vai se surpreender.

VEREADORES GOVERNISTAS MOSTRAM FIDELIDADE À CORRUPÇÃO E AO CAOS

A primeira sessão do mês de agosto começou sem nenhuma novidade. Os vereadores da base do prefeito Valmir, confiando plenamente na impunidade e aproveitando da falta de interesse do povo, bem como da desarticulação da oposição, construíram uma barreira para brindar o velho e cansado prefeito. É óbvio que o papel primordial do vereador é fiscalizar o governo municipal em qualquer parte do mundo, menos aqui. Seria óbvio que qualquer vereador solicitasse  e fosse aprovado esclarecimento sobre a aplicação de recursos públicos, menos na capital do minério. Na cara dura, os governistas usam e abusam do regimento para proteger e esconder as falcatruas que fazem com o dinheiro público.

O vereador Massud entrou com três requerimentos com o seguinte teor: 


  • Requerimento 081/2016 pediu ao prefeito Valmir Mariano e ao secretário de Urbanismo, Augusto Marques, cópias de todos os contratos e medições da empresa Geotop (aquela que foi alvo de investigação recente da Polícia Federal); dos contratos e medições da empresa Quebec, cujo objeto é a execução da obra de readequação e operação do aterro sanitário; dos contratos de locação de caminhões para coleta de resíduos; da decoração natalina e iluminação pública.


  • Requerimento número 082/2016 onde solicita ao prefeito e ao secretário de Produção Rural, cópias autenticadas do convênio firmado entre a prefeitura e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Parauapebas.


  • Requerimento 085/2016 pedindo ao secretário de Obras Plácido Alves, cópias de todos os contratos e medições referente ao serviço de pavimentação asfáltica e tapa buracos da empresa JM Terrraplanagem e Construções Ltda.
Se não houvesse nada a esconder, tais requerimentos nem precisariam passar pela Câmara. Bastaria o vereador solicitar aos titulares das pastas e seria imediatamente atendido. Afinal, o vereador é uma autoridade que teria trânsito livre nas fontes de informações dos órgãos públicos. Mas aqui, o buraco é mais embaixo. Vocês não vão acreditar, mas o vereador Bruno Soares - líder do governo - ordenou aos seus pares que votassem contra os requerimentos, argumentando que isso causaria instabilidade na administração pública devido ao período eleitoral. E o pior é que todos obedeceram e, votaram contra. Acreditam nisso? Mas é a mais pura verdade. Só esse fato, por si só já desmoraliza todo o poder legislativo e mereceria uma investigação do Judiciário.

O vereador Massud prometeu recorrer ao Ministério Público para obter tais informações. Eu aconselho ao vereador a tomar muito cuidado. Lembra do que aconteceu quando um grupo de vereadores tentou investigar o prefeito? Vá com calma vereador!

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM - PREFEITO VALMIR MARIANO IGNORA SOLENEMENTE OS VEREADORES DE PARAUAPEBAS

Ontem, (1/8) aconteceu a enfadonha sessão solene que marca o início do fim - início do último período da legislatura atual. Como todos são candidatos a reeleição, praticamente o ano acabou para eles, pois daqui para frente será só política e tentativa desesperada de conquistar os votos dos desavisados para permanecerem no poder no "Pântano Azul". Como venho falando, essa foi a pior legislatura de todos os tempos e, seria bom que o povo de Parauapebas colocassem esses vereadores na vala do esquecimento para sempre. Com exceção de uns dois, o que vimos foi um bom exemplo do que não deve ser feito no legislativo.

Como já era de se esperar, o prefeito Valmir não compareceu e nem mandou um representante. Além disso, proibiu seus secretários, assessores e apadrinhados de botar os pés na câmara na sessão solene. Para se ter ideia, nem mesmo o vereador Bruno Soares que é líder do governo compareceu. Além do Bruno, Maridé e João do Feijão também resolveram prolongar as férias. 

A ausência que mais fez falta foi a do povo. Já se foi o tempo onde a população comparecia para prestigiar os vereadores a cada período de retorno. Atualmente, a moral dos edis anda tão baixa que o povo não perde mais tempo e não comparece. Assim foi a sessão solene que marca o início do fim: ausência do governo, chororô estéril de vereadores e plenário vazio. Que fim lamentável para as autoridades que compõem a casa legislativa mais rica do Brasil.

Entre os que usaram a tribuna para discursar, houve até quem tivesse coragem de falar em defesa do governo Valmir Mariano. Os vereadores da oposição reclamaram, choraram, espernearam, mas não apresentaram nada de concreto. Também pudera! Depois que o promotor falou que existia um esquema de mensalão na Câmara de Parauapebas, todos ficaram com as barbas (e buços) de molho.

O vereador Charles que vem se destacando pela coerência e pela prática diferenciada, fez uma avaliação objetiva do seu trabalho nessa legislatura. Informou que apresentou 23 projetos de lei e que nove já estão em execução. "Esse é o papel do vereador, fiscalizar e legislar... Vou fazer o máximo para que mais projetos sejam aprovados". Também criticou com veemência a ausência do prefeito, o que caracterizou como falta de respeito.

O vereador Massud também foi consistente em suas críticas afirmando que "isso demonstra que ele (prefeito) não tem nenhum compromisso e tenta passar um rolo compressor nesta casa". Afirmou ainda que por onde passa, nota que as pessoas não querem mais esse governo. 

No mais, a sessão não teve nenhuma novidade, e poderia ser comparada a um conto de fadas de um país distante na Idade Média. Uma legislatura que começou com perspectivas de ser a mais marcante, termina de forma enfadonha, tendo como principal acontecimento as prisões, afastamentos de vereadores e denúncias de toda espécie. 

Vamos torcer para que o povo tenha mais sabedoria para escolher os próximos vereadores. Parauapebas agradece.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A gosto de Deus

Enfim, é agosto! Aqui começa a maior disputa eleitoral de todos os tempos em Parauapebas, e também a primeira após a mini-reforma eleitoral. Assim, teremos o período eleitoral mais curto da história: no lugar dos 90 dias, teremos 45 dias. Nossos ouvidos agradecem.
Hoje também é dia de volta às aulas para os professores, uma vez que os alunos só retornarão amanhã (2). A esses guerreiros educadores, desejo sorte e muita energia para vencer os desafios. Aos estudantes, desejo sabedoria para compreender que só existe um caminho seguro para o sucesso: honrar e valorizar seus professores. Mas isso é só para um pequeno e seletivo grupo privilegiado que deu sorte de nascer no seio de uma família que sabe valorizar de verdade a educação e transmite valores aos filhos. Lamentável, mas esse grupo está cada vez menor.
E em agosto teremos também as olimpíadas do Rio de Janeiro. Estamos na torcida para que a abertura seja digna do Brasil, e não aquele fiasco ridículo da abertura da copa onde a Claudia Leite pagou mico vestida de "galinha pintadinha". E vamos que vamos. Deixemos os maus fluídos e as más energias para trás e vamos fazer com que agosto seja cheio de boas vibrações. No mais, só faltam cinco meses para nossa cidade respirar novos ares, sem a cortina de fumaça que têm embaçado nossos sonhos.

Só para os curiosos

Você sabe porque o mês de agosto é considerado o mês do azar e o mês do cachorro louco? Confira aqui: 
Com certeza você já ouviu falar que o mês de agosto é chamado de “Mês do Cachorro Louco, não é mesmo? Mas você sabe o motivo para esse apelido tão carinhoso para o mês que acabou de começar?
Existem diversas crenças e também variados acontecimentos históricos que podem nos levar a diferentes explicações. Por exemplo, a Primeira Guerra Mundial começou no dia 1º de agosto de 1914 e as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram atacadas pelos norte-americanos com bombas atômicas nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, o que resultou na morte de mais de 200 mil pessoas no fim da 2ª Guerra Mundial. Sem falar que em 2 de agosto de 1934 Adolf Hitler se torna o führer (Líder ou Chefe de Estado) da Alemanha.
Agora, outra interpretação que faz muito sentido é que no mês de agosto a concentração de cadelas no cio aumenta bastante devido às condições climáticas. E quando as cadelas estão no período fértil, os cachorros ficam loucos (mesmo!) e brigam para conquistar a fêmea.
Essa luta feroz entre os machos em busca da fêmea faz com que a raiva, doença transmitida pela saliva bicho, se espalhe mais. Os animais que estão infectados pela raiva babam muito e ficam com aparência de “loucos”, daí a expressão “Cachorro Louco”.
Há quem diga ainda que o mês de agosto é dotado de muita energia negativa, e por isso é o mês do desgosto e do azar. Um mês carregado de superstição e magia. Podemos lembrar mais alguns fatos históricos que podem comprovar essa crendice, como o suicídio cometido por Getúlio Vargas no dia 24 de agosto de 1954, a construção do Muro de Berlim, que dividiu a Alemanha em duas partes, começou no dia 13 de agosto de 1961, no dia 12 de agosto de 1968 os católicos e protestantes da Irlanda do Nortecomeçaram a se matar, mas “tudo em nome de Deus” e também a morte de Juscelino Kubitscheck em um acidente de carro no dia 22 de agosto de 1976.
Além dessas curiosidades negativas, existem outras interessantes e bem bacanas de se saber.  O nome do mês, agosto (do latim,Augustus), foi uma homenagem que o imperador César Augusto fez a si mesmo, modesto ele, não?
Enquanto no mês de agosto as mulheres portuguesas evitavam se casar porque essa era a época em que os navios de expedição saíam para explorar novas terras, e junto com eles os maridos das moças, na Alemanha ele é considerado o mês das noivas!
Para finalizar, uma superstição meio nojenta dos nossos “hermanos” argentinos. Na Argentina existe uma crendice popular que diz que lavar a cabeça no mês de agosto não é aconselhável, e a pessoa que lava os cabelos durante mês está atraindo a morte!
Fonte: Portal Vírgula