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quarta-feira, 22 de abril de 2015

O MISTERIOSO MUNDO DOS MAIAS - MISSÃO MÉXICO

Eleita recentemente uma das novas sete maravilhas do mundo, a pirâmide Kulkucan é um verdadeiro tesouro arqueológico que revela mistérios e segredos da civilização maia. Estudos indicam que esse povo habitou a região que hoje inclui a península de Yucatán, um pedaço do Estado de Chiapas, no México, e partes de Belize, Guatemala e Honduras, uma área equivalente ao tamanho do Estado do Maranhão. Há indícios arqueológicos sobre sua existência desde 1.000 a. C. mas o auge de sua civilização deu-se aproximadamente entre os anos 250 a 900 d. C.

Quem vai ao México atualmente, antes de desfrutar das maravilhosas praias paradisíacas de Cancún, tem que antes, tomar um banho de cultura e história em Chichen Itza, a antiga cidade maia mais famosa da Península de Yucantan. Além da famosa pirâmide de Kulkucan, o visitante encontrará no interior da zona arqueológica o Templo dos Guerreiros, o Observatório, o templo das mil colunas, o Templo do Jaguar e o "Canote Sagrado", onde foram encontrados muitos objetos de cerâmica e pedras preciosas e também esqueletos humanos que eram sacrificados em oferendas ao deus Chac.
Templo das mil colunas

O visitante fica deslumbrado com tamanha sabedoria e conhecimentos daquele povo que vivia em condições tão rudimentares. A evolução era tamanha que chegou-se a acreditar que se tratavam de seres extra-terrestres. 

Astronomia e calendário


Para se ter uma ideia da sabedoria desenvolvida por esse povo, basta observar como eles calculavam o ciclo solar. Sem nenhuma tecnologia, os maias conheciam profundamente os ciclos do Sol, da Lua e de Vênus. Com esse conhecimento, desenvolveram um calendário onde calcularam o ciclo solar em 365,2420 dias. Há pouco tempo, os cientistas constataram, usando poderosos computadores e equipamentos de alta tecnologia que o ano solar é de 365,2422 dias. Uma exatidão impressionante. A pirâmide Kulkukan (homenagem ao deus kulkucan ou serpente emplumada) com seus degraus e formatos representa com exatidão esse ciclo solar. O alinhamento da construção da pirâmide permite observar diversos fenômenos de luz e sombra, os quais ocorrem cada ano no seu próprio corpo durante os equinócios e solstícios. Assim, as grandes esculturas de serpentes emplumadas, que guarnecem a escadaria Norte, devido à forma como as suas sombras se projetam, parecem mover-se durante os equinócios da primavera e do outono.

Alfabeto Maia


Outra grande contribuição para a humanidade deixada pelos maias foi o alfabeto. Com uma escrita altamente complexa, também conhecida como hieróglifos maias, utilizava logogramas complementados por um conjunto de glifos silábicos com função semelhante a atual escrita japonesa. Atualmente o sistema binário utilizado na computação digital é semelhante ao que os Maias usavam em sua escrita dos números.

Destruição do Império Maia


Por volta do ano 900 a civilização Maia sofreu um colapso total. Alguns historiadores atribuem sua extinção a fenômenos climáticos e até a disputas internas. Como viviam numa área inóspita e dependiam da agricultura, as mudanças climáticas teriam contribuído com o deslocamento de grandes massas populacionais e até com crises internas.

O fato é que o que causou a extinção daquela civilização foi a colonização dos espanhóis que de forma violenta e brutal se apoderaram de suas terras, eliminando literalmente a população. Por outro lado, a intolerância religiosa dos colonizadores varreram da face da terra importantes documentos e vestígios culturais daquele povo. Sabe-se que atualmente só existem três manuscritos atribuídos aos maias. 

A atual zona arqueológica de Chichen Itza, onde se localiza a famosa pirâmide, é o que sobrou e está resistindo ao tempo. É uma inesgotável fonte de conhecimento que testemunha sobre as riquezas e os mistérios da civilização Maia. Para quem gosta de História como eu, vale a pena se sacrificar e dar um pulo no México para sentir de perto as vibrações positivas desse inesgotável tesouro e se embriagar de conhecimentos. Tenho certeza que você voltará outra pessoa. Ah! E não custa caro. Sai mais barato do que viajar para Fortaleza.


Depois de um banho de História, você pode se dirigir a Cancún que fica a 200 Km de Chichen Itza e tomar um banho nas águas do mar do Caribe mexicano.


Um comentário:

  1. Legal essa história Luiz. Fiquei curiosa. E a tequila< experimentou?

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