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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

2015 ESTÁ ACABANDO

O Blog anda meio devagar nessa reta final. Tenho recebido muitas mensagens cobrando mais postagens e, até fico orgulhoso com isso. É que iniciei um novo projeto onde estou colocando toda minha energia criadora. Estou preparando o segundo livro com a história das minha aventuras no Caminho de Santiago. 

Mas fiquem tranquilos. Não vou abandonar os leitores desse blog que já se tornou uma referência em Parauapebas. É claro que ficarei um tempinho meio a "fogo médio" como dizem nas usinas de açúcar, mas manterei os leitores informados e, priorizarei os textos dos amigos na coluna do leitor. Portanto, se você quiser virar um escritor de sucesso, é só mandar seu texto para o blogger através do e-mail luizvieira2006@yahoo.com.br e avise pelo zap 991754173.

Para homenagear os leitores, farei uma retrospectiva 2015 em três partes. Nessa segunda-feira (21), apreciem a primeira parte. Escolherei os textos mais significativos e mais acessados em 2015 para refrescar nossa memória e começar 2016 com muita energia. Aceitamos sugestões dos leitores.

Feliz retrospectiva! 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O TERCEIRO CÃO

(POR QUE POLÍTICOS QUE NÃO PRESTAM RECEBEM TANTO APOIO?) (ou POR QUE CERTAS PESSOAS, JORNALISTAS, EMPRESÁRIOS, BLOGUEIROS ETC. AGEM COMO CACHORROS?)

Um texto que indico aos meus leitores com muito prazer. (Luiz Vieira)

"Os pequeno têm dificuldade de reconhecer os pequenos -- porque não se aceitam pequenos [...]. Mas o que certos pequenos têm de aprender é que, aproximando-se de ou defendendo um cachorro grande, não serão grande como ele..."


Por Edmilson Sanches, jornalista


Quando dois cachorros estão brigando e aparece um terceiro, sabe o que acontece? Este cachorro, o terceiro, vai ajudar o cão mais forte, aquele que, ao que parece, tem mais condições de ganhar a briga.

Ainda não li nada na Etologia sobre as razões desse comportamento (a Etologia estuda o comportamento dos animais irracionais). Mas não precisa ter consciência -- basta instinto – para ver qual é a lógica da atitude. Ao juntar-se ao mais forte para estraçalhar o mais fraco, o terceiro cão segue um instinto natural: estar bem com quem, aparentemente, o possa proteger. Repetindo: quando o terceiro cão ajuda o cachorro mais forte – e contribui para vencer o cão mais fraco --, este terceiro cão sente instintivamente que pode vir a ser beneficiado, pois torna-se amigo do mais forte e poderá receber, quiçá, posterior retribuição (inclusive proteção).

A Ciência já comprovou que, geneticamente, o ser humano é praticamente igual ao chimpanzé e muito semelhante ao camundongo. Se no plano físico é assim, quão idêntico no campo moral o homem se assemelharia ao animal?

Em época de eleições podem-se ver sinais do comportamento interesseiro do bicho-homem; comportamentos iguaizinhos aos sinais que já se confirmam no bicho-animal. De repente, como se fosse o bicho-cigarra, que só dá as caras de 17 em 17 anos, surge candidato tipo cachorro grande, briga com um ou outro cão menor e, em seu favor, já surge uma matilha de cães intere$ados em ajudá-lo. Nessa matilha, bichos profissionais de diversa estirpe.

É reprovável o comportamento? No campo moral, na filigrana ética, sim. Mas quem está ligando para moral e ética em tempos eleitorais? O que interessa à matilha que se encosta no cão maior é defender não propriamente o cãozarrão, mas a si mesma, matilha de cães, como natural lei da selva -- onde sobreviver interessa mais que conviver. Se o cão grande ganha a eleição, a matilha mostra que esteve/estava ao lado dele, e cobra o apoio; se, por acaso, o grande cão não chega à vitória, não importa, a matilha já ganhou dele... enquanto pôde tirar dele.

É assim que a nave vai, esta nave humana que, mesmo decorridos milhões de anos, ainda é tão imperfeita -- por opção (e é isso que dói). Há a opção de se juntar aos fracos e oprimidos, mas, como são fracos e oprimidos, vêem no cão grande aquilo de que precisam para também se fortalecer nesta selva, ao menos por uns tempos.

Seria o hipocampo o culpado desse comportamento? O hipocampo é uma das estruturas do cérebro mais antigas, em termos de evolução. Ele é o arquivo, a memória não apenas de um ser humano, mas da humanidade, da raça toda dentro de um único ser. O que os seres humanos passaram ao longo das centenas de séculos, dos tempos primitivos à contemporaneidade, está de alguma forma depositado no hipocampo -- que de vez em quando faz uns “saques” desse depósito.

No hipocampo está o que temos de fera e anjo. De divindade e de diabólico. De altruísta e de egoísta. De ternos e de sádicos. Capazes do mais bravo ato de heroísmo, mas igualmente capazes dos mais sórdidos gestos de covardia.

Alojado ali no mais profundo do cérebro, o hipocampo costuma ditar o nosso comportamento apenas baseado nos instintos e nas emoções. Mesmo as funções de raciocínio e aprendizagem, próprias do córtex cerebral, têm de passar antes pelo crivo do hipocampo.

Daí, meus leitores, por esses rudimentos de Neurologia pré-eleitoral, o não se estranhar que apareçam, em favor de cachorros grandes, tantos espaços em mídia, que vão da notinha do jornal à proclamação desabrida em televisão. São pequenos emitindo sinais dúbios de aproximação aos grandes. Organizações comerciais, comunitárias e não-governamentais são usadas para dar a esses comportamentos o viés, o “ajeitamento” formal e legal (nunca ético nem moral).

Os pequenos têm dificuldade de reconhecer os pequenos -- porque não se aceitam pequenos, e podem ser capazes de atos ainda menores para deixarem de ser o que por enquanto são: pequenos. Mas o que certos pequenos têm de aprender é que, aproximando-se de ou defendendo um cachorro grande, não serão grande como ele. Como na história do sapo e do boi, não adianta beber água demais, que não ficará do tamanho do boi. Explodirá, com certeza explodirá.

Somos humanos. Somos (ou deveríamos ser) éticos, morais, culturais, espirituais. Se não fosse assim, Deus não precisava ter feito o humano -- bastava ter parado a Criação nos porcos. Nos camundongos. Nos chimpanzés. Nos cachorros.

Somos humanos. Precisamos deixar de agir como terceiros cães...


Edmilson Sanches

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

DISCURSO DE POSSE DE LUIZ VIEIRA NA ACADEMIA PARAUAPEBENSE DE LETRAS EM 12 DE DEZEMBRO DE 2015.

A pedido de alguns amigos, eis ai o meu discurso de posse na Academia Parauapebense de Letras no dia do meu aniversário. Foi uma festa linda!


Senhores e senhoras, boa noite.

Em nome do confrade Paulo Poeta quero cumprimentar todos os imortais dessa confraria. Em nome do meu pai Terêncio Americano Vieira, cumprimento todos os presentes.

Quero iniciar meu discurso com o mais nobre sentimento humano que é a gratidão. Em primeiro lugar, agradeço a Deus por ter me conduzido até aqui com segurança e discernimento; agradeço a minha família, o meu porto seguro, minha fortaleza; a meus filhos Lua e Leonardo que são a razão maior da minha existência; agradeço aos meus amigos que me dão força diariamente, que confiam em mim e me apoiam nas batalhas travadas no dia-a-dia; agradeço em especial a minha mãe Maria Reis Vieira – a dona Cota - (in memoriam) que me iniciou no mundo das letras ainda aos quatro anos de idade. Essa mulher guerreira que foi minha primeira professora, que no seu colo segurava minha mão para desenhar as primeiras letras, imprimiu para sempre em minha  vida sua personalidade forte e persistente. Enfim, agradeço a todos os que acreditam e compartilham dos meus sonhos, aos companheiros de jornada, de vitórias e infortúnios.  Cada conquista, cada tropeço, cada porta aberta ou fechada foram e serão importantes para nosso fortalecimento na jornada da vida.

Hoje é uma noite especial para meus amigos, para Parauapebas, e, especialmente para mim. Meus amigos testemunham minha posse como imortal na mais importante instituição de difusão da cultura e da literatura, que é a Academia de Letras. É um momento importante para Parauapebas, pois um município tão jovem, já tem a honra e o privilégio de contar com uma Academia que foi fruto dos sonhos de um grupo de desbravadores que ousou a ultrapassar a barreira do possível.  Nesse momento histórico onde a academia com pouco mais de um ano de idade realiza sua primeira cerimônia de um membro efetivo, eleito pelos confrades que apreciaram criticamente a obra O escorpião e a borboleta, Parauapebas dá um salto gigantesco para o futuro. A Academia torna-se mais visível, não pela minha presença, mas porque ousa a se mostrar para a sociedade e dizer a que veio. Que esse ato seja um incentivo para outros escritores da nossa rica e fértil seara literária, que ousarão lançar suas obras e pleitear uma cadeira nessa confraria.

Mas o que é uma Academia de Letras e qual a importância para um município?  A Academia de Letras é a maior referência no mundo cultural e intelectual de uma cidade, de um estado, de uma nação.  Simboliza a alma, a identidade, o anseio de liberdade, a busca inesgotável na fonte do conhecimento e a evolução da espécie humana. Como disse o poeta, cantor e compositor Raimundo Fagner na sua bela canção Guerreiro Menino, “E sem o seu trabalho, o homem não tem honra...”,  eu diria que sem a cultura literária o povo não tem alma, não tem vida, torna-se apenas zumbis desfigurados. Assim, a Academia como difusora, como incentivadora, como propagadora das palavras escritas torna-se a legítima guardiã da alma da cidade.

A Academia de Letras como instituição iniciou na França no século XVII. Esse termo remonta a Academia de Platão na antiguidade grega onde o filósofo fundou sua escola nos jardins pertencentes ao herói grego Akademus – daí o nome Academia. Ali, buscava-se pela dialética socrática o saber pelo questionamento e pelo debate, ao contrário do saber mecânico baseado na repetição.  Essa tradição milenar rompeu barreiras e atravessou gerações até chegar aos nossos dias. Atualmente, as Academias de Letras espalhadas pelo mundo inteiro mantêm a tradição, a modernidade e, principalmente a capacidade de adaptação e evolução.  Nas Academias de Letras borbulha em toda a sua pujança o humanismo, revelando aspectos do sentido da vida, de significação do mundo.

Podemos afirmar com segurança que temos em nossas mãos a responsabilidade de sermos os guardiões, difusores, propagadores e incentivadores da palavra escrita, seja através da poesia, de contos, crônicas ou mesmo através de palavras soltas, mas que ganham significado de acordo com o solo que abriga. Nós que ousamos a escrever, somos a luz que irrompe a escuridão, somos o conforto dos desamparados, somos a fonte de quem tem sede, somos a segurança dos que buscam um porto, somos a civilização contra a barbárie. Mas também podemos ser a espada cortante, a bofetada, o desconcerto, o motivo da ira, a tempestade. Assim como o filósofo Sócrates incomodou os poderosos de Atenas com suas verdades desconcertantes, o escritor continua incomodando os tiranos que preferem uma sociedade apática e sem questionamentos às verdades prontas e acabadas.  Mesmo incomodando, mesmo sendo incompreendidos, mesmo sendo ignorados e por muitas vezes perseguidos, continuaremos falando, continuaremos escrevendo nossos versos, nossas angústias, nosso pensamento. “Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão. (Lucas 19, 40). Assim, continuaremos nossa missão profética de contribuir para um mundo melhor, com mais humanidade, mais tolerância e mais amor.

Somos imortais sim! Imortalizamos a partir do momento em que registramos nossos pensamentos através da escrita. Como registrado por João, Cap. 1, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus”. O Verbo escrito se torna a própria vida, a nossa essência.  Essa escrita no papel, publicada e difundida torna-se uma espécie de testamento, de um tijolo na construção do universo, de uma semente na eternidade. Já somos parte do universo! Somos os guardiões dessa tradição milenar e temos a responsabilidade de transmitir essa herança eterna às futuras gerações. Assim, não morreremos jamais, porque já estamos na história, independente do que venha acontecer com nossa matéria.

Sigamos o exemplo de Jesus, que mesmo não tendo publicado nem uma palavra, mesmo não tendo usado tinta e papel, deixou seus ensinamentos cravados no coração da humanidade. Há apenas um registro de Jesus escrevendo, e ele fez na areia com o próprio dedo no episódio da mulher adúltera (João 8, 1-11). Assim também, nós, membros da Academia Parauapebense de Letras, usaremos a tinta, o papel ou até mesmo o dedo para propagar nossos conhecimentos, mesmo que isso venha a incomodar os que se arvoram donos da verdade. Porém, temos que ter o cuidado com a nossa escrita. Devemos antes de escrever qualquer coisa, despirmos da vaidade, do sentimento de vingança, da negatividade. Que essa opalanta(*) seja o nosso manto da humildade e da sinceridade. Sabemos que as sementes lançadas através da nossa escrita nem sempre cairão em terrenos férteis. Aliás, quase sempre cairão em terrenos pedregosos e espinhosos. Mas não desistiremos jamais. Alguma semente haverá de florir mesmo no deserto árido.

Hoje tomo posse como membro efetivo eleito pelos meus pares onde ocuparei a cadeira numero 10. Assumo com muita responsabilidade, humildade e desprendimento e não pouparei esforços na missão de honrar e contribuir para elevar o nome da confraria no mais alto patamar. Escolho como patrono o escritor conterrâneo Jorge Amado que é um exemplo e um orgulho para a literatura brasileira e mundial. Jorge Amado que nasceu numa fazenda no município de Itabuna-BA no dia 10 de agosto de 1912 e aos 14 anos já começou a participar da vida literária em Salvador, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes. Trabalhou como repórter no diário da Bahia entre 1927 e 1929, época em que escreveu a Revista Literária “A Luva”.

Estreou na literatura em 1930 com a publicação da novela “Lenita”. Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1935, mas nunca exerceu a profissão de advogado, priorizando sua paixão pelas letras.

Devido ao exílio durante o regime getulista, Jorge Amado viajou pelo mundo e viveu na Argentina, no Uruguai e depois em Paris. Voltou para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial e trabalhou em vários jornais. Em 1945 foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro, por São Paulo, tendo participado da Assembleia Constituinte de 1946.

Em abril de 1961 Jorge Amado foi eleito para a cadeira número 23 da Academia Brasileira de Letras. Um humanista, um gênio, um articulador militante da cultura, um espírito revolucionário rebelde, Jorge Amado representa a essência do povo brasileiro. Suas principais obras foram: Mar Morto, Capitães de Areia, Terras Sem-Fim, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos milagres, além de contos, poesias, biografias, peças de teatro, histórias infantis e até um guia de viagem. Sua esposa e também escritora Zélia Gattai foi sua eterna companheira até a sua morte em 06 de agosto de 2001 próximo de completar 89 anos. A seu pedido, foi cremado, e as cinzas, colocadas ao pé de uma mangueira em sua casa.

Visitei a Casa de Jorge Amado que foi transformada em fundação, que fica no Pelourinho, em Salvador e ao respirar aquela atmosfera, ao tocar nos objetos de uso pessoal, ao sentir o cheiro de livros velhos, tive a certeza de que queria ser escritor. Assim, ouso a me inspirar nesse ícone, nesse gigante da literatura brasileira e mundial para dar os meus primeiros passos como escritor.

Finalizo agradecendo aos confrades que abriram as portas da Academia para eu iniciar minha carreira de imortal. Tenho o mais profundo respeito por cada um de vocês. Agradeço a todos os presentes que servem de testemunhas para esse meu momento ímpar e a todos os amigos pela força, pelas dicas, pelas críticas, pelos empurrões e, acima de tudo, por acreditarem em mim e em meu trabalho.


Muito obrigado!

*Opalanta - capa utilizada pelos membros da Academia exclusivamente nas cerimônias.

sábado, 12 de dezembro de 2015

FESTIVAL DAS FLORES NOS MOMENTOS FINAIS

Chega ao fim nesse domingo (13) o festival das flores de Parauapebas. O evento é organizado pela comunidade União dos Vegetais e já está na sua terceira edição com sucesso total.

Se você ainda não passou por lá, corra que ainda dá tempo. Instalada na Praça de Eventos na Cidade Nova, o festival conta com plantas ornamentais, frutíferas e ervas de variadas espécies, além de insumos. Mesmo para quem não é chegado em plantas, não tem como não se encantar com tanta beleza e exuberância da natureza num espaço que mais parece uma amostra do paraíso. E o melhor de tudo é que o preço está muito abaixo do mercado local.

Benefícios do hábito de cultivar flores


Para quem não descobriu os benefícios de cultivar um jardim, não sabe o que está perdendo. O contato com as plantas traz diversos benefícios, dos quais cito alguns: combate ao stress, mente mais criativa e arejada, zero depressão, maior produção de beta-endorfina, melhora no relacionamento social, valorização da natureza, entre outros benefícios.

Se mesmo assim, você ainda não se convenceu, vai aqui mais um benefício: quem gosta de plantas, quem cultiva um jardim, tem melhor desempenho sexual, se torna mais atraente e tem mais capacidade para se relacionar com pessoas. 

Então mexa-se. Aproveite os últimos dias do festival das flores e comece hoje mesmo a cultivar um pequeno jardim. O meu já foi revitalizado.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O GAECO E O CHEQUE DA VERGONHA

Para os incrédulos que acreditaram que a operação do GAECO (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) não daria em nada, eis uma prova de que os primeiros frutos da ação já estão aparecendo. Com as investigações e as prisões de vereadores, foi desmantelada uma quadrilha dentro da Câmara dos Vereadores que agia tranquilamente sem nenhum pudor. Toneladas de queijo, de frutas e de café eram usadas para desviar dinheiro que abastecia o mensalão dos vereadores. 

A devolução desse cheque falso de $4,2 milhões é um exemplo de que as coisas mudaram. Infelizmente, como muitos pensam, nossos vereadores não ficaram honestos, nem se converteram a bons cristãos por causa da vigilância do GAECO. Apenas ficaram mais cuidadosos e arranjaram um meio mais sofisticado de continuarem sobrevivendo de acordo com o modelo que o ex-vereador Odilon Rocha de Sanção declarou em rede nacional. Agora não tem mais essa de amadorismo do esquema do queijo. O esquema agora é mais sofisticado e foi arquitetado pelo chefe de gabinete. Dessa forma, nem o GAECO conseguirá descobrir e ainda posarão de heróis diante de parte da imprensa bem paga para propagar seus feitos.

A devolução desse cheque foi uma faca de dois gumes. Por um lado, foi um espetáculo bem encenado e divulgado com todas as pompas e circunstâncias e até gerou um efeito positivo. Até umas moças que andavam nas sessões berrando histericamente o adjetivo "ladrão" se referindo ao presidente da câmara e ao prefeito, agora é só elogio aos dois; por outro lado, como já havia falado aqui, a devolução de sobra do orçamento seria uma enrascada para o vereador Brás. Ao devolver essa tal sobra do orçamento, o vereador coloca em situação constrangedora os demais presidentes da câmara, pois todo mundo sabe que a câmara nunca gastou a dinheirama do orçamento. Então, por que os demais não devolveram? Onde ia parar esse dinheiro?

Flagrante delito


O vereador Brás anunciou em agosto que já tinha mais de 5 milhões em caixa para devolver à prefeitura e, pelas suas contas, esse valor chegaria a 7 milhões. Onde foi parar o restante?  Com um orçamento que ultrapassou os $40 milhões e sem nem uma grande despesa a não ser com os papais noéis requebrantes, era de se esperar que o Brás devolvesse uns $20 milhões. Mas devolveu apenas $4,2 milhões. E devolveu simbolicamente, num cheque de fantasia. 

Ficou claro e patente que o GAECO interferiu na rotina de nossa Casa de Leis. Agora, pelo circo que armaram, a população já está duvidando da seriedade dessa devolução. Já comenta-se pelos quatro cantos da cidade que foi tudo combinado com o palácio dos ventos. O dinheiro iria de faixada para ser "legalizado" e voltaria para os combatentes edis. Será que chegaram a esse ponto?

Acho que se realmente a devolução dessa sobra foi para valer, o presidente da câmara deveria mostrar apenas o comprovante do depósito na conta da prefeitura, e não um cheque falso como mostrou.

De qualquer maneira, quero aplaudir os meninos. Eles se superaram. Demonstraram muito mais "profissionalismo" do que os que foram presos e/ou afastados. Aplausos! 

COLUNA DO LEITOR - UM MENTECAPTO


Por Aderbal da Silva.

             Verdade seja dita: muita gente não sabe o que é mata ciliar; mas pior do que não saber é saber e não dar a ela a sua real importância. Vou tentar explicar de forma bem simples, tomando como exemplo o nosso próprio corpo.
             Sabem aqueles fios de cabelo que ficam na capela dos nossos olhos e que nós chamamos de pestanas? Pois bem, eles são os cílios e sevem para proteger nossos olhos das impurezas externas como poeira, fumaça e outras fagulhas – são o filtro dos nossos olhos. Entenderam? Então mata ciliar é aquela reserva natural que fica à beira dos rios, córregos, lagos e igarapés e serve para protegê-los do assoreamento natural, geralmente provocado pelas enxurradas. Daí a necessidade de manter e preservar a mata ciliar.
             À beira do Igarapé Ilha do Coco entre as ruas N e Rio de Janeiro há uma pequena mata ciliar que além de filtro está servindo a outros propósitos. Do seu lado, na Rua 19, está servindo de depósito de lixo doméstico jogado pelos próprios moradores desta rua, entulho de toda natureza inclusive lançado pela prefeitura, sanitário ao ar livre e despejo de esgoto doméstico (está explicado porque os populares apelidaram este igarapé de rio sebozim). O que ainda pode ser pior do que poluir a mata ciliar e consequentemente o rio?
             Outro dia flagrei um mentecapto (um bípede pior do que um quadrúpede), em plena luz do dia, destruindo parte desta mata, utilizando como instrumento um facão/terçado, cortando uma jovem árvore, provavelmente para fazer um cabo de enxada ou de foice. Tive vontade de reagir, pedindo-lhe para que não fizesse aquilo; mas tive certeza de que ele, na sua razão mentecapta utilizaria em mim o mesmo instrumento utilizado para destruir a matinha. Triste, fiquei impotente diante do que presenciei e apenas segui meu caminho.
             Penso que está passando da hora de a sociedade tomar uma atitude, já que os órgãos públicos em vez de cuidar estão contribuindo para a depredação do que ainda resta de natureza urbana.

             Pronto, falei.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A ERA DAS TREVAS

Em pleno século 21, vivemos literalmente na era das trevas em Parauapebas. E quando uso esse termo, faço em duplo sentido: trato da escuridão que tomou conta das nossas ruas, bem como das trevas que tomou conta da política de Parauapebas.

Cidade no escuro


Apesar de cada cidadão pagar uma salgada taxa de iluminação pública na conta de energia, e essa taxa ser repassada pontualmente a prefeitura, nossas ruas estão submersas na escuridão. Tanto no centro como na periferia as luzes dos postes estão apagadas e sem nenhuma previsão de manutenção. Há dois anos que a população cobra e nada é feito. Quando essa cobrança chega na tribuna da câmara, os vereadores governistas dão sempre a mesma desculpa: falam que o governo está esperando concluir uma licitação e que no máximo em 30 dias esse problema estará resolvido. Acontece que já se passaram dois anos e o problema só se agrava. Como a iluminação natalina foi concluída a toque de caixa, essa mentira caiu por terra. E agora vereadores, qual será a próxima desculpa para cobrir essa vergonha?

Espero que algum vereador ou vereadora faça se impor como representante do povo e dê um basta nessa vergonha descabida. Não é justo o nosso povo continuar sendo extorquido, pagando caro por um serviço que não é prestado pela prefeitura. Isso mereceria uma ação no Ministério Público, mas como nosso povo já está tão desamparado, precisaria que um representante no legislativo tomasse a iniciativa.

Treva na política


Em pleno século 21, ainda vivemos no tempo do coronelismo em Parauapebas. Aqui o cidadão vive com medo e acuado com a violência do cotidiano, e, como se não bastasse, pessoas que supostamente deveriam cuidar da segurança, tem a petulância de ameaçar publicamente um cidadão, demonstrando em flagrante que está acima da lei. Ontem recebi ameaças de um cidadão que se identificou como cabo Ubiraci. Veja o nível:

"agora sobe em mim cabra, doente é tu não mando resposta quem te mando essa mensagem foi cabo ubiraci. sei teu passado publica."

"quando tu falar de alguem pensa primeira,nao falei de ti pra ti me chamar de doente, falei dessa terrorista chamada terrerista chamada DILMA, tu não conhece minha identidade, toma cuidado que não sou otario. ou tu medes apalavra ou..."

Desde que cheguei em Parauapebas em 1987 que recebo ameaças, mas agora levo-as mais a sério do que nunca. É claro que as autoridades já foram avisadas e já estão periciando para descobrir de onde partiram.

Esse tipo de comportamento reflete o espírito do poder local que tem uma metodologia específica de tratar os opositores e confiam plenamente na impunidade.  Quando não é a violência física direta, é a chantagem, a perseguição, as fiscalizações fora de padrão e todo tipo de sujeira para tentar destruir quem ousa a pensar diferente. 


Não nos intimidaremos. Apenas redobraremos nossa vigilância e pedimos a proteção divina. No final, os ímpios cairão por terra.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A democracia vencerá os golpistas

O assunto do momento não poderia ser outro: o pedido de impeachment da presidenta Dilma. Vejo muitos desavisados comemorando e soltando foguetes como se a saída da Dilma já estivesse concretizada. Vejo muitos discursos e argumentos vazios ou, meras repetições das viúvas do Aécio e da Rede Globo. Estão agindo apenas por paixões ou mesmo por ódio, sem ao menos se aprofundar os reais motivos desse pedido de afastamento bancado pelo maior excremento da política, o Eduardo Cunha.

Outros desavisados comparam o processo da Dilma com o do Collor, argumentando que o PT estaria sendo incoerente ao apoiar o impeachment daquele e chamando esse de golpe. Só para lembrar, Collor foi acusado pelo próprio irmão de usar dinheiro público para benefício pessoal. Foi acusado de receber propina de empresários e comandar pessoalmente o maior esquema de corrupção com a tutela do poderoso PC Farias. E contra a Dilma, qual a acusação há? Ela não é acusada de manter conta secreta na Suíça, não é acusada de desviar recursos públicos, não está envolvida na lava-jato, não é acusada de manter esquemas com empresários. Contra ela, só pesa uma acusação: as pedaladas fiscais. E você sabe o que é pedalada fiscal? É melhor dar uma lida para não sair por aí repetindo um discurso bobo e servindo de cavalo do cão.

Os maiores juristas do Brasil são contra o impeachment, a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) que é uma das mais respeitadas entidades do Brasil publicou documento se colocando contra o que chama de golpe, os governadores do Nordeste também se manifestaram contrários, movimentos sociais, estudantis e intelectuais, todos contra o golpe. Será que você que está ecoando o FORA DILMA é um iluminado que vê o demônio no poder ou é apenas mais um membro dessa enorme massa de manobra?

O Brasil está atravessando um momento difícil sim, isso é inegável. Estamos sofrendo uma recessão e crise que só se compara com a época do segundo governo de Fernando Henrique. A Dilma pode ter cometido muitos erros e você pode ter muitos motivos legítimos para não gostar dela. Mas daí apoiar um processo de afastamento sem nenhuma acusação formal consistente já é forçar a barra; daí fazer coro com o político mais corrupto do momento que vai perder seu mandato por manter uma fortuna não declarada na Suíça, já é avacalhar de vez com o Brasil. 

Sugiro que leia esse texto com atenção pois um pouco de informação não faz mal a ninguém. Agora se você é um dos apaixonados pelo Aécio, se é um dos rancorosos que ficam lamentando a incapacidade do PSDB de vencer uma eleição pelas vias democráticas, então não vai conseguir ler o texto. Mas se você tem posição política baseada em conhecimentos e fatos, se é contra o PT, se apoia o PSDB ou qualquer outro P, mas tem argumentos lógicos e isentos de paixões, seja bem vindo ao debate. Aqui sua ideia será respeitada e valorizada. 

Boa leitura!

Por Adalberto Monteiro, no site Vermelho:

Que legalidade tem um processo de impeachment que nasce pelas mãos imundas de um chantagista, prestes a ter o mandato cassado pelos seus pares ou mesmo preso por decisão do STF?

Não há “guerra” entre Dilma e Cunha, como quer enganar o povo a grande mídia. Uma pessoa honrada não se envolve em luta corporal com canalhas. A admissibilidade do processo de impeachment por Cunha disparou o tiro contra a democracia. Desencadeou, abertamente, uma guerra, essa sim verdadeira, entre democratas e golpistas. Não há meio termo. Ou se está do lado do Estado Democrático de Direito, ou se está do lado do retrocesso, da desmoralização do país enquanto nação, que ao custo de muita luta e muitas vidas, integra o elenco das democracias contemporâneas.

Como esse processo de impeachment que querem impor não tem fundamento jurídico algum, Aécio Neves, que tenta nesta ora se apresentar como chefete da conspirata, busca iludir a opinião pública com o argumento de que é preciso outro governo para retirar o país da recessão. Nada mais falso.

Um governo que venha a surgir filho bastardo de um golpe, qualquer que seja esse governo, não terá condição alguma para resolver os problemas que o país enfrenta. Um governo imposto por um golpe será alvo de combate cerrado das forças democráticas e populares. Em vez de recuperar sua estabilidade institucional o país mergulhará ainda mais na instabilidade. Em piores condições, portanto, para enfrentar a recessão e retomar paulatinamente o crescimento econômico e a geração de empregos.

No início do ano, tanto a Procuradoria-Geral da República, através de seu Chefe, quanto o Supremo Tribunal Federal, através do ministro encarregado da Lava Jato, proclamaram que nada absolutamente nada consta contra a presidenta. Em outras palavras, contra ela não há nenhuma acusação sequer. Mesmo com toda a devassa feita à vida pública e privada da presidenta.

O pedido de impeachment de juristas, escrito a mando do PSDB, deferido por Cunha se baseia fundamentalmente no suposto crime das chamadas “pedaladas fiscais”. A Advocacia Geral da União (AGU) demonstrou cabalmente que essa ilegalidade não foi cometida. Ademais, tais “pedaladas” seriam uma espécie de crime hediondo ou algo do tipo de contas bancárias milionárias, de origem incerta, nos bancos da Suíça ou daqui?

Vejamos as tais das “pedaladas”.


Dinheiro de bancos públicos foram emprestados ao governo para custear programas sociais importantes, como o Bolsa Família. Em tempo permitido pela lei o governo devolveu aos bancos esse mesmo dinheiro. É sabido e conhecido que outros governos do passado, como o de FHC, e mesmo governos estaduais, agora no presente, fazem o mesmo, e eles não foram e não são acusados de nada. Por que esse casuísmo contra Dilma?

Mas, vamos ao mérito. Aos autos, como se diz no jargão.

O dito processo indica que crimes fiscais teriam sido cometidos pelas prestações de contas de 2014 e 2015.

Quanto a 2014, a Constituição Federal é clara. Um presidente não pode ser afastado por um ato anterior ao seu atual mandato. Uma lembrança: O Tribunal de Contas da União (TCU) não julga, apenas emite um parecer. O parecer do TCU reprova. Mas até agora, o Congresso Nacional, que tem prerrogativas para tal, não julgou as contas da presidenta de 2014.

Em relação a continuidade das “pedaladas” de 2015, sequer o ano terminou, sequer o TCU emitiu parecer, e, finalmente, ontem, dia 2, o Congresso Nacional aprovou nova meta fiscal, o que isenta o governo de qualquer delito fiscal.

Por tudo isto, e muito mais, renomados juristas já se pronunciaram quanto à falta de base de legal para esse ato de Cunha, escancaradamente fruto de vingança e de um acordo espúrio com PSDB, DEM e outros partidos, para alguma manobra que lhe poupe de ser cassado ou pelo menos para que não seja preso. Há aqui, um evidente crime, que o Direito crava como, “ desvio de poder”. Cunha usa o impeachment em benefício próprio, para tentar se salvar e impor vingança.

O tempo corre contra a democracia. A hora é de união de todos os democratas, de todos aqueles que, para além de suas opções partidárias, ou mesmo da avaliação que tenham do governo Dilma, coloquem a defesa da democracia como questão fundamental do país.

O tempo corre contra a democracia. A hora é de luta e mobilização das centrais sindicais, dos movimentos sociais, é hora de travar a batalha das ruas.

O tempo corre contra a democracia. É hora de travar a batalha de ideias. Não temos televisão, nem jornalões, mas temos ideias, argumentos contra o golpe, vamos expô-las de mil maneiras nas redes sociais.

Só não vale cruzar os braços.

O confronto será duro, difícil.

Com união e luta de todos aqueles que tem a democracia como o bem mais precioso da Nação, a democracia vencerá o golpismo.

* Adalberto Monteiro é presidente da Fundação Maurício Grabois e editor da revista Princípios.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A TEMPESTADE SE APROXIMA... DE NOVO.

O céu começou a mudar de cor. Uma densa  nuvem cobre o sol vermelho, num espetáculo quase bonito. O tempo está uma calmaria total e uma leve brisa sopra, deixando uma agradável sensação no ar. O velho pescador com sua experiência recolhe suas redes interrompendo uma pesca promissora. É hora de dar meia volta no barco e voltar pra casa mais cedo. Seus ajudantes questionam:

- Por que interromper uma pesca boa tão cedo assim? - pergunta o jovem pescador.

- Uma tempestade se aproxima - responde o velho marinheiro.

- Mas o tempo está tão bom, o mar está calmo. Não vejo nenhum sinal de tempestade.

- Essa calmaria é sinal de uma baita tempestade. Sinto o cheiro. Melhor apressarmos para não sermos pegos de surpresa - respondeu o velho convicto.

Esse poderia ser apenas uma história de pescador. Mas a tempestade a que me refiro acontecerá mais uma vez na política de Parauapebas. No momento vivenciamos uma calmaria, tudo muito enfadonho. O prefeito com sua nova manobra orquestrada pelo chefe de gabinete sorri satisfeito com os resultados alcançados. "Está tudo dominado!" - pensa satisfeito. 

Os vereadores por sua vez estão serelepes e seguros. O pior já passou - pensam aliviados. Na Câmara já não há mais debates calorosos como outrora. Como cordeirinhos adestrados seguem um ritual pagão e caminham felizes rumo ao matadouro. Mas está tudo bem. Melhor morrer feliz do que viver em conflitos. Já não há mais oposição e tudo gira em torno das novas estratégias para arrecadar fundos para comprar votos na próxima eleição. Afinal, o que não falta é eleitor "honesto" ávido para ganhar $100,00 no dia da eleição.

Assim segue a calmaria que antecede a tempestade. Poucos acreditam que algo vai acontecer. Confiam cegamente no poder da grana que compra tudo. Confiam na impunidade que reina em nosso Estado "Doutor fulano é nosso", "Sicrano já está no papo, só queria dinheiro", "o home lá em cima garantiu que segura a barra", "a mala preta funcionou" - falam aliviados. 

Pobres inocentes! Nem imaginam a tempestade que se aproxima e varrerá mais uma parte da sujeira do nosso município. Não é preciso ter bola de cristal e nem consultar os orixás. Sinto o cheiro como um velho pescador. Como um animal acostumado a sobreviver entre feras famintas, sinto a presença do predador que se aproxima com as garras afiadas.

Aguce seus ouvidos, apure o olfato, calibre a visão. Fique atento aos movimentos. A grande tempestade se aproxima.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Pressão inviabiliza chantagem de Cunha


Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:




Durante a terça-feira, 1 de dezembro de 2015, ocorreu um fenômeno no país que, ao fim e ao cabo, pode terminar mostrando que a democracia pode não ser lá uma maravilha, mas é o sistema que melhor funciona. A pressão da sociedade SEPULTOU uma chantagem asquerosa.

Nos últimos dias, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vinha chantageando o governo Dilma e o PT com a possibilidade de abrir processo de impeachment caso o PT não votasse a seu favor no Conselho de Ética, ou seja, contra a abertura de processo de cassação do peemedebista.

Informações obtidas pelo Blog deram conta de que o partido e o próprio governo se deixaram abalar pela ameaça e já faziam pressão sobre os três deputados petistas que integram o Conselho de Ética para que votassem a favor de Cunha.

Eis que a chantagem de Cunha desencadeou um processo bonito – e raro – de se ver. A sociedade brasileira se uniu contra a chantagem dele.

Redes sociais, blogs, os sites jornalísticos ferveram com uma tsunami de comentários desafiando Cunha a cumprir sua ameaça. E o que é melhor: foi a militância do PT quem desencadeou esse processo.

Ao longo do dia, por toda parte a chantagem de Cunha começou a naufragar. Para que se possa mensurar o que aconteceu, presidentes de todas seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil nos 27 estados e no Distrito Federal cobraram afastamento imediato do presidente da Câmara, liderados pelo presidente nacional da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

Eis que, no meio da tarde, começa a sessão do Conselho de Ética da Câmara com finalidade de deliberar sobre a admissibilidade do processo contra o presidente da Câmara. Ao chegar em casa, sintonizo a tevê e começo a assistir aos debates.

O que vi foi uma das mais alentadoras surpresas que tive nos últimos anos.

Os deputados, acuados pelos pares decididos a cassar Cunha, começam a convergir para a decisão pela admissibilidade do processo contra ele. Alguns deputados que eram tidos como favoráveis a Cunha renegam essa posição, demonstrando medo de serem confundidos com apoiadores dele.

O presidente do PT, que até então vinha sendo cauteloso sobre o tema, divulga, no Twitter, que confia nos deputados de seu partido no sentido de que votarão pela abertura do processo contra Cunha.

Fonte com a qual conversei pela manhã desse dia glorioso para a democracia, envia mensagem via Whats App:

“As coisas mudaram. A chantagem de Cunha está inviabilizada. Se ele reagir com pedido de cassação de Dilma, será derrotado”.

O fato é que a pressão da sociedade e a chantagem desavergonhada do presidente da Câmara terminaram de enterrá-lo. Com voto aberto, pouquíssimos deputados terão coragem de defendê-lo.

E, pelo visto, nenhum deles será do PT.

Se insistir em pedir abertura de processo de impeachment, pela ilegitimidade que construiu com a sua arrogância e com a sua desfaçatez Cunha será derrotado. A Câmara não aceitará que ele promova essa farsa. Não por seus pendores éticos, mas por medo da sociedade.

Quanto ao processo contra Cunha, em votação aberta – como a que autorizou o STF a manter a prisão de Delcídio do Amaral – muito poucos votarão por absolvê-lo. Quem o fizer, estará cometendo um suicídio político.

O Brasil está para dar um grande passo no aperfeiçoamento de sua democracia. Se tudo isso se mantiver na votação no Conselho de Ética – que ocorrerá nesta quarta-feira -, além de o golpismo sofrer um golpe mortal, o Brasil começará a se livrar de um de seus piores políticos.

SESSÃO DE 1º DE DEZEMBRO - A LUTA DE DEUS CONTRA O DIABO NO PÂNTANO AZUL

Eis que se inicia o mês de dezembro! Nossos "bravos" edis estão irradiantes com a possibilidade de findar logo esse ano. 2015 é um ano para ser esquecido pelos vereadores de Parauapebas: prisões, afastamento de seis vereadores, contratos fraudulentos descobertos, grampos telefônicos reveladores, suspensão temporária do mensalão, casos de amores mal resolvidos, dinheiro público sendo devolvido... Ufa! Nossos "Conselheiros do Pântano" não mereciam isso. 

Mas enquanto o ano não termina, o jogo tem que ser jogado. O espetáculo não pode parar e, a peça tem que ser encenada até o ato final. Então, força na peruca que tem muito "trabalho" até o dia 22 de dezembro.

Em Parauapebas ainda não houve a separação entre Estado e Igreja


Desde a promulgação da primeira Constituição Republicana de 1891, passou a vigorar o chamado Estado Laico, ou seja, a separação entre Estado e Igreja. Os dois seguiram livres e sem interferência um do outro. Aqui em Parauapebas, nossos vereadores ainda não sabem disso. Alguém tem que avisá-los urgente para não continuarem fazendo papel de ridículos.

A cada dia mais a Câmara vem sendo confundida com igreja. A tribuna virou um verdadeiro púlpito e assistimos constantemente embates e pregações de cunho religioso. Sem querer misturar religião com política, não me contive e escolhi um texto bíblico que representa bem o momento vivido pelos nossos vereadores. Leiam com atenção:

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Limpais por fora o copo e o prato e por dentro estais cheios de roubo e de intemperança. Fariseus cegos!...
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão. Assim, também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade. (Mateus, 23, 25-28).

Na sessão de ontem (1), o principal debate foi sobre um projeto de lei de autoria do vereador Charles propondo incluir no calendário oficial do município os eventos religiosos como "Marcha para Jesus e Círio de Nazaré. O vereador Parceirinho que é evangélico propôs uma emenda sem noção que incluía no projeto de lei a comemoração de aniversário de todas as igrejas. E haja aniversário! Depois de longa discussão entre católicos e evangélicos, prevaleceu a hipocrisia: a emenda foi aprovada reforçando ainda mais a relação servil entre política e religião. Projeto sem noção, ridículo e inconstitucional. O único voto contra à emenda foi do vereador Charles que ao que parece, ainda mantém a serenidade e a sanidade mental.

Todo esse circo envolvendo o nome de Deus deve ser tentativa de aliviar a consciência. Eu acreditaria na boa fé dos vereadores se eles confessassem publicamente e devolvessem o mensalão que receberam durante todo o mandato do presidente Josineto; acreditaria se eles confessassem que alugaram 40 carros do Baratão e só usaram 3 caminhonetes e um palio, embolsando o restante do valor. Mas aí, já é outra história.

Câmara que não legisla


Como a vereadora Joelma Leite falou numa sessão um dia desse, a câmara está sendo comandada pelo Poder Judiciário. Além disso, os vereadores sempre usam os procuradores legislativos de acordo com sua conveniência. Em toda votação, eles interrompem para pedir orientação aos procuradores, demonstrando insegurança e ineficiência. É legítimo consultar a procuradoria, mas durante uma votação, ficar pedindo intervenção é imaturidade.

Acontece que os vereadores usam a procuradoria para tirar o C... da reta. Mas quando se trata de conveniência pessoal, vão de encontro às recomendações dos procuradores. Ontem mesmo os procuradores consideraram a emenda do Parceirinho inconstitucional. Até alertaram que ia faltar dias no ano para comemorar aniversário de tanta igreja. Mesmo assim, votaram a favor, com exceção do Charles que votou contra e do Miquinha que, como sempre se abstém e fica em cima do muro. Como diria Bóris Casoy, "isso é uma vergonha".

Além dessa discussão, tivemos também um embate entre o líder do governo Bruno Soares e o presidente Brás. Bruno queria falar depois das explicações finais para retrucar a uma alfinetada da vereadora Eliene. Como o regimento não permite réplica, o presidente não permitiu e o Bruno deu um pití. Chamou o Brás de ditador, esperneou, rodou a baiana, esbravejou, disse que ia contar para o "papai Valmir", mas não teve jeito. O negócio foi feio e alguns falaram que parecia briga de touros.

Com essa câmara aí, só nos resta esperar que a justiça tome providências. Quem sabe o Papai Noel não está nos reservando um presente surpresa! Vamos aguardar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

SESSÃO DE 24 DE NOVEMBRO - HOMENAGENS E COMOÇÕES

Na sessão de ontem (24) tivemos um raro momento de beleza na Câmara Municipal: as homenagens póstumas a cidadãos de Parauapebas que tiveram seus nomes escolhidos para identidade de escolas municipais. Foi uma atitude louvável dos vereadores, pois o projeto de lei encaminhado pelo prefeito dava nomes de personalidades nacionais às escolas. Os vereadores apresentaram emenda substituindo esses nomes por nomes de pessoas da comunidade. Entre os homenageados, os que mais causaram comoção foi o do dr. Jakson e da Lorena.

A Lorena foi aquela jovem que recentemente foi brutalmente assassinada dentro de sua própria residência. Era uma ativista do movimento jovem da Igreja Católica e quando foi lido a sua biografia, muitos jovens choraram no auditório, demonstrando o quanto ela era querida. Foi representada por sua mãe - professora Joaquina - que estava muito emocionada.

A homenagem ao dr. Jakson também rendeu muita comoção. Vários vereadores testemunharam sobre sua luta por justiça e sua liderança política em Parauapebas. Jakson era presidente da OAB e apresentou várias denúncias de corrupção contra o prefeito Valmir. Misteriosamente, foi assassinado em Manaus numa situação duvidosa. A polícia chegou a conclusão que ele foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). A OAB estadual contestou essa versão, porém, prevaleceu a versão da polícia. Dr. Jakson foi representado por sua esposa - dona Simone - que também estava visivelmente emocionada. 

Troca-troca


Tomou posse ontem o suplente Lidemir (o homem do chapéu). Sua posse aconteceu após o maior imbróglio político da história de Parauapebas. Para quem não acompanhou, com a saída da Luzinete, o Lidemir assumiria. Porém, a justiça anulou seu diploma por não prestação de contas, e assumiu a Irmã Teca. Esse, por sua vez, não se deu por vencido e conseguiu reverter a situação em Belém. A Irmã Teca recorreu e a juíza de Parauapebas favoreceu-a com um Mandado de Segurança impedindo a posse do Lidemir. Na semana seguinte, a mesma juíza voltou atras e refez sua decisão. O Lidemir foi empossado de chapéu e tudo, mas isso não quer dizer que está com o mandato garantido.

O que poderá acontecer?


A primeira pergunta é a seguinte: a Irmã Teca sem mandato continuará mandando nas secretarias de Cultura e da Mulher? É claro e notório que o Valmir não a queria lá, tanto que já demitiu-a do cargo de secretária da SEMMU quando ela não tinha mandato. 

A Irmã Teca já recorreu a justiça comum para continuar no mandato. A qualquer momento a Mesa Diretora poderá ser surpreendida com outra decisão da justiça. Isso ainda vai dar muito pano para as mangas. Acho que o Brás se precipitou. Na minha opinião, deveria aguardar o prazo regimental para dar posse ao Lidemir, e não fazer a toque de caixa. Olhe só o problema que isso poderá causar: sai a Teca e a diretoria exonera todos os assessores e nomeia os assessores do Lidemir. Daqui há uns quinze dias, caso a Teca volte, terá que exonerar todo mundo e voltar os assessores da Teca. Olhe que confusão! Sem contar com o prejuízo do erário público.

Decoração  natalina


Outra novidade que teve ontem na Câmara foi a decoração Natalina. Tinha Papai Noel e rena pra tudo quanto era lado, de forma bem ostentativa mesmo. Deu a impressão de que a turma precisava justificar a gastança. Não sei como ficou o visual noturno, mas os enfeites diurnos ficaram bem exagerados, pra não dizer brega. 

O mau gosto é tanto que o prédio da Câmara foi projetado e construído com fontes luminosas. Por falta de qualidade na obra, as fontes nunca funcionaram e ficaram secas, causando rachaduras. Ao invés de corrigirem o problema, aterraram e plantaram grama. Ou seja, preferiram esconder o problema do que resolver. É uma pena, pois as fontes dariam um charme ao prédio e seria um belo cartão postal.

E você leitor, o que achou da decoração natalina da Câmara?

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

TRAGÉDIA ECOLÓGICA DE MARIANA-MG - DE QUEM É A CULPA?

O acidente que aconteceu em Bento Rodrigues - MG no dia 5 de novembro deixou um mar de lama e uma enxurrada de dúvidas e especulações. A barragem com rejeito de minério pertencia a empresa SAMARCO que tem como acionista principal a VALE, se rompeu causando o maior desastre ecológico do Brasil. Além do distrito de Bento Rodrigues que ficou soterrado na lama, o Rio Doce foi completamente destruído em proporções catastrófica. A lama avançou para além de Minas Gerais e já alcançou o Estado do Espírito Santo, chegando ao mar.

Tragédias como essa podem acontecer em qualquer lugar, inclusive aqui em Carajás onde nossas lagoas de rejeitos são bem maiores do que a de Bento Rodrigues. Lá, a VALE explora 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, e aqui, são mais de 100 milhões de toneladas. Por aí já dá para saber a proporção de um possível acidente.

Até hoje esse assunto domina todos os canais de comunicação. Cidades inteiras da bacia do Rio Doce, sem água potável, agricultores, pescadores e ribeirinhos com suas atividades interrompidas e sem perspectiva de solução, além de famílias que nem conseguiram encontrar seus mortos soterrados na lama. Alguns especialistas falam que o Rio Doce já era; outros acham que é possível recuperá-lo em 20 ou 30 anos. Só o tempo dirá. A única coisa que temos certeza é de que aquela região atingida nunca mais será a mesma.

De quem é a culpa?


Depois de uma tragédia dessa, a primeira reação humana é encontrar culpados. Precipitadamente colocamos a culpa na empresa SAMARCO. Mesmo sendo da VALE, a imprensa como um todo nem cita esse nome, numa espécie de proteção velada.

Sei que muitos vão ficar perplexos com meu ponto de vista, mas direi com todas as letras que as empresas mineradoras VALE e SAMARCO são as que tem menos culpa nessa tragédia. Pense bem: qual a empresa de grande porte, com negócios com os mais exigentes mercados iria correr esse risco? É óbvio que um acidente como esse traz prejuízos incalculáveis que nem uma empresa gostaria de arriscar. Porém, não estou isentando totalmente a VALE/SAMARCO da culpa. São empresas mineradoras que tem por natureza destruir o meio ambiente. 

Eu diria que os grandes culpados são as instituições que controlam a exploração mineral e que são responsáveis pela fiscalização do meio ambiente. Nesse caso o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e o IBAMA. Esses órgãos fiscalizadores e controladores geralmente funcionam sem estrutura adequada e vivem de esmolas das próprias empresas que fiscalizam. Aqui em Parauapebas por exemplo, se não fosse pela VALE o Instituto Chico Mendes viveria a míngua. Além do mais, o controle de segurança é feito pela própria empresa. No caso da VALE/SAMARCO, ela própria contratava consultoria para indicar o nível de segurança das suas barragens e apenas encaminhavam os laudos para o DNPM. Complicado isso, não acha?

Outro nível de culpa está com a sociedade. Tanto aqui em Parauapebas como lá em Minas Gerais, o povo tem uma relação de subserviência com a VALE. Uns até chamam de mamãe VALE devido a geração de emprego e renda que a empresa proporciona. Poucos se importam com os prejuízos ambientais e com a exploração dos recursos de forma desordenada visando apenas lucros exorbitantes. E quando os órgãos de fiscalização fazem seu papel com rigor e barram alguma licença ambiental para algum projeto de alguma empresa, muitos ficam contra os agentes públicos e a favor do infrator. Sofri isso na pele quando fui Secretário Municipal de Meio ambiente de Parauapebas de 2005 a 2008. O discurso que mais ouvia era: "está atrapalhando quem quer trabalhar e produzir". Parece que o simples fato de gerar emprego já deixa o sujeito acima da lei e com carta branca para destruir o meio ambiente.

Quem pagará o prejuízo?


Não será a VALE/SAMARCO, muito menos o governo. Mesmo com as multas milionárias aplicadas à empresa, mesmo com os bilhões gastos para recuperar ou minimizar o estrago, quem pagará essa conta seremos nós. E quando digo nós, estou incluindo o povo de Parauapebas. Como a maior fonte de lucro da VALE sai do nosso subsolo, daqui será tirado grande parte da receita para arcar com a conta. Assim, Parauapebas deverá amargar mais um ano de crise intensa. Recomento que apertem o cinto.

Finalizo repetindo uma preocupação que há tempos venho expondo: até quando vamos continuar acomodados e vivendo quase que exclusivamente com a receita da VALE? Quando vamos aprender a diversificar nossa economia? Quando vamos deixar de ter espírito de garimpeiro e viver como se morássemos numa currutela de garimpo? Os exemplos estão aí e até os cegos "vêem". O fim de garimpo todo mundo sabe qual é. E tenho dito! 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

19 NOVEMBRO: DIA DA BANDEIRA - UM LEGADO DO POVO MARANHENSE

Você sabia que foi um maranhense quem criou a nossa bandeira? O Caxiense Raimundo Teixeira Mendes desenhou a bandeira nacional e apresentou ao Marechal Deodoro da Fonseca em 19 de novembro de 1889. 

Caxias é uma das cidades mais rica culturalmente do Brasil e poucos maranhenses sabem dessa riqueza. As próprias autoridades caxienses não deram o devido valor a esse legado cultural, artístico e histórico que a cidade representa para todos os brasileiros.

Só para citar alguns exemplos dessa riqueza, vejamos:


  • "Minha terra tem palmeiras / onde canta o sabiá..." Todo brasileiro conhece esses versos, e quase todos sabem que é de autoria de Gonçalves Dias. O que poucos sabem é que ele é um maranhense de Caxias.
  • "Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil...". Todo brasileiro conhece essa música que enaltece o Rio de Janeiro. O que poucos sabem é que o autor foi um Caxiense, o escritor Coelho Netto.
  • Primeiro gol da seleção brasileira - foi marcado por João (o Preguinho), filho do caxiense Coelho Neto. Coelho Neto também inventou o termo "TORCIDA"para denominar o conjunto de simpatizantes de determinado time.
  • Universidade - Cândido Mendes de Almeida Filho, natural de Caxias, foi o fundador da mais antiga universidade privada do Brasil, a universidade Cândido Mendes no Rio de Janeiro em 1902.
  • Ministério da Agricultura - João Christino Cruz, caxiense, foi o criador desse importante ministério.
  • Lei do Ventre Livre - foi redigida pelo jornalista e advogado caxiense João Mendes de Almeida. Foi considerado o jornalista mais completo da época, e como advogado foi um grande defensor e bravo lutador contra a escravidão. Foi homenageado com seu nome em praça e seu rosto em busto próximo ao Fórum de São Paulo. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, reeditou o conjunto das obras jurídicas desse caxiense.
Fonte: "DO INCONTIDO ORGULHO DE SER CAXIENSE". Edmilson Sanches. Ed. Ética. (Todo maranhense deveria ler esse livro)

COLUNA DO LEITOR - Um toque de... qualquer coisa. Um Rio que era Doce e hoje chora LAMA de amargura

O que nos resta além da lama das Minas Gerais, do desejo tresloucado da direita volver, dos falsos juízes que têm nas mangas julgamentos e sentenças com cartas marcadas?
O que nos resta senão a indignação, a esperança dos bons, a união dos humildes para vencer o ódio?
Mestre Carlos, ainda assim, nós continuamos a ser brasileiros! (Indicado por Zelão).

TAMBÉM JÁ FUI BRASILEIRO (Carlos Drummond de Andrade).


Eu também já fui brasileiro
moreno como vocês.
Ponteei viola, guiei forde
e aprendi na mesa dos bares
que o nacionalismo é uma virtude.
Mas há uma hora em que os bares se fecham
e todas as virtudes se negam.

Eu também já fui poeta.
Bastava olhar para mulher,
pensava logo nas estrelas
e outros substantivos celestes.
Mas eram tantas, o céu tamanho,
minha poesia perturbou-se.
Eu também já tive meu ritmo.
Fazia isso, dizia aquilo.
E meus amigos me queriam,
meus inimigos me odiavam.
Eu irônico deslizava
satisfeito de ter meu ritmo.
Mas acabei confundindo tudo.
Hoje não deslizo mais não,
não sou irônico mais não,
não tenho ritmo mais não.



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

SESSÃO DE 17 DE OUTUBRO - O BOBO DA CORTE

Pururuca crocante


Escolha um toucinho fresco de barriga de porco, de preferência, daquele fininho. Coloque para ferventar até que fique macio. Para saber o ponto certo, espete um garfo e veja se fura com facilidade. Escorra a água e corte em cubinhos do tamanho que você quiser. Como está ferventado, fica bem mais fácil para cortar. Tempere usando a proporção de uma colher de sopa cheia de sal para cada quilo de toucinho. 

Coloque uma panela grande no fogo com bastante óleo. (Fogo baixo).  Antes que o óleo esquente, coloque o toucinho, assim, enquanto a gordura esquenta ele vai amaciando. Mexa o tempo todo até o final da fritura. Mas mexa mesmo e não fique olhando o WhatsApp. Você pode parar para descansar o braço, mas se ficar muito tempo sem mexer, o toucinho vai estourar e a gordura vai espirrar na sua cara. (Bem feito pra largar de ser preguiçoso).

Quando começar a formar escuma e o toucinho boiar na gordura é porque já está bom. Continue mexendo até que fique bem dourado. O ponto é você que escolhe, mas cuidado para não passar, pois a partir desse momento ele queima com facilidade. Quando perceber que está no ponto dê um choque térmico. - Que diabo é choque térmico? - Lave bem as mãos, e vai salpicando água com os dedos na panela. Veja bem! Não é para encharcar a a panela com água, por isso que você vai usar as mãos.

Apague o fogo e retire o torresmo da panela com uma concha tipo escumadeira e coloque numa travessa forrada com papel toalha. Veja que ficou macio e a pele completamente "pururucada". É ideal para acompanhar uma cerveja gelada ou mesmo uma cachaça mineira. Tá bom vai! Pode ser as duas.

Experimente essa receita e você vai fazer sucesso com seus amigos. Só não esqueça de me convidar para ser seu cobaia.

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Desculpe aí galera. É que a sessão de ontem (17) foi tão medonha e sem graça que resolvi usar esse espaço para passar essa receita. Foi ao estilo "torta de chuchu".  A impressão que tenho é que nossos vereadores não vêem a hora do ano se acabar para fugirem daquele mausoléu. O único ponto forte foi o Zacarias atacando novamente o Conselho de Saúde e desmoralizando o vereador Massud. A platéia esperava que o Massud iria comer o fígado do Zaca no momento da resposta, mas, para decepção de todos, apenas retrucou sem ânimo e sem veemência. Massud anda meio abatido e sorumbático. O que será que aconteceu?