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quarta-feira, 22 de julho de 2015

ASSISTÊNCIA SOCIAL PEDE SOCORRO EM PARAUAPEBAS


A administração Valmir Mariano ultrapassou todos os limites da irresponsabilidade. Há muito o governo vem atacando os programas sociais do município que já são deficitários. A SEMAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) vem sendo usada acintosamente como objeto de barganha política e só não faliu completamente devido ao empenho dos servidores comprometidos com as causas sociais que vem segurando a peteca.

No início dessa semana tomamos conhecimento da  carta de exoneração do secretário Judson. Ele assumia aquela pasta sob as bênçãos do Odilon, mas com a sua prisão, ficou enfraquecido e sua saída já era esperada . O negócio anda tão confuso que até agora o prefeito não indicou outro titular, e como a secretária interina (filha do vereador Odilon) já tinha pulado fora, a SEMAS ficou à deriva, sem nenhum comando.

Com todas as dificuldades, a secretaria vinha mantendo alguns programas de inclusão social em alguns bairros e atendia um considerável número de jovens em situação de vulnerabilidade.  Como destaque citamos o Programa de Inclusão Digital do Bairro da Paz que estava funcionando na rua Afonso Arinos, 64-A e o Inclusão Digital do Bairro Altamira, rua Bartolomeu, 455. Ambos foram criados na gestão do Darci Lermen e só em 2014 atenderam mais de 630 jovens com cursos de Informática Básica e Avançada. No primeiro semestre desse ano os programas já atingiram 542 pessoas e para agosto já tem 380 jovens inscritos.

Exatamente esses dois programas estão correndo risco de serem extintos. Com a saída do Judson, chegou a ordem a todos os coordenadores de desocuparem os dois prédios (que são alugados) imediatamente, com a alegação de falta de dinheiro para continuar pagando o aluguel. A orientação é que peguem todo o material e levem para uma sala do Centro de Inclusão Produtiva localizado na rua 4, número 106 no Bairro Primavera. O detalhe é que esse centro foi inaugurado em maio de 2014 e uma das três salas de aula está interditada devido infiltrações e goteiras.  É exatamente nessa sala onde os computadores e demais equipamentos serão amontoados. Além dos dois Programas de Inclusão Digital que estão sendo desativados, o Centro de Inclusão Produtiva está comprometido pois será transformado em depósito.

No dia 03 de agosto os alunos matriculados nos cursos ofertados pelos programas darão com as caras nas portas e ficarão desamparados. Isso é muita maldade, muita irresponsabilidade com essas famílias que já enfrentam tantos problemas.

E o mais grave é que a ordem de desocupação foi dada de maneira informal. Como a secretaria está sem comando, nenhum memorando foi expedido e os funcionários contratados estão recebendo ordens de terceiros e sendo pressionados a cumprirem imediatamente. Esses funcionários poderão ser acusados de infração administrativa grave por mudar de lugar material patrimoniado sem uma ordem por escrito e sem a devida documentação legal. Ou seja, os chefes estão fazendo um ato ilegal e usando funcionários contratados para assumirem a culpa.


A desativação dos dois espaços está prevista para acontecer hoje e amanhã (22 e 23). Os servidores pedem socorro para não deixar que mais esse absurdo aconteça. Alô Ministério Público! Dê mais uma ajudinha aí para essas comunidades carentes que ficarão sem esses serviços importantíssimo para evitar que os jovens caiam na marginalidade.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

CONFISSÕES DO MEU EX-INIMIGO ÍNTIMO

Lembram quando revelei essa indiscrição aqui no ano passado?  Para quem não lembra, é só clicar aqui. Pois bem. Passado pouco mais de um ano do nosso inusitado encontro, o moço resolveu me procurar depois, só que dessa vez por telefone. Dessa vez me autorizou a divulgar na íntegra o tom da nossa conversa, o que faço agora.

Sexta-feira. Estava em meu escritório lendo o blog do Miro (Altamiro Borges) quando meu celular vibrou. Dei uma olhada e vi que era um numero desconhecido. Continuei minha leitura. Tocou novamente e na terceira vez resolvi atender.

- Alô. É o blogueiro aloprado? - falou uma voz bastante conhecida.

- Alô. Quem fala? - perguntei mesmo sabendo de quem se tratava. Aquela voz era inconfundível.

- É seu melhor inimigo seu traíra. Não conhece mais essa voz sensual? - ironizou jocoso.

- Ah, diga lá - respondi artificialmente.

- Tenho uma informação quente pra te passar. Apesar de você não merecer, apesar de ter me sacaneado, quero que seu blog dê esse furo - falou meu ex-inimigo em tom grave.

- Há, há, há. De sacanear você entende bem. Você só não sabe o que é ser sacaneado. Apesar de não ser meu perfil vou te dar uma amostra sobre o que é ser sacaneado - falei irritado.

- Calma camarada! Você anda muito estressado. Você não era assim. O que aconteceu? Tá faltando sexo é? - respondeu com ironia - eu te falo que tenho uma informação quente e tô te dando exclusividade e é assim que você me trata?

- Desculpa aí. Foi mal. É que vindo de você tenho que ficar com um pé atrás - respondi resignado.

- Vamos deixar de frescura e agir politicamente. Vamos esquecer o passado e lamber as feridas. Afinal, não é você mesmo que fala que não vale a pena brigar por política? - falou decidido meu inimigo (quase amigo).

- Quer marcar um encontro para me passar essa informação? - perguntei interessado.

- Não. É mais seguro por telefone mesmo. Está com tempo para me escutar agora?

- Você sabe que essa porra está grampeado né? - alertei-o.

- Fique frio, não sou otário. Acabei de comprar esse chip e os "homi" não são tão rápido assim - respondeu confiante.

- Então vamos lá. Sou todo ouvido.

E foi assim que meu ex-inimigo íntimo me passou uma valiosa informação sobre a Operação Filisteu. Segundo ele, aquela voz que aparece questionando notas fiscais com o Edmar Boi de Ouro (Baratão) que apareceu na gravação exibida na globo não tem nada a ver com a câmara. Aquela farra de queijo na verdade era de uma secretaria. Ele garante que conhece o dono da voz e esse tipo de esquema é muito comum na prefeitura.

- Mas você não está apenas querendo tirar o da câmara da reta? Agora você trabalha lá e tem todo motivo para querer livrar a cara dos vereadores - questionei.

- Nada a ver. A câmara está envolvida nesse esquema sim. Ninguém é inocente para achar que não. Mas nesse caso, nessa gravação, o Ministério Público se equivocou - respondeu convicto.

- Cara, isso realmente é uma bomba. Nitroglicerina pura. Isso muda tudo. Muda até o foco das prisões! - falei meio atônito.

- Eu te falei. Esses caras pensam que são espertos mas não sabem da missa um terço - respondeu empolgado.

A conversa fluiu mais descontraída. Meu ex-inimigo íntimo me confidenciou que na prefeitura está uma bagunça só. "Lá ninguém se entende, ninguém sabe quem manda. Na SEPLAN por exemplo que já foi a super secretaria, agora virou um lugar de intrigas entre o Vicente e a Flávia. Os dois ficam disputando pra ver quem tem mais poder e quem chama mais a atenção do velho", falou em tom de deboche. "O velho? Nem dorme mais com medo de ser preso. Sabe que isso vai acontecer a qualquer hora. Já pensou até em renunciar mas o Mauro Santos não deixou. Eu por mim quero mais é que se explodam. Tu me conhece e sabe que quando abraço uma causa sou fiel, vou até o fim. Fiquei lá tentando ajudar aquele velho e ele me sacaneou, me botou de escanteio. A G me disse que ele iria me exonerar... Aí eu pulei fora antes que o caldo entornasse. Mais uma vez quem me salvou foi o vereador Y que garantiu meu emprego aqui na câmara. Tu não gosta do cara, mas pelo menos ele é fiel, nunca me sacaneou" - desabafou.

No final da conversa, ele me fez um pedido: que eu não revelasse o seu nome e nem o nome do vereador que lhe apadrinha, pois assim, sua identidade seria revelada. Garanti que sua identidade seria preservada. Uma coisa que aprendi foi ser fiel e ético até com os inimigos.

De posse dessa informação bombástica, fiquei sem saber se divulgaria aqui ou enterraria o segredo e deixaria o Ministério Público se virar. Por via das dúvidas, repassei a um advogado e estou aguardando sua orientação.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

COLUNA DO LEITOR - Aluno espanca professora após ser punido por explodir um mictório

Por: José O. Zelão V. Reis*
 
A manchete é chamativa e chocante, um prato cheio para os defensores da redução da maioridade penal. Todos dirão: “é um marginal que deve ser tirado do convívio familiar e social (entenda-se é um bandido perigoso que deve ser encarcerado)”.
Lendo o artigo (abaixo), o leitor mais atento logo perceberá que não há nenhuma imparcialidade por parte do informante, apenas que o referido jovem era um “aluno problema” e que já havia sido chamado a atenção várias vezes, inclusive com o conhecimento de seus familiares. Ora, aluno problema deve ser tratado como aluno problema, e o problema deve ser resolvido conforme a sua gravidade. O encarceramento resolve ou agrava o problema? Resolve para quem?
Explodir o mictório da escola, agredir o professor e/ou a diretora porque vai ser punido pelo seu ato agressivo não é atitude comum, correta e nem corriqueira de nenhum ser humano em suas faculdades normais; mas é preciso entender o que levou este jovem, juntamente com os seus colegas a tal ato. Geralmente se procuram respostas pelo caminho mais cômodo e sempre criminalizando o dito “infrator” e a sua classe e condição social: é de família desestruturada, é usuário de droga, é membro de gang, é morador de periferia  e por aí vai. Se é ou deixa de ser, nunca se vão aos fatos de fato: qual o “modelo” de família estruturada, o quê o levou a ser usuário de droga e membro de gang? Poderíamos ir mais além: que tipo de incentivo e/ou benefício social este jovem encontra no seu bairro/comunidade para que possa ter uma “família estruturada” e, em tese, evitar vir a cometer atos violentos? É notado que na grande maioria dos bairros periféricos de nossas cidades, além da falta de oportunidade para o trabalho, o jovem também não tem incentivo e nem espaço para o lazer, a prática de esportes saudáveis e menos ainda o acesso à cultura; sem contar que as escolas são ambientes inóspitos e os professores que se encorajam a trabalhar ali não são os melhores preparados – pedagógica e psicologicamente falando -, além de serem mal remunerados. Em síntese, nesses bairros, salvo raras exceções, a presença do Estado se reduz à presença da polícia – quase sempre corrupta e sempre violenta. Ainda assim não se justifica a atitude desse jovem em explodir o mictório da escola junto com seus colegas e depois, individualmente, agredir a diretora.  Deve ser punido sim, pelo vandalismo, por destruir um bem público e pela agressão física à sua superiora, que acima de tudo é um ser humano. Porém, o que se discute é a forma e não o tipo de punição. E se por acaso esse jovem for filho de um empresário, de um político influente da cidade ou mesmo de um agente da polícia ou do judiciário, o que diriam do seu vandalismo seguido de agressão à diretora? Com certeza não diriam que ele é um delinquente juvenil, um marginal ou outro adjetivo do gênero. Num esforço frenético de seus familiares, já que o fato não foi noticiado na mídia convencional, mas sim através das redes sociais, via internet, o que teria acontecido foi “um ataque de fúria, seguido de arrependimento e depressão do ‘garoto’”; “ele está passando por dificuldades psicoemocionais, por isso perdeu o controle”, etc; ou, mesmo a mídia mais radical diria: “é um rebelde sem causa”. Viram só a “lógica” das coisas? É justamente isto o que acontece. Apenas um exemplo para ilustrar este absurdo: O que aconteceu com o playboy Tor Batista, filho do ex-milionário Eike Batista? Nada, absolutamente nada – continua nas farras e em alta velocidade.
Senhores ILUMINADOS (congressistas e jurista), neste momento em que o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – completa 25 anos, tornando-se absolutamente MAIOR DE IDADE, em vez de fazer proselitismo político para parte de um povo que infelizmente vive na ignorância e outra parte que quer o povo na miséria, é mais que oportuno repensar todo o sistema – político, jurídico, econômico, educacional e principalmente prisional. Reduzir a maioridade penal e construir mais presídios para encarcerar “jovens infratores” não trás mais saúde, mais educação, mais emprego, mais qualidade de vida para a população e muito menos reduz a violência. É hora de construir novos paradigmas e principalmente pensar e praticar uma educação que realmente educa. A lógica é clara e evidente: se houver mais educação haverá menos prisão.

*Pedagogo e educador ambiental. Parauapebas.

O artigo a seguir mostra um caso isolado de vandalismo e violência juvenil, porém não menos preocupante. É referente ao título e que motivou este texto (acima). 

Mais uma história triste para a conta do Brasil, a pátria educadora. No país que fiz focar seus investimentos na educação dos jovens, a professora Carla Valéria de Oliveira, 41 anos, que leciona em Aracaju, no Sergipe, é a prova de que as coisas vão mal. Ela foi espancada por um de seus alunos, de apenas 16 anos.

O caso começou quando um grupo de alunos estourou um mictório com bombas de festa junina. A escola apurou para descobrir quem eram os autores do vandalismo e, entre eles, estava o adolescente acusado de agressão. Carla, que também é diretora na Escola Estadual Senador Lourival Fontes, então, foi alvo do aluno enfurecido com a punição que receberia.

“Ele [aluno] ficou sabendo que ia ser expulso. Então veio cantando uma música violenta, Falou eu saio, mas eu lhe mato. Partiu para cima. Deu o primeiro murro e eu caí. E me socou, vários murros. A cabeça batia muito na parede e eu só conseguia gritar pedindo socorro. Uma colega passou por ele depois e ele disse: a diretora está morta. Essa era a vontade dele. Dá medo ser professor hoje em dia”, relatou Carla a uma rádio local.

Carla, agora, desistiu de sua escola. Assustada e com medo de que a cena se repita, ela pediu transferência. Como alerta, avisa que o grande problema do colégio é o consumo de drogas internamente, que ela tentou combater em vão. O aluno que a agrediu, segundo ela, já havia sido alvo de diversas conversas, inclusive com sua família, sobre comportamento inadequado.
Extraído do yahoo.
 
   

quarta-feira, 15 de julho de 2015

JUSTIÇA NEGA HABEAS CORPUS PARA JOSINETO

O Tribunal de Justiça do Pará negou hoje (15) o pedido de Habeas Corpus em favor do vereador Josineto Feitosa. Josineto foi preso no dia 1º de julho por volta das 6:30h pelos agentes do GAECO em função das denúncias de irregularidades na Câmara Municipal. Seu cunhado e diretor financeiro da Câmara Herbert que também foi preso foi beneficiado pelo HC e já se encontra em liberdade sob várias restrições impostas pelo juiz Líbio Moura.

A defesa do Josineto dava como certa a sua liberdade, uma vez que o seu cunhado já havia sido solto. O tribunal no entanto, resolveu mantê-lo preso por entender que ainda tem muito a esclarecer e sua liberdade poderia dificultar o andamento das investigações. Alguns advogados de Parauapebas orientaram o vereador Josineto a não entregar ninguém, pois, segundo eles, a cada vereador que ele entregasse, poderia pegar mais 10 anos de prisão por corrupção ativa. Puro jogo para tentar salvar a pele dos colegas envolvidos no esquema de corrupção.

Pelo que conheço do Josineto, ele não vai cair nessa cilada e não vai assumir a culpa sozinho. Aliás, falando de culpa, acho que o ele é o menos culpado. Apesar de ter sido o presidente da casa no biênio 2013-2014, apenas dançou conforme a música que já vinha sendo tocada desde o mandato do vereador Euzébio Rodrigues (PT). A principal culpa do Josineto foi não ter força de quebrar o esquema da casa e ter se submetido ao jogo para manter seu cargo. Como as velhas raposas da Câmara falam, "aqui o jogo é bruto".

Josineto já deu o tom do que é capaz no discurso de posse do atual presidente Ivonaldo Brás quando falou: "se eu tiver que pagar por algo na minha gestão de presidente, todos os 15 pagarão, pois o que fiz foi de acordo com todos. Aqui nessa casa não tem santo...Nem no sobrenome".

PREFEITO VALMIR ENCRENCADO

Hoje (15) o prefeito Valmir da Integral foi convocado para comparecer ao Fórum de Parauapebas. Como o processo ainda é muito sigiloso, não conseguimos o teor da convocação, mas provavelmente seja acerca da Operação Filisteu que recolheu farta documentação na prefeitura e em sua própria casa. 

Valmir deve saber que o negócio é complicado, pois apareceu com um batalhão de advogados. A imprensa mantém acampamento na saída do Fórum para tentar algum furo.

Estamos de olho.

KARATECAS DE PARAUAPEBAS DÃO SHOW NA TERRA DE "LOS HERMANOS"

O esporte é a mais eficiente ferramenta de inclusão social e cidadania. Os exemplos estão aí por todos os lados para que possamos testemunhar e ampliar a ideia. Crianças de comunidades carentes, marginalizadas e excluídas pelo Estado tiveram a oportunidade de brilhar e conquistar a glória através da prática de algum esporte. É uma pena que as autoridades ainda não descobriram essa importante ferramenta e não apoiam devidamente o esporte amador no nosso Estado e, principalmente no nosso município.

Uma prova concreta é o projeto social desenvolvido pela Associação Kimê de
Karatê de Parauapebas. Essa, vem desenvolvendo um brilhante trabalho junto a crianças de comunidades carentes e atualmente atende aproximadamente 900 crianças nas diversas escolas públicas de Parauapebas. A associação mantém convênio com a prefeitura e, mesmo com os cortes de verbas, não deixou a peteca cair e insistiu no projeto. Ano após anos os resultados aparecem de forma crescente.

Nossos jovens karatecas treinados pela Associação Kimê foram para a Argentina e fizeram bonito no PAN de Karatê 2015. Com muita garra, superando todas as dificuldades e disputando com atletas de vários países representados por atletas de ponta, conseguiram 9 medalhas, sendo 3 de ouro, 5 de prata e 1 de bronze. Destaque para os atletas Rebeca Holanda, Jhefferson Silva, Gleice Kellen, Maurício Vital, Douglas Viana e Roger Rabelo.

Parabenizamos a todos os atletas que foram representar nosso município no PAN da Argentina. Os que não conseguiram medalhas, fica a nossa gratidão por terem contribuído no conjunto da obra, afinal, ninguém vence sozinho.

Os atletas retornam à Parauapebas nessa quinta-feira (16) e serão recebidos pela comunidade esportiva e desfilarão em carro aberto do Corpo de Bombeiros pelas principais ruas da cidade. Todos estão convidados para saudar nossos atletas.

terça-feira, 14 de julho de 2015

COLUNA DO LEITOR - IMENSURÁVEL PODER


“Todo o Poder Emana do Povo e em nome dele é exercido”.

Por Francesco Costa* 


Salve, salve a Carta Magna do Brasil que deu ao povo o poder máximo para gerar o poder e ter sobre ele total controle. Ocorre que na Constituição, se refere a um povo consciente de seus deveres, capaz de depois de tê-los cumpridos receber como soldo diversos direitos previstos em lei. 

Mas este povo que a constituição contempla com tão exuberante citação sabe tão pouco que nem mesmo conhece este “belo verso” do que deveria ser um bem lido livro de cabeceira. Porém o tal livro é ignorado por muitos que sempre acham melhor dar o “jeitinho brasileiro” de resolver as coisas. 

É o policial que quer aumentar o soldo recebendo um por fora; é o cidadão que prefere pagar propina ao invés de imposto; é o eleitor que recebe o dinheiro da saúde em períodos eleitorais e depois vai se queixar da deficiência da saúde; e outro que vende seu voto e depois vê o dinheiro, que deveria ser destinado para a educação de seu filho, ser levado por políticos corruptos. Assim vamos seguindo em um país onde todos tem planos para combater a corrupção, mas na prática se corrompem nas pequenas coisas.

Enquanto isso muitos escolhem a política por profissão, alguns exercendo cargos eletivos, outros nos bastidores empresariando os “artistas da democracia” que tem a simpatia do povo e dão seus showmícios envolvendo os eleitores com suas promessas requentadas e discursos requintados até chegar, de novo, de novo e mais uma vez e sempre ao poder que emanou do povo, mas não será em nome dele exercido. 

O resultado disto é o que vemos Brasil afora: insegurança pública, prédios escolares sem educação, hospitais sem saúde etc.

Não esperem que os políticos mudem a política, é preciso mudar o povo sobre como este vê a política. Não esperem que a reforma política inicie nas Câmaras ou Poderes Executivos; elas devem começar nas urnas. Tudo será diferente quando os eleitores não precisar mais consultar um advogado para saber de coisas tão simples como, por exemplo, a revisão das cláusulas de um contrato; ou precisar ir a um comício para ouvir, de novo, as promessas de um candidato. Tudo será bem diferente quando não se ver no dia de eleições as ruas entulhadas de “santinhos”, pois isso significará que o eleitor não precisará mais de sugestão para votar.

Tudo será diferente mesmo, quando entendermos a força da expressão POVO e mensurarmos o imenso PODER  que temos. Neste dia o POVO ocupará seu lugar de AUTORIDADE e os políticos eleitos seu posto de MEROS SERVIDORES.

*Jornalista

segunda-feira, 13 de julho de 2015

OPERAÇÃO TORTURA

Um vereador que me pediu sigilo me confidenciou que a "Operação Filisteu" deveria se chamar "Operação Tortura". Segundo ele, depois da prisão de três vereadores e de um servidor da câmara, a situação ficou muito complicada. O que já era ruim piorou com a declaração do promotor Hélio Rubens que falou que os 15 vereadores estão sendo investigados. "Pela primeira vez na história, nenhum vereador vai aproveitar o recesso, e até o final do mandato vamos viver sobressaltados e esperando uma viatura do GAECO em nossa porta", desabafou o vereador.

O que esse vereador falou não é exagero nenhum. Outro dia em Belém eu estava conversando com um juiz que já trabalhou em Parauapebas e ele soltou o seguinte: "o dr. Líbio está torturando os seus vereadores. Enquanto em Itupiranga foram presos 6 de uma só tacada, lá ele prende um de cada vez só para deixar os demais nervosos. Pior do que a prisão é a expectativa da prisão". 

Juntando as peças, realmente nossos vereadores estão sendo torturados da pior maneira possível. Daqui a pouco, alguma instituição de defesa dos direitos humanos vai representar o Ministério Público por tortura psicológica. Os vereadores que outrora curtiam o recesso em alto estilo em praias paradisíacas, agora estão acometidos do mal do pânico e angústia. Já estou preocupado com o estado que eles voltarão em agosto para a continuação dos trabalhos. Nem um trabalhador merece umas férias tão conturbadas dessa maneira.

Se isso servir como consolo, vai uma informação: em julho, ninguém do Poder Legislativo será preso. Podem confiar, pois a informação é quente. Aproveitem o resto das férias, esqueçam um pouco essa turbulência e procurem se divertir e relaxar.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

COLUNA DO LEITOR - REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL (DEBATE FRANCO)



"Reduzir para cruelmente punir" 


Por Suely Guilherme*


A grande discussão do momento vem sendo a redução da maioridade penal no Brasil, onde considero salutar os questionamentos de ambos os lados, desde que embasados em pesquisas empíricas, em conceitos e não em preconceitos. Desta forma faço a reflexão me apropriando de alguns conceitos de Michel Foucault, mais precisamente os trabalhados em sua grande obra “Vigiar e Punir”. Segundo este teórico francês “a descrição histórica do poder de punir está intimamente ligada a prisão, onde a permuta entre o sofrimento corporal medieval e o tempo perdido de vida em prisões capitalistas da modernidade é verificado. O poder de punir é utilizado de forma política, de modo que o suplício do corpo ao sofrer a pena é um espetáculo aterrorizante”. Neste sentido, concordo com os teóricos que defendem a ideia de que o medo é também um instrumento de dominação, onde a prisão contribui para com esta sensação de medo, uma vez que no caso do Brasil, elas não tem a intenção de ressocializar, de ser um instrumento que ainda coercitivo, possa também ser educativo.

Para muitos crimes, e ai não estou me referindo somente aos cometidos por crianças e adolescentes, a prisão poderia ser o ultimo recurso, contudo, sem analisar com criticidade cada ato infratório, preferimos utilizar a prisão para tirar do convívio social pessoas que por ventura possam ser enquadradas como perigosas, garantindo que este esteja a margem do convívio social. Sabemos que para cada caso há uma condenação especifica (ao menos no que rege o pacto federativo), porem não me esqueço de um episodio ocorrido em 2006 e que teve repercussão midiática, sendo este o caso da empregada domestica de 19 anos que foi condenada a quatro anos de prisão em regime semi aberto por roubar uma manteiga em um supermercado em São Paulo. Ai vem meus questionamentos: Se não damos conta de julgar com verdadeira “justiça” uma mulher adulta que furta um pote de manteiga (dando-lhe uma pena do mesmo peso que seu ato) como julgaremos nossas crianças e adolescentes? Alguns defendem a redução para crimes hediondos, mas nossos juristas saberão fazer esta separação? Os que são contra, muitas vezes justificam condenando a educação, mas o que nós educadores estamos fazendo para provar que somente através deste instrumento conseguiremos prevenir nossos jovens?
 
O direito de punir parece uma ordem natural, mas é natural punir antes mesmo de cometer o ato infratório? Digo isto porque somos punidos não só pela falta de boa educação, somos punidos pela falta de dignidade. Ou nossas crianças nascem em locais dignos? Com saúde de qualidade, gratuita e para todos? O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) atribui sim condenações segundo o grau de infração, mas porque preferimos generalizar? Me pergunto onde estão os jovens que mataram cruelmente o índio Galdino a 15 anos atras? Sendo que um deles era menor de idade na época e foi encaminhado para o centro de reabilitação juvenil do Distrito Federal, onde ficou internado na unidade por três meses, mesmo tendo sido condenado a um ano de reclusão. Que contraditório! A mulher que roubou a manteiga ficou mais tempo reclusa...

Se é para modificar a lei, que reformule o sistema prisional... Se é para condenar, que garantam a igualdade da pena independente da cor, etnia, perfil econômico e social... Se é para se posicionar que vá faça um exercício de memória e me prove que todos somos realmente iguais de direito...

*Graduada em Ciências Sociais pela UNESP/Marília-SP. Técnicas de Referência da Secretaria Municipal de Assistência Social de Parauapebas-PA.

ANÁLISE A RESPEITO DA LIBERDADE DE ODILON E ARENES

Nesses dois últimos dias minha caixa de mensagem ficou lotada de mensagens de repúdio ao habeas corpus que colocou em liberdade os vereadores Odilon e Arenes. O sentimento geral é de indignação, de descrença na justiça e sensação de impunidade. Aliás, muitos esperavam que eu usasse esse blog para tripudiar e dançar sobre os corpos dos acusados. Vejo (ressalvadas as exceções) um sentimento de vingança que esperava nada menos que um paredão de fuzilamento principalmente para Odilon.

Como eu sempre digo: muita calma nessa hora! Fazer justiça não é promover vingança. Não consiste em deixar o indivíduo encarcerado pelo resto da vida. Independente do grau do crime que se tenha cometido, todo cidadão tem direito a responder em liberdade até que seja julgado, após encerrado todos os recursos. A prisão de Odilon e Arenes foi provisória e só teria sentido mantê-los presos em caso de ameaça a testemunhas, de conluio com cúmplices, ou se atrapalharem de qualquer forma o trabalho da justiça. 

Crime e castigo


Eu entendo a indignação do povo que queria ver o linchamento público dos políticos corruptos. Para os mais leigos, a soltura dos vereadores representa um privilégio para quem tem dinheiro e poder. É fato que um cidadão pobre ficaria muito mais tempo esquecido numa cela imunda de presídio, mas isso não é correto. Também é fato que quem tem dinheiro e bons advogados não esquenta lugar em prisão. Não podemos considerar o tratamento dado aos pobres desse país como símbolo de justiça, e muito menos o privilégio dos endinheirados. Mas, nesse caso em especial, creio que a justiça está sendo feita até com um certo rigor.

O vereador Zé Arenes (PT) foi preso apenas por porte ilegal de armas. Apesar de ter sido acusado posteriormente por corrupção passiva, contra ele não pesa graves acusações com provas. Pesa contra ele o fato de ter sido vice-presidente da câmara no biênio 2013-2014. Até que se prove o contrário, é um cidadão honrado e deve à justiça apenas o fato de ter um arsenal em casa. Isso lhe custou mais de 40 dias de prisão.

Já o vereador Odilon, além de posse ilegal de armas, foi acusado de formação de quadrilha, peculato, entre outros crimes. Contra ele tem o flagrante de escutas telefônicas que podem trazer a tona fatos mais graves ainda. Ele também ficou mais de 40 dias na prisão e foi solto sob condições rigorosas que praticamente torna-o um prisioneiro dentro de sua própria casa. As condicionantes impostas pelo dr. Líbio praticamente encerra a carreira política de Odilon e deixa-o isolado da sociedade, dos amigos, e principalmente dos velhos aliados políticos. 

Odilon está proibido de pisar na câmara, na prefeitura, em qualquer espaço público, além de não poder manter contato com qualquer agente público ou testemunhas do caso. Resumindo, seria melhor que estivesse preso. E você acha que isso é pouco? Experimente ficar uma semana impedido de sair de casa e de falar com seus amigos. Para um homem com o perfil do Odilon que está acostumado ao poder, a influenciar e comandar pessoas, a articular nos bastidores, a manipular situações, isso é o mesmo que a morte. 

Para quem acha que a justiça foi branda, volte o calendário a 25 de maio. Até aquele momento nem os mais otimistas sequer imaginariam ver um vereador ser preso aqui no nosso "pebinha". No meu blog muitos comentavam: "vai sonhando abestado", "aqui é terra de muro baixo e nada acontece contra os corruptos", "tem que roubar mesmo, pois a justiça está dominada e nada vai acontecer". Agora esses mesmos incrédulos continuam falando as mesmas coisas em relação ao prefeito. E eu continuo falando para prestarem atenção nas minhas previsões, pois não são formuladas a partir de bola de cristal, e sim de observações, análises conjunturais e informações concretas. Lembram do texto que publiquei aqui com o título "ÁGUAS DE MARÇO"? Então fiquem ligados.

ESCLARECIMENTO DA COOPERATIVA DE TRANSPORTE SOBRE PROPAGANDA INDEVIDA


DIREITO DE RESPOSTA
ao Blog do Luiz Vieira (http://blogdoluizvieira.blogspot.com.br), o que faz nos seguintes termos:
Em 29 de junho de 2015, foi veiculado nesse canal de comunicação, matéria intitulada de “Governo Valmir e a Prostituição”, onde foi divulgada imagem de veículo desta Cooperativa que continha publicidade de uma Casa de Massagens.
A bem da verdade e em respeito aos leitores deste veículo de comunicação, cumprimos o dever de esclarecer os fatos escritos e assinados pelo responsável pelo Blog, o Sr. Luiz Vieira.
A Central da Cooperativas presta serviços de transporte, e atua precipuamente na administração de parte dos micro-ônibus que executam o transporte público local, uma vez que esta possui permissão do Município para prestação desse serviço.
Desta feita, estamos inseridos no cotidiano ativo da cidade, e por isso procuramos colaborar continuamente na melhoria do transporte público, seja investindo em constante renovação de sua frota, seja na capacitação dos cooperados responsáveis para o desenvolvimento da atividade fim da Cooperativa.
Com o propósito de oferecer maior conforto aos passageiros que utilizam os veículos da cooperativa, em março de 2015, firmamos contrato de prestação de serviço de publicidade com uma empresa, que oferecia serviços publicitários com mídia eletrônica televisa e impressa.
Ocorre que o contrato firmado entre as partes, previa que o conteúdo do material publicitário era pra ser de interesse público, condição esta que a Cooperativa fez questão de frisar.
Todavia, fomos surpreendidos com publicidade totalmente alheia ao conteúdo estabelecido em contrato, fato este que tem causado transtornos para esta, bem como desconforto aos passageiros que utilizam o transporte público.
Diante isso, esta Cooperativa informa que rescindiu de imediato o contrato com a referida empresa, e já adotou as medidas judiciais cabíveis ao caso.
Nesta senda, em respeito à população parauapebense, solicitamos a esse canal de comunicação, a publicação da Nota de Repúdio abaixo transcrita, com o fim de prestar os devidos esclarecimentos:
“A Central das Cooperativas de Parauapebas, atual prestadora dos serviços de transporte público no município de Parauapebas - PA, vem informar sua nota de pesar e repúdio aos acontecimentos ocorridos no último dia, acerca das propagandas desautorizadas nos ônibus que realizam o transporte coletivo no município.
Informamos que contratamos uma prestadora dos serviços de exploração visual publicitária, que possuía como obrigação contratual respeitar a dignidade humana a moral e os valores familiares, cláusula que fizemos questão de explicitar. Ocorre que por culpa exclusiva da empresa contratada, sem qualquer autorização da Central, a empresa veiculou propagandas totalmente contrárias ao contrato celebrado.
Cabe ressaltar que a Central já retirou todas as propagandas contrárias ao contrato e, já estamos providenciando todas as medidas legais para reparar os danos causados.
A Central ratifica que é formada por cidadãos parauapebenses trabalhadores, que tem se esforçado para dar o melhor serviço à população e que após a exaustiva jornada de trabalho, retornam para o seio de suas famílias. Por isso, não aceitam nada que atentem contra os mandamentos de Deus e da família, recebendo com grande pesar a situação que não fora por ela provocada.
Nosso profundo desapontamento é nossa desculpa a todo povo parauapebense a quem devemos o total respeito e reconhecimento, que tal desatento não ficará sem as respectivas penas legais.
Jovelino Mendes do Amaral
Presidente da Central das Cooperativas de Transporte de Parauapebas”

Diante do exposto, solicitamos o direito de resposta, por meio da publicação da citada nota.

Jovelino Mendes do Amaral

Presidente da Central das Cooperativas de Transporte de Parauapebas

terça-feira, 7 de julho de 2015

FILHA DE PARAUAPEBAS É A MAIS NOVA PROMOTORA DO PARÁ

Vanessa Herculano Ribeiro, filha de Parauapebas, estudante de escola pública, casada com o professor Alípio Mario Ribeiro, tomou posse nesse 2 de julho em Belém no Coliseu das Artes no Polo Joalheiro. Vanessa que fez o Ensino Médio na Escola Estadual Eduardo Angelim, e, como tantos outros jovens, teve que deixar o conforto do convívio de sua família para estudar fora, devido a falta de oportunidade em nosso município. Cursou direito na UFPA/Marabá, e desde então perseguiu o sonho de se tornar membro do Ministério Público. 

Nesse período, Vanessa fez vários concursos públicos, e, apesar do tropeço em uns, foi aprovada na grande maioria. Isso vale de exemplo para aquelas pessoas que desistem diante das barreiras e se acomodam diante da primeira vitória. Sua meta era o MP, e para isso abriu mão de noites de sono, de eventos sociais, de convívio familiar, de empregos tentadores e outras armadilhas do caminho. A história de um vencedor não é feita somente de sorrisos, mas, principalmente de
Vanessa assinando o termo de posse
muitas lágrimas e sacrifícios.

Vanessa é um exemplo vivo para nossos jovens que tem um sonho mas não sabem como alcançar. Não existe segredo ou fórmula especial. Apenas o trabalho, a disciplina, a dedicação e a força para não desistir.

A nova cara do Ministério Público


Novas cabeças para um novo MP
Tive a honra de testemunhar a posse dos 40 novos promotores do Pará e uma coisa especial me chamou a atenção: as caras de "moleques" dos empossados. Não vi nem um maduro ou com idade avançada. Todos muito jovens e cheio de ideais. A Vanessa por exemplo, chega a esse nobre cargo com apenas 28 anos de idade.

Isso demonstra uma mudança radical no judiciário, que cada vez mais está sendo "invadido" por uma nova geração com novos ideais, novos conceitos e uma forma mais dinâmica de fazer justiça. A velha geração que é adepta do "jeitinho", do "tudo pode", do "meu dinheiro compra tudo", do "ninguém me toca", pode botar as barbas de molho, pois essa moçada promete botar pra quebrar e não se deixar contaminar pela podridão que se instalou nas nossas instituições.

Presença do governador


O evento de posse foi disputadíssimo, e entre as diversas autoridades estava o governador do Estado Simão Jatene que fez o discurso de encerramento do evento. A ausência mais notada foi a do procurador Nelson Medrado que estava em Parauapebas preparando o próximo passo da Operação Filisteu. 

Parabéns a Vanessa Herculano Ribeiro, parabéns aos seus familiares, parabéns aos novos promotores do Estado do Pará. Com certeza, o vosso trabalho nos municípios mais longínquos engrandecerá e oportunizará os menos favorecidos o acesso a justiça.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL É A SOLUÇÃO?

Atualmente esse é o tema que está tomando conta das redes sociais. A maioria da população brasileira (cerca de 90%) se posiciona a favor da redução para 16 anos. Mas infelizmente, esse posicionamento da maioria é colocado em cheque quando os argumentos são apresentados: os mais "inteligentes" que vemos são: "bandido bom é bandido morto", "queria ver se sua família fosse violentada por um desses menores", "tá com pena, leve pra sua casa", "kkkkk", "tem que meter na cadeia mesmo", etc. Como podemos perceber, não se trata de argumentos, e sim sentimento de vingança, uma certa histeria coletiva induzida pelos altos índices de violência que fomos submetidos e pela intensa campanha midiática. 

O que me chama a atenção é o grande numero de intelectuais, de juristas, de articuladores sociais, enfim, de gente com cacife e argumentos sólidos que são contra a redução da maioridade penal. Alguns defensores da redução até diriam: "ah, mas essa turma não anda a pés pelas ruas, tem seguranças, blá, blá". É claro que esse argumento é simplório e infantil.

Quero colocar esse espaço para que o leitor se manifeste. Mande seu texto se posicionando contra ou a favor para o e-mail luizvieira2006@yahoo.com.br e será publicado aqui. Só que tem que ter argumentos diferentes dos que citei acima. O importante é debater de forma séria e sincera para sair do simplismo. Para iniciar esse debate, publico aqui o texto abaixo:

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL: CONSIDERAÇÕES RELEVANTES


Por Rivelino Zarpellon*

A redução da maioridade não resolve o problema da violência no Brasil. Não resolve porque não está sendo discutido com a seriedade necessária. Porque se apegam aos efeitos e não às causas; se apegam, sobretudo à opinião pública de um povo que é vítima, mas não é capaz de reconhecer seu verdadeiro algoz.
 
Temos 21 milhões de jovens entre 12 e 17 anos, cujos delitos (atos infracionais), somando todos, não ultrapassam 0,5% dos delitos no Brasil e quando se trata de atos contra a vida, esses dados caem para 0,013%. Considerando que das vítimas de homicídios no Brasil, 36% são jovens abaixo de 18 anos de idade, não me resta outra conclusão se não a de que, na verdade, os jovens são as vítimas e não os algozes. 

Se lembrarmos, ainda, que 50% dos Deputados Federais respondem processos criminais, vou mais longe: por que não se propõe um Projeto de Lei para agravar a pena dos criminosos que atentam contra os cofres públicos? Estariam esses deputados tentando desviar a atenção e legislando em causa própria? Ora, são justamente os crimes praticados contra o erário, uma das maiores causas da falta de recursos para a políticas públicas de saúde, educação, assistência social, segurança pública...
Doutra banda, ainda persistem muitos mitos sobre a violência praticada pelo menor. Vamos lá! Há uma ideia de que não há punição para menores no Brasil. Ora, como não? O ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente prevê 06 tipos de penalidades para menores infratores, porém, pelo menos na teoria, pressupõe, estudos e trabalho, dentro das medidas socioeducativas, no intuito da ressocialização, enquanto nos presídios, a pena será cumprida como outro preso qualquer, em meio a bandidos de alta periculosidade, daí de extrai outras duas preocupações: de um lado, temos a quarta maior população carcerária do mundo, com mais de 600 mil presos, ficando atrás apenas da China, Russia e Estados Unidos - esses dois últimos compõem o grupo seleto dos que mantem em suas legislações a maioridade penal abaixo de 18 anos; de outro, enquanto um menor poderia cumprir medidas socioeducativas, vai para a vala comum dos presídios brasileiros, graduar nas chamadas Universidade do Crime. 

Ademais, essa decisão atropelada da Câmara do Deputados é, nas palavras do Professor Luiz Flávio Gomes, inconstitucional e inconvencional por serem flagrantemente contra a constituição brasileira, pois de acordo com o disposto no art. 227, § 3º, V, da CF exige-se o “respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento quando da aplicação de qualquer medida privativa da liberdade”. É, pois, inconstitucional e viola vários princípios da nossa Constituição e das Convenções e Pactos Internacionais.

Fere, da mesma forma, vários princípios constitucionais e até o Eduardo Cunha já admitiu que isso não reduzirá a taxa de criminalidade, contrariando o princípio da Eficiência, dentre tantos outros. O Professor Luiz Flávio Gomes, admite que seria mais interessante discutir o aumento da pena máxima privativa de liberdade dos menores infratores de 03 para 06 anos, entendendo não ferir a Constituição. Até aí, tudo bem e todo debate é saudável.

Some-se a isso o fato de que a reincidência dos criminosos adultos que cumprem pena, gira na taxa de 70%, já os que cumprem medidas socioeducativas a reincidência é de apenas 30%. Assim pergunto: com todas essas informações ainda precisamos insistir nessa estupidez? É esse futuro que nós queremos para a nossa juventude? 

O pior de tudo foi a forma como a proposta foi aprovada. Sem qualquer legitimidade, baseada na manipulação de Regimento e numa articulação com bancadas reacionárias, a chamada Bancada BBB (Bala, Boi, Bíblia). De olho do sufrágio e de posse de pesquisas que apontam que, em torno de 90% por cento dos brasileiros são a favor da redução da maioridade penal - ainda que que essa opinião seja formada por "Dateninhas Linchadores", os Deputados ligados às forças reacionárias desses país, concentraram todas as energias para agradar as massas manipuladas pela grande mídia que, sem qualquer senso ético, vê nas medidas conservadoras algo que ninguém de senso crítico consegue ver.

Pelo menos um desdobramento disso tudo já aparece nas redes sociais. Nenhum objeto discutido e votado no Congresso Nacional, poderá ser apreciado seguidamente na mesma sessão legislativa, de modo que facilmente essa manobra será derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, que lá não se importa mais com a sociedade, mas tentará  angariar alguma credibilidade junto à opinião pública.

Diante de tudo isso só posso crer mesmo é no poder de mobilização da sociedade e uma esperança de que Dilma, no seu papel de Estadista, invoque o pensamento de Boaventura de Sousa Santos e coloque o Estado como Novíssimo Movimento Social para, quem sabe, frear os avanços reacionários com características fascistas que, inexoravelmente, avança, dia a pós dia. Eu tenho a esperança de que eu não tenha que gritar contra a ditadura, a tortura e coisas piores que ameaçam se instalar no meu País.

*Advogado, membro da Comissão dos Direitos Humanos da OAB/PA e Conselheiro da SDDH (Sociedade Paraense de Direitos Humanos).

sexta-feira, 3 de julho de 2015

VALMIR PODE SER PRESO A QUALQUER MOMENTO

Ontem, (2/7) todos os delegados de polícia de Parauapebas foram convocados à Marabá para uma reunião de emergência na superintendência. Para reforçar o mistério, o procurador Nelson Medrado deixou de participar de uma solenidade importantíssima e disputadíssima em Belém. Trata-se da posse dos 40 novos promotores de justiça do Pará. Todos os figurões do MP estavam presentes, e até o governador Simão Jatene prestigiou o evento. Um procurador da estirpe do Medrado, jamais perderia esse evento, a não ser por uma questão de extrema urgência. Mas perdeu. Como eu sei disso? Eu estava na posse dos promotores, e lá fui informado que o Nelson Medrado estava justamente na minha cidade numa importante missão do MP. 

Só para o leitor entender, o Medrado não tem nada a ver com a operação que está prendendo os vereadores. A Operação Filisteu foi dividida em dois grupos: um grupo cuida da câmara e é chefiado pelo promotor Hélio Rubens; outro cuida do Morro dos Ventos e é chefiado pelo procurador Nelson Medrado. Entendeu a lógica? A estadia do Medrado em Parauapebas nesse momento e a retirada de todos os delegados de Parauapebas é um forte indício de que uma grande operação está sendo preparada e, dessa vez, peixes graúdos poderão cair na rede.

Fiquem atentos e prestem atenção em toda movimentação estranha que perceber. Qualquer novidade informaremos aqui.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

AUTORA E MEMBRO DA ACADEMIA DE LETRAS DO SUL E SUDESTE DO PARÁ PREFACIA O LIVRO DE LUIZ VIEIRA

Trecho do prefácio do livro "O escorpião e a borboleta" escrito por Rosa Peres.


(...) Campbell em sua famosa Jornada do Herói nos estimula a retratar histórias do senso comum com pitadas de aventuras, textos memoráveis de heróis e bandidos, de renúncias e aventuras, de enfrentamentos e de recuos, sempre com doses intervalar do elixir da vida que compõe os enredos de grandes histórias. E Luiz Vieira, assim como Campbell nos joga de corpo e alma dentro dos seus textos, nos envolvendo tanto que até nos encontramos nos contextos abordados.

A obra de Luiz Vieira é para ser lida com os olhos e com a alma, com a razão e a emoção. 

Rosa Peres

Escritora Rondonense 

QUINZE VEREADORES DE PARAUAPEBAS SÃO INVESTIGADOS

A crise política em Parauapebas deflagrada pela Operação Filisteu acirrou ainda mais e ganhou proporções trágicas com a expectativa de prisão de outros vereadores. Em nenhum município do Brasil um escândalo chegou a esse nível. Na segunda fase da operação foi preso o vereador Josineto e seu cunhado e assessor Webert já é dado como foragido. Outros mandados de prisão de vereadores serão executados a qualquer momento.

Segundo o promotor de justiça Hélio Rubens, os 15 vereadores estão sendo investigados. Será que o nobre promotor não estaria exagerando? Seria possível que nessa casa de leis 100% dos vereadores estivessem envolvidos em falcatruas e crimes contra o patrimônio público? Difícil de acreditar, mas se o promotor tiver razão em suas suspeitas, teremos a maior crise política do Brasil e o nosso Poder Legislativo ficará manchado para sempre.

Sou sempre otimista. Prefiro acreditar que alguns vereadores se salvem dessa ação. Só fico encabulado com o silêncio sepulcral que os edis se mantiveram após a Operação Filisteu. O prefeito Valmir que é o principal investigado está jogando todas as suas fichas para o desgaste da câmara, e, a oposição que outrora fazia discursos incendiários contra o prefeito, agora se cala. Muito mistério nesse reino da fantasia.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

GAECO PROVOCA NOVA BAIXA NA CÂMARA DE PARAUAPEBAS

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) fez mais uma ilustre visita ao nosso município. Dessa vez, veio para cumprir 4 mandados de prisão, sendo os contemplados: vereadores Josineto Feitosa, Devanir Martins e Majo da Mactra, além do Diretor da Câmara Werbert. 

Por enquanto, só o Josineto encontra-se no Ministério Público prestando depoimento. Chegou agora a informação de que uma força tarefa estaria no encalço do Majo que se encontra em Belém. Os demais com mandato de prisão devem ser apresentados a qualquer momento para depoimentos.

Se continuar essa operação, corremos o risco de nem termos Câmara de vereadores em agosto. Melhor mesmo seria os que ainda estão soltos dar no pé, pois o MP provou que não está para brincadeira.

Frustração


Muitos leitores do blog me ligaram hoje para saber se o Valmir também seria preso. A frustração foi geral. Calma gente! Por enquanto o MP está usando a tática de guerrilha. Ao prender os vereadores, conseguirão ainda mais provas irrefutáveis contra o chefe do esquema. Ou algum inocente acha que o Legislativo agia com independência? Está cercando os peixes pequenos e deixando os tubarões por último. 

Vamos acompanhar o desenrolar dos fatos e informaremos aos leitores em tempo real. Aguardem!

SESSÃO DE 30 DE JUNHO - UFA! ACABOOOOOOOUUU!!!

Quando o Brasil comemorou o tetra mundial naquele jogo onde o craque italiano Roberto Baggio isolou aquele pênalti, o Galgão gritou ensandecido: acaboooooouuu, acabooooouuu... Ontem, na câmara, no final da última sessão do semestre, o vereador Brás correu para a sala do lanche e imitou o Galvão. Dizem que até rolou no chão. E nossos bravos vereadores tem motivos de sobra para comemorarem o fim desse período.

Outra comparação futebolística que cai como uma luva na câmara é uma final de campeonato disputada em dois jogos. No primeiro jogo o tima "A" meteu uma goleada de 5 x 0. No segundo jogo poderia perder até por 4 x 0 que seria campeão. Acontece que no segundo jogo o time "B" meteu 4 x 0 aos trinta minutos do segundo tempo e continuava botando pressão no time "A". Quando o juiz apitou o final do jogo, os jogadores do time "A" humilhados, todos em frangalhos, comemoraram efusivamente o final da partida. Ufa!

Assim, estão nossos "bravos guerreiros" vereadores. No primeiro tempo do jogo que corresponde ao período de janeiro de 2013 a março de 2015, nossos "craques" usaram e abusaram do mando de campo e do manto da impunidade. Eis que no segundo jogo, aparece o craque do time que, sem querer, marca um gol contra e complica o jogo. Com a declaração do "craque" Odilon, o jogo ficou complicado e o time adversário nem precisou jogar mais. Os próprios jogadores do time "A" começaram a marcar gols contra e complicaram o jogo. Mas, enfim, o jogo acabou e o time "A" terá uma folga para se recompor para o próximo campeonato.

Após a operação Filisteu que prendeu dois vereadores e após a declaração do Ministério Público dando conta de que os telefones de todos os vereadores estavam grampeados desde junho de 2014, nossos bravos edis perderam o rumo. Como se não bastasse o grampo telefônico, um promotor achou de falar que existe aqui na câmara um esquema de mensalão. Isso mesmo! Ele não disse mensalinho, e sim MENSALÃO. Será? As sessões passaram a ser meras formalidades e os oradores, outrora tão valentes e indignados, se calaram e ficaram como cordeirinhos esperando a hora do matadouro.

Ontem, na última sessão do período não foi diferente. O único vereador que usou a tribuna foi o Charles Borges que homenageou o bispo Dom Vital Corbelline, agraciado com o título de cidadão parauapebense. Aliás, esse foi o único momento bom da sessão. Serviu para afastar um pouco da urucubaca da casa. Os demais vereadores, continuaram calados, apenas fazendo o "feijão com arroz" e torcendo para acabar logo esse jogo.

Ufa! Enfim terminou. Nossos "heróis" não aguentavam mais a pressão. Teve vereador tão angustiado que nem conseguia mais comer e dormir. Nessas horas, até para os infiéis vale a pena apelar para Deus. O inferno astral chegou ao limite para nossos vereadores e alguns não aguentaram e pediram licença saúde. Haja pressão!

Mas tudo se acabou ontem, 30 de junho como acaba um carnaval que irrompe a quarta-feira de cinzas. Nossos "heróis" não mereciam tanto sofrimento. Agora, terão suas merecidas férias e poderão descansar bem longe de Parauapebas em algum paraíso paradisíaco e, assim, botarem a cabeça no lugar. Em julho também o Ministério Público tirará férias e deixará de perseguir nossos "pobres" vereadores. Esse tempo será o suficiente para reorganizar o jogo e voltar com tudo. Quem sabe, voltarão a jogar como antigamente e tudo continuará como se esse terremoto nunca tivesse passado por Parauapebas?

No dia 3 de agosto acontecerá a sessão solene de retorno ao "novo período" legislativo. Talvez, a câmara volte menor. Talvez retorne com 4 ou 5 jogadores, digo, vereadores a menos. Mas, os que restarem estarão bronzeados pelo sol da Zona do Equador e com as cabeças frescas prontos para dançarem um novo tango sob os olhares admirados da população. Pelo menos um vereador continuará c@#*"* e andando, mas isso já é outra história.

Desde já, convido a população para no dia 3 de agosto recepcionar nossos "valentes e humildes" vereadores e manifestar todo o apoio a esses bravos representantes do povo. Por enquanto, desejamos a todos (inclusive aos presos), ótimas férias.

Marieta Severo e a ameaça de morte



Por Kiko Nogueira, no blogDiário do Centro do Mundo:


O próximo empregado da Globo a sofrer ameaça de morte, depois de Jô Soares, será Marieta Severo. Pode anotar. Marieta foi ao programa do Faustão, uma das maiores excrescências da televisão mundial desde a era paleozóica.

Fausto Silva estava fazendo mais uma daquelas homenagens picaretas que servem, na verdade, para promover um programa da emissora. Os artistas vão até lá por obrigação contratual, não porque gostem, embora todos sorriam obsequiosamente. O apresentador insiste que são “grandes figuras humanas”.

Ele se tornou uma espécie de papagaio do que lê e vê em revistas e telejornais, tecendo comentários sem noção sobre política. Em geral, dá liga quando está com uma descerebrada como, digamos, Suzana Vieira ou um genérico de Toni Ramos.

Quando aparece alguém um pouco mais inteligente, porém, ele se complica. Faustão anda tão enlouquecido em sua cavalgada que não lembrou, talvez, de quem se tratava. Começou com aquela conversa mole sobre o Brasil não ter “estrutura”. A única coisa organizada aqui é o crime, em sua opinião. Somos “o país da desesperança”.

Ela discordou com classe: “Não, eu sou sempre otimista”. O país caminhou muito, falou. “Pra mim, tem uma coisa muito importante: a inclusão social, a luta contra a desigualdade. A gente teve muito isso nos últimos anos. Estamos numa crise, mas vamos sair dela”. Ainda criticou os evangélicos. “Nada contra religião. Só não quero uma legislando a minha vida”, afirmou.

Recentemente, Marieta, que está no papel principal de uma nova série, deu uma longa entrevista no Globo. Se confessou chocada com o que chamou de retrocesso nas conquistas de sua geração (ela tem 68 anos).

“Sou contra a redução da maioridade penal e contra muita coisa que está em evidência e que, para a minha geração, é chocante”, disse a ex-mulher de Chico Buarque. “Eu sou da década de 1960, do feminismo, da liberdade sexual, das igualdades todas”.

Não é preciso dizer que a entrevista no Faustão não foi muito além do script. Marieta deu um recado importante no mesmo dia em que Mantega foi novamente hostilizado num restaurante de São Paulo.

Nas redes sociais, os suspeitos de sempre a enxovalhavam por ter “defendido o PT” (ela não falou no nome do partido). Uma medida sensata seria MS contratar um guarda-costas daqui por diante - inclusive para circular no Projac.