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quarta-feira, 17 de julho de 2013

LULA: A Mensagem da Juventude Brasileira



Por Luiz Inácio Lula da Silva



Os jovens, dedos rápidos em seus celulares, tomaram as ruas ao redor do mundo.
Parece mais fácil explicar esses protestos quando ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia, em 2011, ou em países onde a crise econômica aumentou o número de jovens desempregados para marcas assustadoras, como na Espanha e na Grécia, do que quando eles surgem em países com governos democráticos populares – como o Brasil, onde atualmente gozamos das menores taxas de desemprego da nossa história e de uma expansão sem precedentes dos direitos econômicos e sociais.

Muitos analistas atribuem os recentes protestos a uma rejeição da política. Eu acho que é precisamente o oposto: Eles refletem um esforço para aumentar o alcance da democracia, para incentivar as pessoas a participar mais plenamente.

Eu só posso falar com autoridade sobre o meu país, o Brasil, onde acho que as manifestações são em grande parte o resultado de sucessos sociais, econômicas e políticas. Na última década, o Brasil dobrou o número de estudantes universitários, muitos de famílias pobres. Nós reduzimos drasticamente a pobreza e a desigualdade. Estas são conquistas importantes, mas é completamente natural que os jovens, especialmente aqueles que estão obtendo coisas que seus pais nunca tiveram, desejem mais.

Esses jovens não viveram a repressão da ditadura militar nas décadas de 1960 e 1970. Eles não convivem com a inflação dos anos 1980, quando a primeira coisa que fazíamos quando recebíamos nossos salários era correr para o supermercado e comprar tudo o possível antes de os preços subirem novamente no dia seguinte. Lembram-se muito pouco da década de 1990, quando a estagnação e o desemprego deprimiu nosso país. Eles querem mais.

É compreensível que assim seja. Eles querem que a qualidade dos serviços públicos melhores. Milhões de brasileiros, incluindo os da classe média emergente, compraram seus primeiros carros e começaram a viajar de avião. Agora, o transporte público deve ser eficiente, tornando a vida nas grandes cidades menos difícil.

 As preocupações dos jovens não são apenas materiais. Eles querem maior acesso ao lazer e a atividades culturais. Mas, acima de tudo, eles exigem instituições políticas que mais limpas e mais transparentes, sem as distorções do sistema político e eleitoral anacrônico do Brasil, que recentemente se mostraram incapazes de gerir a reforma. A legitimidade dessas demandas não pode ser negada, mesmo que seja impossível atendê-las rapidamente. É preciso primeiro encontrar recursos, estabelecer metas e definir prazos.

A democracia não é um compromisso de silêncio. Uma sociedade democrática é sempre em fluxo, debater e definir as suas prioridades e desafios, em constante desejo por novas conquistas. Apenas em uma democracia um índio pode ser eleito presidente da Bolívia, e um afro-americano pode ser eleito presidente dos Estados Unidos. Apenas em uma democracia poderia, primeiro, um metalúrgico, e depois, uma mulher serem eleitos presidentes do Brasil.

 A história mostra que, quando os partidos políticos são silenciados e as soluções são procuradas pela força, os resultados são desastrosos: guerras, ditaduras e perseguição das minorias. Sem partidos políticos não pode haver uma verdadeira democracia. Mas as pessoas simplesmente não querem votar a cada quatro anos. Eles querem interação diária com os governos locais e nacionais, e querem participar da definição de políticas públicas, oferecendo opiniões sobre as decisões que os afetam a cada dia.

Em suma, eles querem ser ouvidos. Isso cria um enorme desafio para os líderes políticos. Exige as melhores formas de engajamento, através da mídia social, nos espaços de trabalho e nos campi, reforçando a interação com grupos de trabalhadores e líderes da comunidade, mas também com os chamados setores desorganizados, cujos desejos e necessidades não devem ser menos respeitado por falta de organização.

Tem-se dito, e com razão, que enquanto a sociedade entrou na era digital, a política permaneceu analógica. Se as instituições democráticas utilizassem as novas tecnologias de comunicação como instrumentos de diálogo, e não para mera propaganda, eles iriam respirar ar fresco em suas operações. E seria mais eficaz trazê-los em sintonia com todas as partes da sociedade.

Mesmo o Partido dos Trabalhadores, que ajudei a fundar e que tem contribuído muito para modernizar e democratizar a política no Brasil, precisa de profunda renovação. É preciso recuperar suas ligações diárias com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para novos problemas, e fazer as duas coisas sem tratar os jovens de forma paternalista.

A boa notícia é que os jovens não estão conformistas, apáticos ou indiferentes à vida pública. Mesmo aqueles que pensam que odeiam a política estão começando a participar. Quando eu tinha a idade deles, nunca imaginei que me tornaria um militante político. No entanto, acabamos criando um partido político quando descobrimos que o Congresso Nacional praticamente não tinha representantes da classe trabalhadora. Através da política conseguimos restaurar a democracia, consolidar a estabilidade econômica e criar milhões de empregos.

É evidente que ainda há muito a fazer. É uma boa notícia que os nossos jovens querem lutar para garantir que a mudança social continue em um ritmo mais intenso.

A outra boa notícia é que a presidente Dilma Rousseff propôs um plebiscito para realizar as reformas políticas que são tão necessárias. Ela também propôs um compromisso nacional para a educação, saúde e transporte público, em que o governo federal iria fornecer apoio técnico e financeiro substancial para estados e municípios.

Ao conversar com jovens líderes no Brasil e em outros lugares, eu gostaria de dizer-lhes o seguinte: Mesmo quando você está desanimado com tudo e com todos, não desista da política. Participe! Se não encontrar em outros o político que procura, você pode achá-lo em si mesmo.

Fonte: New York Times,via blog do Genoíno   http://migre.me/fvvkK

terça-feira, 16 de julho de 2013

LIÇÕES DA DERROTA DE ANDERSON SILVA


ANDERSON SILVA X CHRIS WEIDMAN


Na madrugada de 06 de julho muitos brasileiros ficaram acordados para assistirem ao que seria o maior fiasco, a maior decepção do UFC. Até então o lutador Anderson Silva era o nosso herói nacional, símbolo de determinação, de vigor e exemplo para a nova geração. Por sua causa muitos brasileiros que jamais pensariam na hipótese de gostar de algum tipo de luta, passaram a acompanhar esse esporte como se fosse futebol. O fato é que Anderson Silva colocou o Brasil no topo em uma modalidade em que os americanos reinavam absolutos.
A luta foi um balde de gelo para quem ficou acordado na madrugada de sábado, dia 06. Quem não viu também ficou perplexo no domingo quando viu a reprise nos canais de esporte. Anderson Silva fez umas firulas, umas gracinhas e foi nocauteado de forma vergonhosa, humilhante. No chão, agarrou-se aos pés do juiz como se não tivesse acreditando no que acabara de acontecer. Os fãs indignados fizeram todo tipo de julgamento: foi marmelada; Anderson amarelou; foi armação para arrumar uma desculpa para se aposentar; Anderson entregou a luta por alguns milhões; foi uma fraude para beneficiar apostadores. Poucos acreditaram no mérito do americano Chris Weidman que estava concentrado e soube aproveitar o momento de vacilo de Anderson. Sem entrar no mérito da questão e sem emitir juízo, até porque não entendo nada de UFC, essa luta me inspirou a pensar no comportamento humano que prevalece na conjuntura atual. Podemos tirar duas grandes lições que são:
1.       Nunca subestime seu adversário (ou inimigo)
No dia-a-dia temos que conviver com diversos tipos de adversários ou até mesmo inimigos. Um velho sábio já dizia que você pode julgar o caráter de um homem pelos seus inimigos. Não existe essa história do bom moço exemplar que não tem inimizade com ninguém. Isso é falso, é superficial e artificial. Se você pensa, se tem opinião, se tem alguma personalidade, inevitavelmente vai cultivar inimigos, em menor ou em maior grau. A vida é uma batalha diária, uma disputa por espaços, por atenção, por amor, por ideologias, por poder, por um lugar ao sol, etc. O mais importante é fazer dessa batalha um “Bom Combate” e escolher as armas e os inimigos certos. Há quem prefere ser inimigo do traficante ou do político corrupto e há também quem prefere ser inimigo de quem luta por justiça ou do Papa. Por isso é que repito o pensamento “você pode julgar o caráter de um homem pelos seus inimigos”.
O bom homem combate o “Bom Combate”. Assim, torna-se regra primordial respeitar seu adversário. Subjugá-lo pode ser sua ruína, sua derrota. Assim aconteceu com Anderson Silva quando de forma desrespeitosa ficou menosprezando o adversário e foi parar na lona. Lembre-se sempre: seu inimigo é muito importante para seu êxito, sua vitória. Por isso tem que ser respeitado e valorizado.

2.       A sociedade não tolera vítimas, perdedores e fracos que desistem.
Parece cruel, mas essa é a realidade. Seja em qual área for a sociedade não tolera perdedor. Não só a sociedade. A natureza é assim, seletiva e impiedosa com os fracos. Esse comportamento “ninguém me quer”,” ninguém me ama”, “ninguém gosta de mim”, “sou mesmo sem sorte”, “o mundo está contra mim”, ´são típicos desvios intoleráveis que vão sendo descartados naturalmente. Seja no trabalho, no amor, na família, na política, na religião ou em qualquer área, as pessoas determinadas, guerreiras, que correm atrás, que não ficam se lastimando, que acreditam no seu potencial, que pensam positivamente, são as mais valorizadas e estão sempre no topo.
Veja o exemplo de Anderson Silva. Seu estilo de luta sempre foi o mesmo que ele usou na última luta. Ele sempre brincou com o adversário, sempre fez firula, sempre menosprezou o adversário. Veja as demais lutas e você confirmará o que estou falando. A questão é que enquanto ele estava vencendo todo mundo aprovava e aplaudia essa estratégia. Bastou uma derrota para o Anderson Silva cair do céu ao inferno. Antes, brincar com o adversário era bonito. Agora todo mundo critica. Viu como a sociedade é cruel e implacável com quem perde?
A principal lição é essa: você não tem a obrigação de ganhar sempre, mas tem a obrigação de sempre lutar. Vença sempre que possível, mas quando perder perca lutando e, se possível, de pé.

domingo, 14 de julho de 2013

A MAGIA DE SER PAI


Ao meu filho Leonardo Figueiredo Vieira


O ano era 1998.  15 anos atrás. Lembro-me como se fosse hoje. Era uma segunda feira como outra qualquer. Estávamos em plena copa do mundo e em plena campanha para Presidente da República.  Minha mulher estava grávida e já sabíamos que seria um menino. O dia previsto pela médica era lá pelo dia 17 ou 18. Edite sentiu vontade de comer uma macarronada e lá fui eu para a cozinha atender o desejo de uma grávida. Macarronada sempre foi o meu forte e nesse dia eu caprichei.
Não era um pai de primeira viagem. Já era o pai da Lúa que havia nascido em setembro há quatro anos antes, também na época da copa e das eleições presidenciais. A Lúa havia preenchido um grande espaço em minha vida, mas faltava algo. A primeira vez desejei como nunca ser pai de uma menina e tive o privilégio de ter meu desejo atendido. Agora faltava um varão. Acho que todo pai quer ter um filho homem. É uma espécie de garantia de continuísmo, de perpetuação da raça, de garantia de permanecer eterno. Um companheiro para assistir ao futebol, para falar sobre coisa de macho, enfim, um parceiro para seguir nossos valores.  Nos dias atuais isso é muito complicado, pois a sociedade anda meio conturbada. Os valores estão totalmente invertidos, de maneira que se torna difícil você imprimir seus valores nos seus filhos. A concorrência é muito desleal. Competimos com a televisão que quer a qualquer custo impor seus costumes e hábitos na nova geração; competimos com o excesso de informação disponível na internet; competimos com o excesso de consumismo, enfim, quase não temos mais oportunidade de influenciar nossos filhos.
Mesmo assim vale a pena correr o risco e assumir a nobre tarefa de educar um filho. Pela segunda vez tive o privilégio de ter meu desejo atendido. Queria muito ter um filho homem. Planejei isso detalhadamente. Fiz questão de escolher uma clínica que permitisse que eu acompanhasse o parto, pois na época da Lúa fiquei frustrado por não terem me permitido isso.  Mas deixa isso pra lá. Voltemos à macarronada do dia 13 em que atendi ao desejo de uma grávida. Preparei um espaguete ao molho de tomate com calabresa defumada. Comemos –principalmente a Edite- como se fosse o último banquete. Após o jantar a Edite cisma de sentir umas dores estranhas. Ligamos para a médica que ordenou que ela fosse imediatamente para a clínica. Mantive a calma e fiz tudo como manda o figurino. Eu próprio a conduzi no meu carro até a clínica indicada pela médica. Primeiros exames e a confirmação: a qualquer hora nasceria meu filho tão esperado.
Na madrugada do dia 14 de julho sob o meu testemunho nascia o meu filho. Tive o privilégio de assistir calmamente toda a cesariana e posso afirmar que foi a cena mais bonita que presenciei em toda a minha vida. De repente surge aquele ser cheio de vigor. Mal saiu do ventre e chorava a plenos pulmões. Nem parecia o choro de um recém- nascido. Pensei: eis aí um campeão, um vencedor predestinado a grandes batalhas e muitas glórias. Enquanto a médica fazia a assepsia conferi cada detalhe do seu corpo. Contei os dedos das mãos, dos pés, observei os olhos que se pareciam muito com os meus. Certifiquei de que era mesmo um macho e conferi até o tamanho do pinto (coisa de pai). Era um menino perfeito com 53 centímetros e pesando  4,650k. Impressionante como o seu rosto já era conhecido. Era exatamente igual como pensei.
Hoje, 15 anos depois desse momento mágico me sinto realizado e orgulhoso. Meu filho que amei mesmo antes da concepção só tem me dado motivos para comemorar a cada ano que passa. Não sei se fiz tudo o que devia, mas tenho certeza que dei o melhor de mim. Mesmo com todas as dificuldades de criar um filho nos dias de hoje, sinto que fiz minha tarefa e venci os desafios que a sociedade impõe. Procurei seguir o exemplo do meu pai e fui me adaptando aos meios atuais. Muitas vezes estive por perto, em outras, propositalmente me afastei. Algumas vezes fui rigoroso, outras fui permissivo. Acho que consegui imprimir minha marca na formação do seu caráter. Meu filho já é um homem pronto. Bom caráter, inteligente, solidário, persistente, batalhador, e acima de tudo um bom filho.
Hoje estou comemorando mais essa vitória em minha vida. Consegui vencer o mundo e ofereço à sociedade um homem de bom caráter, de boa índole e, que com certeza vai fazer a diferença na sociedade que todos almejam.
Deixo-lhe aqui alguns lembretes para que possa levar por toda a sua vida:
1.      Aconteça o que acontecer acredite sempre no poder da justiça e da solidariedade;
2.      Confie sempre na bondade humana, mas tenha sabedoria para se esquivar das maldades dos homens;
3.      Lembre-se sempre que a gratidão é a rainha das virtudes;
4.      Acredite sempre no seu potencial e seja positivo;
5.      O mundo não tolera os fracos e as vítimas. Procure sempre ser um vencedor, mas em caso de derrota procure usar como lição e se fortaleça;
6.      As vitórias não são definitivas e as derrotas são passageiras.
7.      As pedras no caminho podem servir de tropeço para os fracos bem como podem servir para fortalecer o alicerce dos sábios;
8.      Escolha sempre o caminho mais prudente e não o mais fácil;
9.      Beba bastante água e ouça sempre os conselhos dos mais velhos;
10.  Procure seguir os bons exemplos do seu pai e delete o que não é bom.

J. Luiz B. Vieira

segunda-feira, 8 de julho de 2013

MANIFESTO DA VEREADORA ELIENE SOARES-PT

PODER LEGISLATIVO
CÂMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS
GABINETE DA VEREADORA ELIENE SOARES – PT


            Caros cidadãos e cidadãs de Parauapebas,

Vereadora Eliene Soares-Líder da Bancada do PT
Dirijo-me a vocês para fazer alguns esclarecimentos e falar sobre a minha indignação diante do ocorrido no dia 29 de junho, às 9h, durante a Sessão Extraordinária da Câmara Municipal de Parauapebas, na qual foi votado o Projeto de Lei, de autoria do Poder Executivo, solicitando abertura de crédito adicional especial. Durante todos esses meses, desde que assumi meu mandato naquela Casa, o Regimento Interno nunca foi cumprido, de forma que todas as sessões só começam com no mínimo uma hora de atraso. Mas na referida sessão, estranhamente, além da pontualidade, anteciparam o horário em uma hora. A sessão que fora marcada para começar às 10 horas iniciou às 9 horas. Pior ainda foi a duração de 13 minutos para votar e discutir um projeto de lei tão importante. Tratava-se da aprovação de um credito adicional especial de mais de 200 milhões para o prefeito gastar. O que era para ser uma sessão de muito debate onde nós poderíamos apresentar ao povo os prós e os contras desse projeto, acabou sendo uma sessão fictícia que durou apenas 13 minutos.
A referida manobra teve como objetivo afastar o povo da sessão e evitar a nossa participação no debate. Não é preciso ser um especialista em orçamento para perceber que o projeto era cheio de falhas, grosseiro e prejudicial à sociedade, pois nem sequer detalhava onde e como o dinheiro seria gasto. Os vereadores a favor da aprovação do projeto sabiam que com os argumentos que apresentaríamos, no mínimo esse projeto voltaria para que o prefeito fizesse as devidas correções. Por isso, o projeto foi votado às escondidas sem a presença do povo e, principalmente sem a presença dos vereadores de oposição.
Como Vereadora de oposição, comprometida com a transparência e com a responsabilidade na aplicação das verbas públicas não sou contra a autorização do crédito especial, pois se trata de excesso de arrecadação gerada pelo nosso município. Sou contra a forma como ele foi apresentado e votado. Um projeto de tamanha importância deveria ser levado ao conhecimento da população e debatido exaustivamente. O Prefeito Municipal deveria ter apresentando o referido projeto após uma discussão com os vereadores para demonstrar a real necessidade de crédito adicional, tendo em vista que não foram apresentados os gastos e licitações realizados com o orçamento inicial. Sabemos que existe um orçamento grandioso em nosso município (1 bilhão e 14 milhões de reais). Até agora, apesar do dinheiro estar sobrando, não vimos nenhuma obra iniciada ou mesmo licitada. Até as obras iniciadas no governo anterior e com dotação orçamentária para serem concluídas estão quase paradas. Por isso a nossa preocupação e contrariedade em relação à aprovação do Projeto de Lei.
Venho pedir o apoio e a mobilização de todos para que possamos barrar esse desrespeito para com a sociedade. Só os Vereadores de oposição pouco poderão fazer, pois são a minoria. Mas com o apoio de todos, seremos fortes e venceremos essa batalha para o bem do nosso município.


Vereadora Eliene Soares - PT

quinta-feira, 4 de julho de 2013

E AGORA, QUEM PODERÁ NOS DEFENDER?

A SUPLEMENTAÇÃO OU CRÉDITO ESPECIAL (A SAGA CONTINUA)


Após a desastrosa sessão do dia 29 de junho onde nove vereadores deram o maior golpe da história política de Parauapebas aprovando em 13 minutos um crédito especial de mais de 200 milhões para o prefeito Valmir, ficaram no ar muitas indignações e indagações. Um vereador da base governista disse a seguinte frase: "deixa esse pequeno bando fazer barulho. Vamos viajar e comer nosso camarão enquanto eles ficam aqui comendo buchada. Julho é mês de férias e em agosto todos já esquecerem e ninguém fala mais nisso". Será que o vereador tem razão? Vamos aguardar agosto e a retomada dos trabalhos legislativos para ver se ele tem ou não razão.
No Egito, onde não há democracia e o povo não tem costume de protestar, a multidão foi para a rua e derrubou o presidente. (O segundo em pouco mais de um ano). É claro que não desejo que isso aconteça aqui, pois lá os militares aproveitaram a manifestação popular para dar um golpe. Em várias cidades do Brasil o povo está se manifestando por vários motivos e o Congresso Nacional deu uma recuada em vários projetos indecentes que seriam aprovados facilmente sem o povo nas ruas. A PEC 37 é um exemplo disso. Aqui no pebinha ainda estamos dormindo em berço esplêndido. O povo não percebeu a força que tem e vai levando tudo numa boa. Alguns até se revolta mas usam os velhos jargões do comodismo como: político é tudo igual, todos roubam, infelizmente a sociedade é assim mesmo e nunca vai mudar... E assim as velhas raposas vão se firmando e se perpetuando no poder.
Usei esse título de mal gosto plagiando Chapolim Colorado para chamar a atenção sobre a falta de referência de oposição que estamos vivendo. O PT sempre foi muito bom de oposição, tanto que quando estava no poder alguns sem noção ficavam esperando que os petistas fossem fazer oposição a si próprio. E olha que muitas vezes fizeram! Em várias manifestações e na unica greve que o governo Darci enfrentou se via muitos petistas engrossando as fileiras. E agora que não está mais no poder qual será o papel do Partido dos Trabalhadores em Parauapebas? Será que deve se calar simplesmente por ter passado 8 anos no poder? Será que deve recuar porque também cometeu erros enquanto era dirigente? Ou será que os ideais mudaram? 
O fato é que a sociedade já se acostumou a ver os petistas em ação organizando mobilizações, passeatas, protestos e gritando contra o que está errado. Os vereadores que foram eleitos pelo PT tiveram suas plataformas políticas baseadas na ética e na luta intransigente em defesa aos interesses do povo. Sem exceção, a base que elegeu os vereadores do PT esperavam que os mesmos fizessem a diferença na Câmara. Vale ressaltar que o PT elegeu a maior bancada da Câmara. Eram 04 vereadores e agora só são três, pois o Euzébio apesar de não ter tido a coragem de deixar o partido, se aliou disfarçadamente a base governista em troca de um emprego para seu tutor e algumas promessas que ainda não foram cumpridas. Porém, ainda restam Eliene, Arenes e Miquinha. Até quando esses três aguentarão o assédio do poder? Até quando esses três aguentarão a desilusão de sentirem que são profetas isolados gritando num deserto sem eco?
Em agosto muita coisa pode acontecer. Elenco aqui algumas alternativas:

  1. O Projeto de Lei 027/2013 que concede crédito adicional especial de mais de 200 milhões para Valmir e o golpe dos 13 minutos cairá no esquecimento e ninguém falará mais nisso;
  2. Os vereadores da oposição irão fazer discursos inflamados na Câmara nas duas primeiras sessões, serão aplaudidos e tudo continuará como antes;
  3. A base de oposição, principalmente os vereadores do PT farão discursos para demonstrar a indignação ao povo e articularão com a população um grande ato público pela limpeza do Poder Legislativo e do Executivo, além de ingressarem na justiça com um ato pedindo o cancelamento da sessão do dia 29 de junho.
Das três alternativas, qual você acha que vai predominar? Façam suas apostas. As cartas estão lançadas.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A FARSA DO PLANEJAMENTO 500 MIL

QUE PLANEJAMENTO?


Nos jornais e nos blogs de Parauapebas é unanimidade a rejeição ao super secretário de Gestão e Planejamento Célio Costa. Entre os Vereadores agora também é unanimidade, pois para aprovarem o louco projeto do Valmir que lhe dá mais de 200 milhões para gastar a única ressalva foi cortar toda a suplementação da SEPLAN. Não sei o que o homem disse aos edis para deixá-los tão rebarbados assim, mas o fato é que não querem ver o Célio Costa nem pintado de dinheiro.
Todos os argumentos dos críticos do Célio Costa se convergem para um ponto: é FORASTEIRO. Nunca toquei nesse assunto pois não concordo com essa lógica. É claro que temos que dar valor as pratas da casa e em Parauapebas tem muita gente competente para assumir qualquer função. Mas não é proibido o gestor, em alguns casos buscar em outros lugares profissionais de notável saber e experiência em determinadas áreas. Isso acontece em todos os lugares tanto no setor público como no privado. Trazer alguém de fora não significa que estamos desvalorizando os de casa, muito pelo contrário. Toda experiência vai se somar a minha realidade. Na primeira gestão o Darci trouxe o André Farias que não contribuiu tanto assim, apesar de ser doutor em planejamento. Na segunda gestão ele entregou a SEPLAN ao gaúcho Delmar que deu um show de gestão e de planejamento. Pena que ele ficou pouco tempo por não concordar com a aliança com Bel que já havia começado em 2010 com a ida do João Fontana (chefe de gabinete) para o PMDB. (Só fiquei sabendo dessa aliança às vésperas das eleições).
Até então não conhecia Célio Costa e não tinha motivos para criticá-lo. Me recusava a embarcar na onda do "forasteiro", pois na sociedade globalizada acho isso um contra censo. Porém, quando ouvi falar no tal do Planejamento para 500 mil habitantes não acreditei. Tive que pegar um exemplar original e analisar para acreditar. Se trata de um livrão capa dura muito bonito, muito colorido e com papel e impressão que é a cara da riqueza. Quando você abre chega a ser vergonhoso. Nunca imaginei que alguém que tenha formação acima da 8ª série pudesse produzir algo tão vazio, tão grosseiro e tão superficial como aquilo. O tal Planejamento que foi apelidado de Plano Banach não passa de um álbum de figurinhas daqueles que fazíamos na escola nas aulas de Educação Artística. 
Me recusei a acreditar que o tal Doutor Célio Costa fosse de tamanha incapacidade. O pior de tudo é que quem faz um trabalho desse acha que a população de Parauapebas é composta de analfabetos ignorantes e incapazes de avaliar o "álbum de figurinha" que eles chamam de planejamento. Alô seu prefeito, chame a Professora Teka Sacco e a Auxiliar Administrativa Ruthielly (ambas da CTRH) que elas farão algo bem melhor do que isso!
E não foi só o Planejamento 500 mil que me deixou estarrecido não. Se você olhar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária (orçamento para 2014) que o Célio fez e mandou o prefeito enviar à Câmara, não vai acreditar. Apenas fez um ctrl C e ctrl V do orçamento que o Darci fez e não teve nem a capacidade de mudar os dados. Para se ter uma ideia o endereço da procuradoria ainda consta Rua C que não existe mais desde 2010. 
Agora digo com toda propriedade: o Célio Costa é um embusteiro que conseguiu encantar o Valmir da Integral. Com esse planejador estamos todos em maus lençóis. Parauapebas não merece regredir tanto assim. Se for para trazer de fora esse tipo de "inteligência pura" chame o "Homem da Bíblia" que ele fará melhor.


terça-feira, 2 de julho de 2013

13 MINUTOS



VERGONHA, DESPUDOR, INSENSATEZ, DESCARAMENTO...


            O que você faria em 13 minutos? Ganharia uma corrida de 3 quilômetros, faria um espaguete alho e óleo, engraxaria seus sapatos, daria um telefonema para um amigo, checaria seus e-mails, daria uma “rapidinha”, daria um cochilo após o almoço... Há muitas coisas que poderíamos fazer em 13 minutos, mas ninguém, nem os mais loucos, nem os mais inocentes, ninguém que tenha pelo menos 1% de juízo no cérebro seria capaz de imaginar que uma lei de suplementação de mais de 200 milhões de reais somados ao “pobre orçamento” do município fosse aprovada pelos nobres vereadores em apenas 13 minutos. Não estou brincando não! Foi exatamente 13 minutos o tempo que a base governista gastou para debater, apreciar e votar esse projeto de lei que complementa um orçamento já milionário que o Prefeito não está conseguindo gastar, ou melhor, não está conseguindo reverter em benefícios para a população.
            Essa sandice desavergonhada aconteceu na sessão extraordinária do dia 29 de junho (dia de São Pedro –o protetor das viúvas). O Prefeito Valmir da Integral foi muito corajoso ao enviar para a Câmara um projeto de lei feito às pressas, mal elaborado e sem nenhuma lógica. Uma verdadeira obra-prima de incompetência, típico de quem não entende nada de planejamento. Digo que o Valmir foi muito corajoso porque ninguém em sã consciência teria coragem de enviar para a Câmara um rascunho de imoralidade daquele, ainda mais agora nesse período em que o povo está nas ruas gritando pelo fim da corrupção. Talvez o Prefeito tenha confiado na incapacidade do povo de Parauapebas de se manifestar e confiado nos seus vereadores onde ele manda e desmanda à custa de alguns trocados e alguns contratos. Um aluguel de um trator aqui, um aluguel de um caminhão ali, uma promessa de uma secretaria ali, uma promessa de uma gratificaçãozinha para cobrir despesas de campanha, algumas vagas de funcionário fantasma, etc. Assim Valmir vai manipulando sua base à custa do erário público. Fala-se a boca miúda pelos corredores da Câmara que essa lambança rendeu 100 mil reais para cada vereador. Apesar de todo o sigilo da operação, valeria a pena investigar para confirmar esse boato.
            Se o Prefeito foi corajoso, mais coragem ainda tiveram os 09 vereadores governistas. Como perceberam que ia ter muito barulho na sessão e dificilmente esse projeto seria aprovado às claras, elaboraram de forma inteligente o golpe. Tudo aconteceu assim: a sessão foi marcada para o sábado às 10 horas. Porém a mesa colocou na ata que seria às 9 horas. Como naturalmente acontece, os vereadores de oposição assinaram a ata na tumultuada sessão anterior e acreditando na boa fé do secretário não observaram o horário que estava escrito. Isso é até normal. Quando se assina uma ata geralmente a pessoa não faz a leitura integral. Outro detalhe que foi pensado de forma brilhante pelos vereadores golpistas foi a pontualidade da sessão. Hoje a Câmara é uma bagunça generalizada. Quando uma sessão começa com uma hora de atraso é considerado normal.  A maioria dos vereadores para não perderem tempo já entram no plenário com esse intervalo de atraso. Pela primeira vez nessa legislatura iniciaram a sessão as nove em ponto e liquidaram em 13 minutos. Queria saber quem foi o gênio que teve essa ideia que farei questão de dar os parabéns! Se toda essa inteligência fosse usada a favor do povo, Parauapebas estaria de parabéns.
            O pior foi a cara de pau de alguns vereadores tentando explicar o inexplicável. Quanta sujeira, quanta ganância, quanto desprezo para com o povo que elegeu esses “cidadãos”! Uma funcionária do gabinete do vereador Euzébio me confidenciou que ele fez parte desse acordo, mas pediu para votar contra para não ficar mal com o partido, e, ademais seu voto não iria influenciar em nada mesmo. Verdade ou não, coincidentemente nesse dia pela primeira vez ele chegou na Câmara bem cedinho contrariando seu hábito.

            E agora, o que nos resta? Quem sabe o gigante adormecido que despertou no Brasil venha despertar aqui também? Os vereadores de oposição (Eliene, Bruno, Miquinha e Zé Arenes vão tentar na justiça anular essa sessão. Segundo a Vereadora Eliene, a suplementação poderia até ser aprovada, mas depois de passar por uma profunda discussão e fosse refeita pelo executivo com todos os detalhamentos de como esse dinheiro seria gasto. “Aprovar desse jeito foi dar um cheque em branco para seu Valmir fazer o que bem entender”.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Estou voltando

Após minha odisséia no Caminho de Santiago resolvi dar um tempo para reflexão. Baterias recarregadas, juízo no lugar, coração ardente e muita motivação. Estou voltando para a pauta política para alegria de uns e preocupação de outros. A sessão na Câmara do dia 25 me deixou inspirado.
Não se preocupem, agora sou um cavalheiro templário com espada e tudo!

sábado, 1 de junho de 2013

DIÁRIO DE UM PEREGRINO

Passos finais ou recomeço?


Hoje é dia 1ª de junho de 2013. Agora aqui na Espanha sao 8 horas. No Brasil sao apenas 3 da madrugada. A maioria dorme. Estou me preparando para fazer o penúltimo dia de caminhada rumo a Santiago de Compostela. Muita expectativa e ansiedade.
Quando planejei fazer esse Caminho nao tinha idéia do que me aguardava. Li muito sobre o roteiro, me preparei fisicamente fazendo caminhadas de minha casa para a chácara, correndo, enfim, achei que estivesse preparado. Ledo engano. Você se prepara mesmo é aqui, é caminhando no dia a dia. É claro que o condicionamento físico me ajudou bastante.
Durante esses 28 dias que já caminhei aprendi coisas que nao havia aprendido em uma vida inteira. Muita coisa me aconteceu aqui. Fui compartilhando com vocês muitas aventuras e aprendizagens do Caminho. Só que muitas coisas preferi guardar só para mim.
No início do planejamento e início da caminhada meu objetivo principal era aventura. Caminhar quase 800 km num lugar desconhecido seria uma aventura e tanta! Seria. Bastou começar a caminhar para descobrir que a aventura é objetivo menor. Você vai sendo tomado pelo espírito do caminho, vai experimentando sensaçoes novas, vai passando por experiências e aí percebe que o ato de fazer o Caminho é muito maior, tem um significado inexplicável para sua vida. Independente de crenças ou religioes, há uma força transcedeental aqui que te envolve por inteiro e te faz repensar o significado da vida. Talvez seja o exercício de caminhar, caminhar, só caminhar. Você acaba fazendo uma reflexao de toda sua vida. Você revive sua infância, sua adolescência, sua juventude, enfim, toda a sua vida. O próprio ato do despojamento, da simplicidade que você é submetido aqui te faz repensar e refazer velhos conceitos. Muitas coisas que se dava valor em demasia perde sentido e muitas coisas simples que você nem percebia passa a ter um imenso significado em sua vida.
Até aqui caminhei por todo tipo de terreno. Experimentei todas as sensaçoes. Andei sobre pedras, sobre lama, sobre asfalto, sobre areia; trilhei estradas sinuosas e perigosas; subi e desci muitas ladeiras. Passei dias andando em áreas descampadas e hostís, mas também atravessei florestas, bosques, campos de flores e belíssimas plantaçoes. Senti o calor forte do sol queimando minha pele, senti o frio intenso que também queima até a alma. Caminhei sob neblina cerrada, chuva intensa, atravessei montanha de neve e até senti o que é andar sob chuva de granízio. Senti todos os aromas: o aroma de flores, de chuva, de terra molhada, de colcheira e estábulo, de vinho. Só nao senti o aroma do bife de dona Cota -minha mae - nem do feijao de Edite -minha mulher.Conheci pessoas do mundo inteiro e nos albergues me relacionei bem de perto com essas pessoas, dividi o mesmo espaço. Me hospedei em albergues de todos os tipos, desde o mais organizados até os mais rústicos onde nem os boxes de banho tem portas.
Durante as caminhadas você sente de tudo: saudade, solidao, dor, euforia, fé, alegria, contemplaçao, medo, entusiasmo...Muitas vezes inexplicavelmente senti vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo. Como estava só e nao tinha ninguém olhando soltei a gargalhada e deixei as lágrimas rolarem a vontade. Muito louco isso! Hoje me sinto um campeao, um vencedor. Me veio agora na memória uma música gospel que uma aluna da Escola Evoluçao cantou, que diz: "Campeao, vencedor, Deus dá asas, faz teu vôo. Assim estou me sentindo.
Agora vou sair para meu penúltimo dia de caminhada. Estou bem próximo do meu objetivo. Nao sei qual será a sensaçao de entrar em Santiago de Compostela. Só sei que será muito bom. Será mágico! Até lá nao vou escrever mais nada no Blog. Vou apenas me preparar para esse momento e aproveitar esse restinho de caminhada para absorver tudo o que o Caminho ainda tem para oferecer. Estou muito perto, por isso vou andar devagar e aproveitar.
Agradeço de coraçao a todos que caminharam comigo, aos que enviaram mensagens positivas pelo Blog, pelo Face, ou mesmo por pensamento. Sei que muita gente torce por mim e isso tem me ajudado muito.
Até a próxima. Fiquem com Deus!