Pesquisar este blog

quinta-feira, 18 de abril de 2013

POUCAS E BOAS


RETRATO DO CAOS

Após ser atropelado por um motoqueiro que fugiu do local sem prestar socorro, o braçal Renato Costa
Rodrigues procurou o Hospital Municipal com a clavícula fraturada. O médico ortopedista que lhe atendeu fez um curativo na mão e colocou uma tipoia de gaze no braço. Segundo ele, não tinha raio X nem gesso para imobilizar a clavícula. Mandou ir para casa e falou que o osso emendaria sozinho com o tempo.
Realmente essa não era a mudança que a população esperava. Já existe médico indo trabalhar em Canaã e Curionópolis por falta de material e estrutura no Hospital Municipal de Parauapebas.

DESPREPARO E DESINFORMAÇÃO NA CÂMARA

Na sessão do dia 16 de abril a Vereadora Luzinete deu uma verdadeira demonstração de despreparo para a função. Falou que o Licenciamento Ambiental dos empreendimentos só são feitos em Belém. A Vereadora não sabe que o município tem Secretaria de Meio Ambiente desde 2005 e licencia qualquer empreendimento de impacto local. O mais grave é que a vereadora –como bem observou o Vereador Odilon- é a dona política da SEMMA, ou seja, tem o comando daquela secretaria e nem sabe qual sua atribuição. Estudar um pouquinho e consultar os assessores não faria mal.
            Alguns Vereadores ao usarem a tribuna nessa mesma sessão defenderam o transporte coletivo feito pelas vans e usaram argumentos perigosos e não condizentes com o papel de Vereador. Exemplo: “se fizermos licitação empresas de fora ganharão e não deixarão renda aqui”. Isso é muito grave. Quem deve zelar pela aplicação das leis não pode falar isso em público. Licitar o transporte público é ato legal, portanto obrigação do Executivo. A Vereadora Luzinete chegou a falar que as licitações são fachadas e só ganha quem o governo quer. Por si só essa afirmação –que está gravada- já é uma denúncia formal de irregularidade e deve ser investigada pelo Ministério Pública.

PARAUAPEBAS É CAMPEÃO

O Blog do Zé Dudu publicou em primeira mão o ranking dos 05 municípios com o maior superávit comercial nesse 1° trimestre de 2013. Veja o resultado:
Parauapebas – (US$ 2,172 bilhões)
São Paulo- SP – (US$ 2,050 bilhões)
Angra dos Reis-RJ – (US$ 2,001bilhões)
Rio de Janeiro-RJ – (US$ 1,671 bilhões)
Santos-SP – (US$ 1,459 bilhões)
            Isso é motivo de orgulho para nós e merece ser comemorado e divulgado amplamente. Representa mais recurso para o nosso município, e consequentemente mais investimento. A medida que a população tomar conhecimento da nossa importância econômica passará a exigir das autoridades outro comportamento. Não temos mais o direito de assistir calados a má gestão pública que transforma nossas riquezas em miséria social.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

GREVE À VISTA


VALMIR PODERÁ ENFRENTAR SUA PRIMEIRA GREVE
 
Os sindicatos  (SINTEPP SINSEPPAR E SINTESP) vão se reunir nessa quarta feira, 17 de abril para avaliar a proposta de reajuste de 10% oferecida pela assessoria do Prefeito Valmir. Na reunião do dia 15 o prefeito não compareceu e mandou dizer que não poderia dar mais que 10% e mais 280,00 de vale-alimentação,
A categoria reivindica reposição de acordo com o índice regional estabelecido pelo IPCA  de Belém e vale-alimentação no valor de 400,00, tendo em vista que o Pará foi o Estado que apresentou o maior índice inflacionário da federação.
A falta de habilidade do Prefeito e a intransigência de sua equipe podem levar a paralisação dos serviços públicos essenciais como saúde e educação. Ontem as lideranças do movimento foram para a Câmara e exibiram faixas de protesto. Quase todos os vereadores se manifestaram favoráveis as reivindicações. 

CEM DIAS DO GOVERNO VALMIR (PARTE FINAL)


A SAGA CONTINUA



         Mais uma vez tentarei discorrer sobre esses temas fazendo um esforço didático para ser imparcial, apesar de muitos esperarem um texto cheio de ataques, paixão política e opiniões pessoais. Buscarei expressar as opiniões que colho nas ruas no contato com o povo no dia-a-dia e as observações que sinto no cotidiano da cidade.
  •  –SAÚDE - A saúde sempre foi o calcanhar de Aquiles dos prefeitos de Parauapebas. E pelo jeito continua sendo para o atual. A gestão anterior numa tentativa de agilizar os contratos e compras contratou uma oscip, (atitude polêmica na época) e em seguida passou a administração do Hospital Municipal para a FADESP. A atual administração de forma precipitada e amadora rompeu o contrato com a Fundação e gerou um caos no hospital. Além da falta de médicos, está faltando remédios e material básico até para curativos. Segundo os funcionários está faltando até papel higiênico. Pacientes que conseguem se consultar voltam para casa sem remédio e em caso de atendimento com ortopedista, se precisar de gesso, o osso vai ter que emendar sozinho. Até o momento o governo ainda não apresentou um plano de recuperação e a situação tende a agravar. Insatisfação de funcionários e pacientes forma uma bomba relógio pronta para explodir. É bom ressaltar que a saúde já estava com problemas na gestão anterior e esses se agravaram ainda mais.
  •  –LIMPEZA URBANA - O Prefeito Valmir tentou imitar o Darci no seu primeiro ato de governo. Botou uma fila de máquinas nas ruas e simulou um mutirão de limpeza. O detalhe é que após recolher
    Entulho na cidade após o mutirão de limpeza
    toneladas de entulho, a cidade continuou suja e com a coleta de lixo doméstico desordenada. Um exemplo da desorganização é a coleta no bairro Cidade Nova. Uma equipe da Clean passou distribuindo um folheto informando que a coleta seria de segunda a sábado. Resultado: o povo coloca seu lixo para fora todos os dias e a coleta mal é feita três vezes por semana. E assim, fica lixo espalhado pela rua em dias alternados. Improvisação e muito marketing é o que estamos vendo.
  •  –HABITAÇÃO -  uma das ações mais desastrosas do Valmir foi cancelar a doação de lotes feita no final do governo anterior. Mexeu com sonho de milhares de famílias pobres e fez de maneira arrogante para satisfazer o capricho pessoal de meia dúzia. Em um município com um déficit habitacional como o nosso e que a casa própria ou um terreno representa um sonho para muitos, cancelar títulos de um bairro inteiro por supostas irregularidades, é no mínimo infantil. Qualquer mente com um mínimo de inteligência abriria um processo administrativo para apurar as irregularidades que certamente houve na distribuição dos lotes. Mas tratar todo mundo como desonesto, por todo mundo no mesmo saco, realmente trata-se de uma crise entre dois neurônios bem fraquinhos. Seu Valmir perdeu a grande chance de entrar para a história como o homem que fortaleceu a política habitacional em Parauapebas. Por mais que faça nessa área vai sempre ser lembrado como o prefeito que tomou os lotes dos pobres. Conhecendo seu Valmir, não acredito que essa decisão tenha sido sua. Aposto no mau assessoramento.
  •  –CULTURA -  falar aqui do carnalama e da festa das mulheres seria chover no molhado. Esses assuntos foram amplamente difundidos nas redes sociais. Foram exemplos de arrogância e de amadorismo. O show da Roberta Miranda, por exemplo, não deu certo simplesmente porque a organização não quis contratar a empresa Castru’s  para montar a estrutura do show por ser uma empresa de Parauapebas que não fez campanha para seu Valmir. Resultado: trouxeram uma empresinha de fora que deu no que deu. Quando se coloca os interesses políticos acima dos técnicos o resultado não poderia ser outro. Agora é cruzar os dedos e esperar que a equipe tenha aprendido alguma coisa com os erros e façam bonito na festa de aniversário da cidade. Se precisar é só chamar o Cláudio Feitosa em Marabá que ele vem dar uma forcinha. 
  •  –OBRAS -
    Novas placas para velhas obras
     Podemos afirmar que a obra mais importante nesses cem dias do Valmir foi a reforma das placas nas obras do Darci. Obras como construção de escolas, creches, novo hospital municipal, mercado municipal, saneamento do complexo Altamira, nova ETA (Estação de Tratamento de Água)  que ficaram quase prontas, tiveram suas placas reformadas, tudo novinho, bonito de se ver. Quanta criatividade! Mas nem tudo está parado. Reconhecemos que o governo tem feito algumas operações tapa-buracos e trocado algumas lâmpadas nos postes. Agora se sua rua tem buraco ou está no escuro, calma! Não dá para fazer tudo de uma só vez.
  •  –ÁGUA - No dia 14 de abril –domingo- fiz uma postagem que sintetiza a nossa realidade do abastecimento de água. Para não ficar repetitivo peço ao leitor que volte na página e veja minha opinião.
       CONCLUSÃO

            Nesses seis capítulos apresentamos de forma sucinta um relato dos 100 dias do Governo Valmir. Confesso que não fiquei muito a vontade para discorrer sobre esse tema, pois fiz parte do governo anterior como Secretário de Administração e apoiei o candidato do PT que perdeu a eleição para seu Valmir. Portanto, o risco de ser parcial é muito grande, e nisso tomei muito cuidado. Mesmo com todo o cuidado que tive, algumas pessoas ou desafetos vão interpretar meus textos como pura oposição de quem perdeu uma eleição. Honestamente não é. Aliás, homens maduros que vivenciam a democracia nunca tem sentimento de perda quando não vence uma eleição, pois esse é o jogo da democracia. Perdendo ou ganhando temos que nos alegrar sempre pela vontade soberana do povo. 
                Portanto, finalizo reforçando: não se trata de lamentações, e sim de observações de quem vivencia a política de Parauapebas há mais de 25 anos (desde 1987). Observações de quem já esteve dos dois lados do poder ativamente, seja como militante político de oposição ou como gestor público.
               Como cidadão de Parauapebas, espero fazer um relato dos 06 meses do Governo Valmir de forma bem mais positiva, pois falar de coisa negativa cansa e desgasta. Espero sinceramente que o governo encontre seu rumo e terei o maior prazer em aplaudir e elogiar. Como esse espaço é democrático, obviamente não espero que todos concordem comigo. Então fica o convite para quem quiser produzir um texto expondo o contrário e mostrando o lado positivo do Governo Valmir. Publicarei com todo prazer!
                Grande abraço!




terça-feira, 16 de abril de 2013

CEM DIAS DO GOVERNO VALMIR (PARTE V)


PERDIDOS NO PARAÍSO


            Sabe aquele brinquedo dos sonhos de toda criança? Cheio de recursos tecnológicos, mil e uma funções, botões coloridos que ao serem acionados emitem sons e transformam em outra coisa... Pois é. Quando a criança ganha o dito brinquedo, fica tão empolgada que esquece que tem que ler o manual de instrução e treinar antes de usar. Sem saber como usar, logo fica de lado, abandonado, sem utilidade. Aí o pai percebe que seria melhor comprar um brinquedo mais simples.
            Assim está sendo o governo do Valmir e sua equipe nesses cem dias. Muita empolgação no início, e aos poucos estão percebendo inaptidão para operar a complexa máquina que é a prefeitura de Parauapebas. Não estou querendo dizer que seja um bicho de sete cabeças, que é somente para alguns iluminados. Não! O time do Darci quando assumiu o poder teve a mesma sensação. O grande problema é quando se reúne um time completamente amador, ou, quem não é amador já acumula uma prática nada recomendável de administração pública. Problema maior é quando se faz uma composição política desastrosa como mostrei na parte III dessa série. Com raras exceções, seu Valmir se acercou de figuras ineptas e de alta periculosidade para a coisa pública. Seu menor problema aqui são os inexperientes, pois com boa vontade e um pouco de tato se aprende rápido. O “xis” da questão está exatamente no tipo de experiência que cerca o governo de Parauapebas. Para resumir, coloco o seguinte: para quem não gostou do governo Darci, para quem apostou no Valmir como governo da mudança ao estilo Darci de governar, fica o desespero em saber que alguns nomes que dão as cartas hoje no governo Valmir foram a escória que o Darci rejeitou. Gente de índole nefasta, chantagista, corrupta, capaz de vender a própria mãe. E olha que era muito difícil o Darci rejeitar alguém. Quer um exemplo? Por enquanto vou brincar do jogo da curiosidade e o leitor é quem vai falar de quem se trata.
            Tentarei aqui fazer um resumo por tópico das ações que estão roubando a esperança do povo de Parauapebas.
v  Educação – estamos assistindo a um show de incompetência e irresponsabilidade. Anexos alugados às pressas sem nenhuma condição de funcionamento só para satisfazer aos caprichos de aliados. Outros anexos fechados também para satisfazer caprichos, pois pertencia a pessoa de outro partido. Dentre os vários problemas, o mais grave é a existência de professores que estão trabalhando desde janeiro e até hoje não receberam seus pagamentos. Isso por si só já caracteriza improbidade administrativa, pois nenhum servidor poderá trabalhar na administração pública antes de assinado o contrato. Alguns profissionais da educação relatam que estão vivendo um retrocesso de dez anos, onde impera a desorganização, o amadorismo e o medo. “Estamos sendo comandados por pessoas que não tem o mínimo de conhecimento de educação e temos que ficar calados”, relata uma professora da escola Olga Silva. Basta dar uma volta pelas escolas públicas para sentir de perto o clima de desorganização e desolação que existe. Em pleno mês de abril ainda está faltando professores e nem a merenda escolar que é o básico conseguiram organizar. As lousas digitais deixadas pela gestão anterior estão se estragando por falta de uso, uma tremenda irresponsabilidade com um recurso tão caro e importante.
 O mais grave ainda é que poderemos ter uma greve. Professores insatisfeitos com a intransigência do governo e pelo baixo índice de reajuste proposto ameaçam fazer greve para arrancar a reposição salarial de acordo com a inflação regional. Diálogo! Palavra proibida na Secretaria Municipal de Educação.

Veja amanhã, dia 17/04: saúde, limpeza urbana, obras e política habitacional.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

CEM DIAS DO GOVERNO VALMIR (PARTE IV)


COMPOSIÇÃO POLÍTICA DE VALMIR NA CÂMARA DOS VEREADORES


            Logo após vencer a eleição de 2012, Valmir e sua equipe partiu para a estratégia de compor a Câmara Municipal e tentar construir a maioria para garantir certa tranquilidade no início do seu governo. O resultado eleitoral no legislativo foi trágico para ele. O povo de Parauapebas tem uma sabedoria que é de dar inveja a qualquer cientista político. Por um lado elegeu seu Valmir com uma diferença folgada e por outro lado votou nos vereadores da oposição. O mapa da Câmara ficou assim: o bloco de oposição saiu com 11 vereadores contra apenas 04 da base governista, sendo 04 do PT (Zé Arenes, Miquinha, Euzébio e Eliene), 03 do PPS (Devanir, Bruno e João do Feijão) 01 do PMDB (Odilon), 01 do PDT (Brás), 01 do PSC(Irmão Maridé) e 01 do PV (Irmã Luzinete). Essa última, apesar do seu partido estar na coligação do Valmir, fez a campanha na coligação do Couto e estava vinculada diretamente a base governista, pois segundo ela “não poderia se misturar a bandidos”.  11 X 04 seria demais para o seu Valmir, por isso sua trupe entrou em campo para tentar por em prática a operação financeira apelidada popularmente como RATOEIRA. De cara essa operação foi um sucesso, pois adversários que chamavam seu Valmir de caloteiro, de bandido, de velhaco, passou a lhe tratar como o salvador da pátria. Ele foi transformado da noite para o dia de demônio a santo. O primeiro a morder a isca foi João do Feijão. Depois foi Luzinete, Irmão Maridé e o Braizinho. Agora o circo estava armado. Seu Valmir já garantira a maioria. Agora só restava decidir quem seria o presidente para o primeiro biênio.
            Dizem que política é igual futebol. Você não pode confiar no resultado armado antes do apito final. Começou no grupo do Valmir uma briga interna pelo poder na Câmara, uma verdadeira fogueira das vaidades. Do lado da oposição, tentaram construir um blocão com possibilidade de levar a presidência da Câmara e o PT como a maior bancada, naturalmente encabeçaria esse bloco. Só que aqui também a fogueira da vaidade chamuscou um de seus membros. O Vereador Euzébio tentou se impor como Presidente, e, não conseguindo, tentou impor seu tutor Wanterlor Bandeira como Diretor Administrativo. Como sua proposta foi rechaçada por todos, pois seria o mesmo que colocar a raposa para tomar conta do galinheiro, o Vereador Euzébio saiu do grupo e foi com o Wanterlor beijar os pés do seu Valmir. Isso desintegrou o grupo e deixou a turma do Valmir sorrindo de orelha a orelha.
            Diante dessa turbulência e instabilidade política a oposição teve uma sacada de mestre. Atraiu o vereador governista Josineto com a promessa de abençoá-lo como Presidente da Câmara. No dia da sessão de posse e eleição da Mesa da Câmara os vereadores governistas tiveram a maior surpresa de suas vidas e a população que esteve presente na festa presenciou a cena mais grotesca de toda a história daquela casa, digno de um filme de cangaço. “Vereador Odilon, Vossa Excelência é um ditador, mas não manda mais nessa casa”, bradou o Vereador Braz; “não calo a boca não, vou falar sim senhor, porque agora nessa casa tem ‘HOMI’, esbravejou o Vereador Major da Mactra. Fiquei pensando: uai, e antes não tinha não, é? Não continuarei mostrando as falas para não ter meu blog censurado, mais o que vimos foi um verdadeiro atentado à democracia. Tudo porque o grupo do Valmir descobriu o golpe na hora da eleição da mesa e percebeu que toda sua estratégia fora pelo ralo. Josineto presidente da Câmara e a oposição dominando toda a mesa diretora! Quem seria capaz de imaginar tal cenário! Nem a eleição do Papa Francisco surpreendeu tanto.
            Esse episódio serve para demonstrar como a banda toca em Parauapebas. Seu Valmir mais uma vez cometeu um erro ao tentar compor o Poder Legislativo na base do troca-troca. Não teve habilidade política e prometeu absurdos para os vereadores da oposição em troca de apoio político. Conseguiu atrair a maioria que foi seduzida pelas promessas de vantagens no seu governo, mas não levou a Mesa Diretora. Infelizmente, essa é uma prática perniciosa que se repete em Parauapebas e prejudica muito o verdadeiro espírito político republicano. Alguns vereadores depois de eleitos usam seus cargos apenas para negociatas em proveito próprio e esquecem-se do compromisso de campanha. Veja o exemplo do Brás: era um opositor ferrenho ao seu Valmir e só lhe tratava como velhote caloteiro. Após a eleição passou a ser o principal defensor do prefeito desde criancinha. Essas atitudes são lastimáveis, pois seria bastante salutar uma Câmara de oposição para equilibras as forças no poder. Vereadores livres seria uma garantia de fiscalização dos recursos públicos, de transparência, enfim, seria benéfico para a população.
            Com cem dias de governo seu Valmir ainda não conseguiu estabelecer uma relação de respeito, autonomia e independência com a Câmara. Ainda se ressente do golpe que sofreu no episódio do dia 1º de janeiro e vez por outra tenta se vingar, quando marca reunião com os edis e simplesmente não aparece.  Seu apoio no Poder Legislativo é frágil e insustentável, pois não se baseia em acordo político, e sim em promessas de benefícios pessoais que nunca são cumpridas. Vez por outra já presenciamos vereadores governistas se rebarbando na tribuna.  Enquanto isso, continuamos sonhando com uma Câmara livre formada por vereadores independentes que cumpram seu papel constitucional de fiscalizar o poder executivo e representar o povo.

P.S. Amanhã dia 16 discorrerei sobre as realizações do seu Valmir nos cem dias de governo.
            

domingo, 14 de abril de 2013

ÁGUA: O NOSSO DILEMA


ONDE ESTÁ A SOLUÇÃO?
 

            Nesse domingo acordei mais cedo para assistir ao Liberal Comunidade e vi o Gesmar - atual gestor do SAAEP – dando explicações sobre o problema da falta de água em Parauapebas. De cara ele disse que nossa tubulação foi construída na década de 80 e por isso dava tanto problema. Só para lembrar, nossa tubulação não é tão velha assim. Foi enterrada no governo do Chico das Cortinas –Governo que o Gesmar fez parte- no período de 1993 a 1996 e a ETA foi inaugurada no início da gestão da Bel em 1997. O Chico fez a obra e deixou para a Bel inaugurar. O fato do Gesmar ter errado na citação do ano não tem importância nenhuma. É normal, todos cometemos esse tipo de equívoco quando se trata de datas. Mas vendo suas explicações fiquei refletindo e vendo como os discursos mudam rápido! Durante a campanha falavam que o problema da água seria resolvido imediatamente, como num passe de mágica. Chamavam o gestor anterior de incompetente, de irresponsável e outros adjetivos carinhosos. E não foi só a turma do Valmir que usou esse discurso. O Darci usou contra a Bel em 2004 e a Bel e Faisal usaram contra o Darci em 2008. Em 2012 a água foi mais uma vez a grande vedete que contribuiu para definir a eleição a favor da oposição.
            É fato que temos problema de falta de água em nosso município. É fato também que os gestores não estão sabendo tratar desse problema de forma técnica. Olhando as desculpas que o Gesmar dava hoje, parecia uma gravação já repetida pelos gestores anteriores. Sempre colocando a culpa na tubulação velha, na falta de investimento do governo anterior, no crescimento da população e, até na falta de consciência do povo que desperdiça o precioso líquido. Sem demonstrar credibilidade falava em prazos futuros para resolver o problema e até apontou soluções velhas e arcaicas que já foram excluídas tecnicamente como a abertura de poços profundos. Gostaria de lembrar que nosso lençol freático não é ideal para a utilização de poços artesianos e em um estudo feito por técnicos da UFPÁ isso já foi demonstrado que é inviável. Será o que está faltando? Investimento? Talvez não. Mais uma vez lembrando, na primeira gestão do Darci foi feito um grande investimento na ampliação do sistema, inclusive a empresa INTEGRAL do seu Valmir foi a responsável pela obra.  No segundo mandato do Darci foi construída uma nova ETA com investimento de 12 milhões que resolveria 80% do problema. O sistema funcionou experimentalmente a partir de dezembro de 2012 e, se você se lembra, sentimos o impacto positivo, ou seja: em dezembro não tivemos problema de falta de água. O que aconteceu com essa ETA? A equipe técnica do atual governo até agora não conseguiu colocar para funcionar em definitivo.  Estou citando isso não para chamar ninguém de incompetente, mas para demonstrar que nosso problema não é falta de investimento, tampouco falta de vontade política para resolver o problema da falta de água potável em nossas torneiras. Então onde está o problema?
            De forma equivocada os governantes trataram a questão da água como moeda política. Como é um fato que mexe muito com o povo, esse tema sempre foi  explorado nas campanhas eleitorais e as promessas nessa área foram as mais esdrúxulas possíveis. Passada a eleição, o eleito sabendo que essa foi sua principal promessa, o mote que o conduziu ao poder, passa a procurar soluções rápidas e improvisadas para resolver o problema. Como a coisa não é tão simples assim, o tempo vai passando e as cobranças aumentam. Pressionados, os gestores cometem seguidos erros e tentam remendar o problema que só vai virando uma bola de neve. Os improvisos são tão prejudiciais quanto a falta de água, além de representar prejuízos aos cofres públicos. Já testemunhei um ato de desespero do Darci quando ele acuado com o problema pensou em distribuir caixas d’águas para a população.
            É importante que a própria sociedade passe a ver esse problema com outros olhos, e passe a cobrar dos nossos políticos outra postura. Por mais investimento que houver, uma cidade que cresce como Parauapebas, vai sempre existir algum bairro com problema de abastecimento. A falta de água, a falta de saneamento é um problema do planeta e, se olharmos um pouco ao nosso redor perceberemos que nós nem temos tanto problema assim. Vou citar só dois exemplos para ilustrar meu argumento: Marabá completou 100 anos e quase não tem água potável nas casas; Belém, a nossa capital vive sem água nas torneiras. Quase todos os dias os telejornais da metrópole está mostrando a população da periferia e do centro reclamando da falta de água. Parauapebas com seus 25 anos está muito à frente da capital e da maioria das cidades mais antigas do Estado do Pará. Aí você poderia dizer: mas o nosso município é rico! Somos ricos sim, mas dinheiro não resolve por si só todos os problemas.
            Mudança de atitude talvez fosse a palavras de ordem nesse momento. Mudança de atitude dos governantes para deixar de utilizar o problema da falta de água como moeda política e parar de fazer improvisos para enganar a boa fé do povo. Precisamos de investimentos com planejamento, sem a pressão de ter que correr atrás do problema. Mudança de atitude do povo também é imprescindível. Começar cobrar dos políticos uma atitude mais séria e não se deixar levar por emoções de eleições seria o ideal. Uma boa educação ambiental seria de bom tamanho também, pois convenhamos: grande parte do nosso problema está nas nossas atitudes, na má utilização da água. Quem nunca viu alguém lavando calçada com água potável? Para mim isso é tão grave quanto a falta de compromisso dos políticos.

sábado, 13 de abril de 2013

CASTANHA DO BRASIL???

Ontem no Globo Repórter a Rede Globo exibiu uma matéria sobre os alimentos milagrosos que existem, principalmente no Brasil, dentre eles a Castanha-do-Pará. Porém, apresentou nosso alimento como Castanha-do-Brasil. Do Brasil?
Engraçado que a grande mídia sempre desdenhou a Região Norte, em especial o Pará. Sempre ressaltou nossas mazelas, nossos problemas e deu destaque principalmente para a violência. Apesar do nosso Estado ser um paraíso tropical que está atraindo cada vez mais gente do mundo inteiro, recentemente a Globo exibiu uma novelinha que nos mostrou de forma deturpada: um bando de caboclos ignorantes e mesmo assim, as cenas daqui foram as menores possíveis. Diferente de quando mostrou outros Estados nas suas telenovelas.
Agora inventam essa de Castanha-do-Brasil. Do Brasil? O cacete. É Castanha-do-Pará, do PARÁ. Pode ser do Brasil, porque esse é o nosso país, mas nada de esconder seu nome original.
Espero que as autoridades paraenses reajam contra essa palhaçada. Alô Jatene, você não fez tanta questão de exaltar o Pará para destruir o nosso sonho de construirmos o Estado do Carajás? E agora? Vê se bota pra quebrar e enquadre esses lunáticos.
Outro dia os japoneses tentaram nos roubar a patente do açaí. Agora o Pará não pode perder mais essa. A Castanha é nossa!!!
Povo Paraense, vamos à luta!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A FARRA DOS CEM DIAS

Um leitor acabou de me informar que ontem, dia 11 de abril todo o staff do prefeito Valmir estava na chácara do Chico Brito comemorando os feitos dos cem dias de governo. Tinha muito wisk, muita comida, música de boa qualidade e muitas garotas para animar o ambiente. Mesmo assim, disse, o clima era de velório. 
Será que ele vai reunir o povo para apresentar seu balanço de cem dias? Seria uma boa idéia e nem precisava ter wisk.

CEM DIAS DO GOVERNO VALMIR (PARTE III)



COMPOSIÇÃO POLÍTICA

            Continuando a nossa avaliação sobre o início do governo Valmir, hoje abordarei a sua composição política. Mas antes quero deixar bem claro que não farei nenhuma crítica absurda, apaixonada e de cunho pessoal. Não sou do tipo que fica na torcida do quanto pior melhor, apenas por não fazer parte do seu grupo político. Como cidadão, torço para que ele encontre o rumo certo e se preciso for até contribuirei com isso. Afinal, moramos aqui, trabalhamos e criamos nossa família aqui e amamos nosso município. Se a administração vai mal, todos nós padecemos.
            Na minha concepção, o seu Valmir iniciou uma composição política que já nasceu para o fracasso. Primeiro cometeu um grave erro de compor com todo mundo na campanha e fazer promessas absurdas a todos. E olha que nem precisava disso para ganhar a eleição! Qualquer picareta que aparecia se dizendo líder de alguma coisa já era contemplado com promessas de fatias generosas dentro do futuro governo. Teve gente que veio de fora com toda a família e até hoje está esperando por essa fatia. Depois de vencida a eleição, naturalmente essas pessoas foram cobrar a conta. Naturalmente também Valmir não tinha espaço para todo mundo mesmo na grande máquina que é Parauapebas. Ficou acuado, sem liberdade de escolha e sob pressão dos partidos aliados escolheu mal. O resultado é essa catástrofe que você está presenciando. Um governo frágil, dividido, inepto, sem aptidão para administrar a coisa pública e sem traquejo para lhe dar com o povo. Não há governo que se sustente com uma equipe dividida e incompetente. Não coloco todos no mesmo saco, pois reconheço alguns nomes que estão apresentando boa desenvoltura, mas, infelizmente não estão tendo espaço e não conseguem mostrar o seu trabalho.
            Seu Valmir cometeu grave erro quando nomeou secretários que ele não confiava. Nomeou mas não deixa trabalhar. Cito o exemplo do Zé Rinaldo. Para quem lhe conhece, sabe que é um jovem empreendedor dinâmico e acho que poderia contribuir muito no comando da SEFAZ (Secretaria da Fazenda). O prefeito por vaidade pessoal e com medo do Zé Rinaldo ofuscar sua liderança, isolou-o num espaço sem nenhuma importância e poder. No jargão político, está fritado desde o primeiro dia. Para humilhar ainda mais tirou todos os poderes da SEFAZ e passou para a SEPLAN.  Como se não bastasse, trocou também o espaço físico e lhe deu um cubículo para trabalhar. E fez tudo as margens da lei em um flagrante desrespeito e ato de improbidade administrativa. Somente depois, em março é que ele mandou para a Câmara o projeto de Lei que altera as funções da SEPLAN e da SEFAZ, e o mesmo ainda não foi aprovado. Ou seja: todos os atos administrativos do “todo poderoso” Célio Costa, secretário de Planejamento são ilegais e nulos.
            Não fico muito a vontade para avaliar os secretários do Valmir, pois já fiz parte dessa estrutura no outro governo e tenho inclusive muitas críticas à composição anterior. Mas acho que naturalmente o cidadão começa a fazer comparações e as diferenças são gritantes. Temos um quadro ruim, repito, salvo algumas exceções, que além da falta da competência técnica falta a competência política. Veja um exemplo: alguém sabe quem é o Secretário Interino de Educação? O que ele fazia antes? Qual sua experiência em sala de aula? Qual sua experiência técnica?
            Uma coisa está clara e é assustador: o secretariado do Valmir não fala a mesma língua, cada um vive puxando o tapete do outro e em cem dias já está cheio de inimigos dentro do palácio e no meio dos aliados. E nem vou me ater aqui a secretários que já ajudaram a acabar com a vida política de Maurino , (ex-prefeito de Marabá) e que respondem a processo naquele município por desvio de leite. Nem vou entrar no mérito de forasteiro que vem mandar em nossa cidade - isso fica para outro momento. O fato é que um reino dividido é um reino destruído. Naturalmente a casa está ruindo.

                Observação: na parte IV abordarei a composição política na Câmara e finalmente, na parte V falarei das ações dos CEM dias.